quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Vaga de nível técnico pode pagar quase R$ 9.000 em ínicio de carreira

 


Profissionais de nível técnico estão em alta no mercado e chegam a ganhar salário de até R$ 8.600 em início de carreira, segundo levantamento feito pelo Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial).

É o caso técnicos de mineração no Rio, que recebem um salário médio inicial de quase 14 salários mínimos. Na mesma cidade, técnicos em mecatrônica recebem R$ 4.050 logo após a conclusão do ensino técnico.

Em São Paulo, os mais requisitados são os projetistas e os técnicos em manutenção. Na média, os salários iniciais desses profissionais giram em torno de R$ 4.150 e R$ 3.548, respectivamente.
No Nordeste, o Estado com melhores salários iniciais é Pernambuco. Técnicos em soldagem e em montagem industrial recebem, em média, R$ 4.500 iniciais.

Para realizar o levantamento, o Senai analisou os salários de admissão das ocupações de nível médio mais demandados pela indústria.

O estudo foi baseado em dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho e Emprego, e em informações coletadas com diretores regionais de 18 Estados do Senai.

Ocupações de nível superior

O salário médio de admissão das 21 ocupações técnicas selecionadas pelo Senai foi de R$ 1.485, segundo dados dos últimos 12 meses registrados no Caged em todo o Brasil.

Comparando a remuneração média inicial com a de algumas profissões de nível superior, os os trabalhadores com nível técnico recebem mais que arquivologistas e museólogos, auditores fiscais do trabalho, designers industriais, filósofos e cientistas políticos, policiais, guardas-civis municipais e agentes de transito, terapeutas ocupacionais e professores de ensino fundamental e médio.

1 milhão de empregos

Segundo informações do Caged, foram criados 1,04 milhão de postos de trabalho para a mão de obra especializada em 2011.

O Senai diz que a demanda da indústria por mão de obra "está fazendo com que essas ocupações fiquem atrativas até se comparadas a algumas ocupações de nível superior". Para a instituição, o cenário tem de ser analisado pelos jovens como uma opção interessante de carreira.

Baixa Procura

No mundo, levantamento da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostra que, enquanto metade dos estudantes dos países desenvolvidos opta por cursos profissionais de nível médio, no Brasil essa quantia é inferior a 30%.

Nos países desenvolvidos, a procura pelos cursos técnicos é grande, segundo o Senai, porque boa parte têm programas voltados para atender às demandas do mercado de trabalho.

Fonte: BOL

Plano Nacional de Mineração 2030 prevê investimentos de R$ 350 bi para o setor




O setor de mineração brasileiro terá investimentos de cerca de R$ 350 bilhões nos próximos 20 anos, meta estipulada pelo governo federal no Plano Nacional de Mineração (PNM) 2030, cuja portaria foi publicada ano passado no Diário Oficial da União (DOU). Este é o o quarto plano da mineração brasileira – o último foi elaborado em 1994 -, mas pela primeira vez o país faz um planejamento de duas décadas para o setor.

O texto aponta que a produção mineral tende a aumentar em até cinco vezes, tanto para atender o consumo interno como para exportação. Os investimentos – que serão em sua maioria da iniciativa privada – incluem pesquisa mineral para expansão ou descoberta de jazidas, abertura de novas minas e implantação de unidades de transformação mineral.

Estão previstos ainda a criação da Agência Nacional de Mineração e do Conselho Nacional de Política Mineral, a consolidação do marco regulatório da mineração, mudanças na outorga dos títulos minerais, e uma nova política de royalties. O plano reconhece que a atual legislação sobre o pagamento de indenizações pela exploração da mineração apresenta fragilidades e inconsistências e que o modelo de tributação é distorcido e onera a agregação de valor dos produtos.

O lançamento do PNM foi feito ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que informou que o governo pretende tocar a reforma no marco regulatório da mineração e intensificar a produção de urânio no País com a ampliação do parque de usinas térmicas nucleares. Na ocasião, Lobão destacou o papel econômico da mineração e a participação do setor mineral no Produto Interno Bruto (PIB).


“É importante ressaltar que o ministério é responsável por formular políticas de atividades econômicas que respondem por aproximadamente 10% do PIB brasileiro, dos quais 4% são provenientes do setor mineral”, frisou.

Lobão também afirmou que, em 2009, com a descoberta das grandes reservas de petróleo em águas profundas – o pré-sal – o Brasil passou a figurar entre os maiores produtores mundiais e foi convidado pela primeira vez a participar das reuniões da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), o que inseriu o país “entre os maiores produtores de minério no mundo”.

Balanço – O setor mineral, em 2010, obteve um faturamento de US$ 157 bilhões e gerou divisas que alcançaram US$ 51 bilhões, correspondendo a 25% do total das exportações brasileiras. O país possui ainda reservas de 1,3 milhão de toneladas de minério usado como combustível de usinas nucleares, o equivalente a US$ 100 bilhões.

Destaque para a Vale que, no ano passado, liderou o ranking de exportações brasileiras. As vendas externas totalizaram US$ 24 bilhões, com um crescimento de 122,07% em relação a 2009, respondendo por 11,91% do total das exportações do país.

PNM 2030 - Para a elaboração do Plano foram realizados 84 estudos que fizeram um panorama do setor mineral brasileiro e sua posição mundial, as perspectivas e cenários possíveis, bem como uma previsão de demanda, investimentos e recursos humanos. Segundo o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, Claudio Scliar, “o Plano é uma ferramenta que contribuirá na construção de um Brasil soberano e sustentável, com melhor conhecimento e aproveitamento dos seus recursos minerais”.

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terça-feira, 7 de agosto de 2012


Mineiros da Zâmbia matam chefe chinês em conflito salarial

Trabalhadores queriam que a empresa pagassem pelo menos o salário mínimo estipulado pelo governo



Mineiros da Zâmbia mataram um supervisor chinês e feriram gravemente outro superior no último sábado (04/08) em uma disputa por aumento salarial em uma mina de carvão na cidade de Sinazongwe, afirmou o ministro do Trabalho zambiano Fackson Shamenda no domingo (05/08).

Empresas chinesas investiram mais de um bilhão de dólares na indústria do cobre da Zâmbia, mas a animosidade em relação a elas está crescendo entre os trabalhadores locais, que acusam as companhias de abusos e de pagarem baixos salários.

Os trabalhadores da mina de carvão de Sinazongwe, que fica a 325 quilômetros da capital, Lusaka, atacaram os chefes chineses durante protesto por aumentos salariais compatíveis aos estipulados pelo governo no último mês.


Em julho, o governo da Zâmbia aumentou o salário mínimo de alguma profissões, sendo que o menor era de 522 kwachas (aproximadamente 221 reais) para empregados domésticos. “Nós ainda não precisamos as circunstâncias exatas, mas o relatório que eu tenho é que um chinês foi morto e outro ferido quando os trabalhadores pediam um novo salário mínimo”, disse Shamenda.

Dois anos atrás, a polícia da Zâmbia indiciou dois supervisores chineses da mesma mina por tentativa de assassinato após um tiroteio envolvendo 13 mineiros em outra disputa salarial.

A China vem investindo pesadamente na África atrás de bens como petróleo e outras matérias-primas, como cobre e urânio. Entretanto, muitas empresas chinesas são acusadas de abusarem da carga horária e de pagarem baixos salários.

No último mês, o presidente chinês Hu Jintao ofereceu uma linha de crédito de 20 bilhões de dólares aos países africanos para os próximos três anos, o dobro do oferecido em 2009.

HUMOR: Somente os "bons" alunos irão entender


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Fonte: Geologiadepressão
Escassa em recursos naturais, Europa quer firmar acordo de mineração com a Groenlândia
Disputa por cinturão de ferro no país envolve interesses chineses, norte-americanos e europeus 
 



A escassez de commodities minerais na Europa, associada à elevada densidade populacional do continente, está levando a Comissão Europeia a procurar novos projetos de exploração de metais em regiões inexploradas do território da Groenlândia.


Embora seja conhecida por sua extração de gás natural e petróleo, essa inóspita área do Atlântico norte deve se deparar agora com uma disputa econômica direta entre companhias chinesas, norte-americanas e europeias pelo controle do que lideranças chamam de “diplomacia de matérias-primas”.


Dados divulgados pela Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) no último mês de julho revelam que as áreas de degelo na Groenlândia passaram de 40% de seu território para um percentual próximo dos 97%. Isso significa que zonas aonde a camada de gelo sobre reservas minerais chegava a 150 metros de espessura poderão ser exploradas com menor custo técnico.


Antonio Tajani, vice-presidente da Comissão Europeia, concedeu entrevista ao jornal britânico The Guardian e se mostrou otimista com o novo projeto de expansão econômica do bloco. O italiano prevê uma possível “corrida ao ouro” rumo a Groenlândia e alega que já está “trabalhando duro ao lado do primeiro-ministro Kuupik Kleist por um acordo de matérias-primas”.

Sob a perspectiva da Groenlândia, território autônomo do reino da Dinamarca, uma associação com europeus aliviaria as pressões de grupos indígenas que vivem em condição de pobreza e exclusão social. De acordo com Henrik Stendal, oficial do Departamento de Extração Mineral do Governo da Groenlândia, "o país gostaria de ter outras fontes de renda além da pesca e do turismo”. Por essa razão, considera esse possível acordo com a União Europeia uma “grande oportunidade”, capaz de ser conduzida de maneira “sensata” por ambas as partes.

Concorrência


Nada garante, contudo, que o acesso da União Europeia ao que Tajani chama de “mina de ouro” na Groenlândia esteja completamente livre. A companhia britânica London Mining, que possui participação chinesa, possui um dos projetos mais adiantados de exploração de metais na região. Ela é dona de todos os contratos para a extração de magnetita no cinturão de Isua, uma das plataformas geológicas mais ricas em minério de ferro do mundo.

Mais além, ainda que a Groenlândia seja uma tradicional aliada da diplomacia europeia, sua proximidade geográfica dos Estados Unidos e do Canadá preocupa Bruxelas. Mesmo com sua subordinação à monarquia dinamarquesa, nada garante a exclusividade dos interesses europeus na região.

No momento, há apenas um projeto do setor de mineração em atividade na Groenlândia, que está voltado especificamente para a extração de pepitas de ouro. Entretanto, 120 lotes do país estão passando por análises geológicas e cinco devem ser decretados minas muito em breve.

Crosta oceânica penetra a Terra até o manto inferior.



Diamantes achados na região da cidade de Juína (MT) comprovam que a crosta oceânica entra na Terra – como é chamada a crosta terrestre sob os oceanos, onde ela é mais fina – até o manto inferior. A confirmação veio da análise química desses diamantes e foi publicada  num artigo da revista “Science”.


Já havia uma teoria bem aceita de que esse fenômeno ocorria, baseada na tomografia sísmica, uma análise combinada de movimentos da Terra, que permite o mapeamento do interior do planeta. Porém, faltava uma prova mais concreta.


“É a primeira vez que a gente tem uma evidência mineral de que a crosta oceânica penetra o manto inferior”, disse ao G1 Débora Passos de Araújo, professora do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB), uma das autoras do estudo.


Para que um diamante seja formado, é preciso a temperatura seja alta. Por isso eles são formados no interior da Terra. No manto superior, a uma profundidade de entre 150 e 200 km, a temperatura varia entre 1.000 e 1.200 graus Celsius. No manto inferior, com profundidades superiores a 660 km, ela ultrapassa os 2.000 graus Celsius.

Um dos diamantes profundos de Juína (MT) (Foto: AAAS / Science)
Diamantes profundos, como são chamados os que vêm do manto inferior, já eram conhecidos. Em Juína mesmo, há registros desde 1991. As pedras analisadas no atual estudo, no entanto, são as primeiras desse tipo a apresentar composição química típica da crosta oceânica.


A geóloga disse ainda que a descoberta deve proporcionar avanços nos estudos da formação dos minerais. “Se nós fizermos análises químicas desses minerais inclusos nos diamantes, podemos conhecer melhor as características do manto inferior”, afirmou a cientista.


Nick Wigginton, que faz parte da equipe de editores da Science, destacou que a descoberta mostra a amplitude do ciclo de carbono, que é essencial à vida. “Resultados como esse oferecem uma perspectiva mais ampla da Terra como um sistema dinâmico e integrado”, concluiu.

Fonte: G1

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Governo vai acabar com mercúrio em garimpos
 

Pressionado por ambientalistas e pelo Ministério Público, como adiantou o Estado, o governo do Amazonas promete apressar o fim do uso de mercúrio na extração de ouro nos rios da Amazônia. O Conselho Estadual de Meio Ambiente, autor da resolução que regulamenta os garimpos locais, se reúne no dia 14 para decidir um prazo final para a substituição da substância.

"A resolução deverá ser aperfeiçoada nesse sentido, para saber até quando vai durar a transição", diz Nadia Ferreira, secretária de Desenvolvimento Sustentável (SDS) do Amazonas.

Na quarta-feira passada, o Ministério Público do Amazonas (MPF-AM) apresentou o resultado de estudos técnicos para recomendar à secretaria que não cumpra a resolução 011/2012, publicada em 15 de junho.

Apontando graves riscos à saúde humana e ao meio ambiente, o MP declarou que a medida ofende o princípio da precaução, ao tornar legítimo o uso do mercúrio na atividade garimpeira do ouro sem a adoção de adequados mecanismos de controle.

A secretária estadual, no entanto, defende um período de transição até o banimento da substância tóxica, que é usada no processo de separação do ouro. "No exterior, o Brasil vem se posicionando contra a retirada intempestiva do mercúrio e vínhamos seguindo essa linha. É uma atividade que existe de forma ilegal no Amazonas desde a década de 1950 e, hoje, é profissão reconhecida por lei", afirma.

Substituição. A alternativa será a expansão do emprego de mesas vibratórias no processo de extração, especialmente em pequenos garimpos. "Na segunda-feira, vamos reunir cooperativas e agências de financiamento para tratar da viabilidade", diz Nadia.

Enquanto o mercúrio forma um amálgama com o ouro, a mesa vibratória é uma plataforma que executa um processo menos eficiente, que envolve a separação gravítica - os metais mais pesados se acumulam no fundo e a areia, mais leve, é retirada.

Segundo os pesquisadores, seu uso é um primeiro passo importante para a substituição do mercúrio. "Usar a mesa é um grande avanço, mas não é suficiente. Pode ser combinada com a cianetação, que, de forma responsável, é muito menos arriscada", afirma o professor Giorgio de Tomi, um dos responsáveis pela implementação do Núcleo de Apoio à Pequena Mineração Responsável, da USP.

Ele explica que o uso de cianeto é mais tóxico em caso de exposição direta aos garimpeiros, mas tem a vantagem de não se acumular na natureza.

Para o diretor-geral do Museu da Amazônia, Ennio Candotti, um dos principais críticos à resolução, a busca de alternativas representa uma esperança para evitar o agravamento dos altos níveis de mercúrio nos rios da Amazônia. "Há várias técnicas alternativas, mas o interessante é que o Estado vai tentar desenvolvê-las. Se a secretaria avaliou que a coisa é seria, é muito bom, pois o bom senso prevaleceu."

domingo, 5 de agosto de 2012

Vale destruirá milhares de cavernas na Amazônia

 



Registros históricos de 10 mil anos de ocupação humana na Amazônia serão destruídos de forma indiscriminada. As cavernas serão demolidas sem terem sequer sido pesquisadas. Arqueólogos contratados pela própria Vale qualificaram as cavernas como de “relevância máxima” e desautorizaram a entrada das escavadeiras. 

Região de Carajás

Contrariando pareceres de arqueólogos, espeleólogos e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o governo federal deu licença prévia para um investimento de 20 bilhões de dólares em mineração de ferro, na vertente Sul da Serra de Carajás, no coração da Amazônia.

Milhares de cavernas serão destruídas. Não há como preservá-las, pois a extração do minério é feita a partir da demolição do terreno. Nada ficará de pé, inclusive as cavernas, que guardam relíquias que datam de 10 mil anos atrás.
PODER DE CONVENCIMENTO
Pesquisas feitas nos últimos anos por espeleólogos e arqueólogos, contratados pela própria Vale, recomendaram a preservação dos locais, considerados por eles como de “relevância máxima”.

Parecer técnico do ICMBio, recomendando a preservação do local, sequer foi considerado pelo governo federal, que deu a licença ambiental prévia por intermédio do Ibama.

A negociação com o alto escalão do governo foi feita pelo próprio presidente da Vale, Murilo Ferreira. Após a emissão da licença ambiental prévia, Ferreira visitou a presidente Dilma Rousseff e fez uma exposição sobre os planos da mineradora para a região. A reunião aconteceu  no Palácio do Planalto.

Registros históricos de 10 mil anos de ocupação humana na Amazônia serão destruídos de forma indiscriminada. Entre a preservação do patrimônio histórico e o aporte de 20 bilhões de dólares para dobrar a produção na Serra dos Carajás, ficamos com a segunda opção.

O governo sequer enviou uma expedição para tentar conhecer o tamanho do prejuízo que o país terá com a destruição das cavernas. Não pesquisou, não levou em conta o parecer do ICMBio, não deu ouvidos aos arqueólogos e espeleólogos contratados pela própria mineradora.
CADEIA PRODUTIVA
Em seus documentos oficiais que vieram a público, a Vale omitiu a existência das cavernas. Informou apenas que os impactos ambientais serão mínimos, pois o minério vai sair da região em esteiras com 30 quilômetros de comprimento, para áreas sem restrições ambientais.

A Vale tem sérios problemas na cadeia produtiva. O mais conhecido é o de abastecer, com minério de ferro, siderúrgicas envolvidas com devastação ambiental e trabalho escravo, conforme várias pesquisas comprovaram, ao longo dos últimos anos.

Menos de 24 horas depois de informar que seu parecer era contrário a licença ambiental prévia, o ICMBio voltou atrás. O Ibama divulgou uma nota em que afirmava dispor de parecer favorável emitido pelo ICMBio. Tudo ficou, dessa forma, resolvido.

A Vale agora trabalha para obter a licença ambiental definitiva e colocar a mina em operação, em 2016. É o maior projeto de mineração de ferro em andamento no mundo. Vai aumentar em 82% a produção no chamado Sistema Norte, que passará das atuais 109 para 200 milhões de toneladas anuais de minério de ferro.

sábado, 4 de agosto de 2012

Mineração no Seridó volta a transportar minério de ferro para exportação


Com o setor mineral a todo vapor na região do Seridó, as empresas seguem com sua demanda de trabalho em plena atividade.

No momento, a única mineração de ferro localizada em Cruzeta voltou a transportar minério de ferro para a capital, prova disso são as constantes carretas e caminhões que voltaram a trafegar nas rodovias da região.

As informações transparecidas são que a empresa voltará a exportar mais um navio neste mês de agosto, a previsão é que mais dois saiam até o final de setembro. Em franca atividade, as empresas deste setor vêm dando destaque a região em todo o país. Bens e consumo disponibilizados e feitos uso pelos operários e gestores que andam morando em Currais Novos e em outras cidades do Seridó, gerando consequentemente emprego e renda para pequenos municípios, como Cruzeta.
Para refletir...
Emporcalhando a Terra 
Fonte: Geoboteco.blogspot

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Governo libera mineradoras na Gandarela


Cinco mineradoras de pequeno porte foram liberadas para avançar com seus projetos de mineração na área em que está sendo criado o Parque Nacional da Serra da Gandarela, na região metropolitana de Belo Horizonte. Com o aval, as empresas poderão concretizar projetos que somam R$ 190 milhões e devem gerar 780 empregos diretos e 1.760 indiretos.

A liberação veio em ofício assinado ontem pelo secretatário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, Adriano Magalhães, e enviado para a Subsecretaria de Regularização Ambiental Integrada. As mineradoras que se beneficiaram com as medidas foram a Ferro Puro, que prevê investimentos de R$ 40 milhões para exploração de minério de ferro, a Pedreira Um, que vai investir R$ 45 milhões para exploração de brita, a Mundo Mineral, que tem projeto de R$ 70 milhões, a Jaguar Mining, com projeto de R$ 25 milhões para exploração de ouro, e a Morgan Mineradora, que pretende investir R$ 10 milhões para exploração de limonita.

As autorizações foram concedidas após as conclusões dos estudos realizados por um grupo de trabalho (GT2) formado pela Secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), ONGs, Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra) e pelo Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade (ICMBio). Alguns limites previstos para o Parque Nacional da Serra do Gandarela foram revistos para excluir da área de preservação as atividades de exploração.

"Acho que chegamos a um bom termo entre a preservação ambiental e o incentivo à atividade econômica", sintetizou Magalhães. O diretor do Sindiextra, Willer Pos, comemorou a medida. "Os projetos já estavam todos engatilhados e esses investimentos já devem sair no próximo ano. Tudo mantendo uma enorme área de preservação", disse.

Para Mário Douglas, coordenador regional do ICMBio, "o ideal seria a preservação total da área. Mas estamos num momento em que é preciso apresentar modelos que conciliem preservação e desenvolvimento".

Fonte: O Tempo

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Tudo vem da mineração 

 
Argila.

Argila.

Ligas de Zinco - Níquel - Cobre.

Amianto e Petróleo.

 
Petróleo e Cobre.
 

Talco, Calcário, Caulim, Titânio e Óxidos Metálicos.

Alumínio, Tungstênio e Quartzo.

Alumínio.

Argila.

 
Cobre e Ferro.
 

Liga de Cobre e Zinco, Talco e Agalmatolito.

Metálico - Cobre e Ferro / PVC - Petróleo e Calcita.

Calcário, Caulim, Feldspato e Talco.

Manganês, Ferro, Alumínio, Níquel e Nióbio.

Petróleo, Ferro, Manganês, Alumínio e Gás Natural.

Calcário, Caulim, Feldspato e Talco.

Alumínio, Cobre, Ferro, Níquel e Petróleo.

 
Alumínio, Ferro, Cobre e Estanho.


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

HUMOR: Somente os "bons" alunos irão entender

Pará cresce como polo do Alumínio 





O Estado do Pará está se transformando em uma fronteira de produção do setor de alumínio brasileiro, principalmente de bauxita e de alumina, matérias-primas para fabricação do metal. Assim como a Votorantim Metais (VM), diversos grupos foram atraídos pelas condições naturais: um solo rico em minerais.


A Votorantim será a quarta grande empresa a atuar na mineração da bauxita na região. A Mineração Rio do Norte (MRN), de um consórcio de empresas liderado pela Vale, em Oriximiná, inaugurou a exploração do minério no Estado, seguida da multinacional americana Alcoa, com mina no município de Juriti. A norueguesa Norsk Hydro, por sua vez atua próxima onde será a produção da VM, em Paragominas.

Bauxita
Ao todo, são cerca de 30 milhões de toneladas de bauxita, 6 milhões de toneladas de alumina e 460 mil toneladas de metal primário produzidas no Estado.


Além dessas empresas, o governo paraense tenta atrair transformadoras do metal, como a Alubar, fabricantes de cabos situada no nordeste do Pará. "O Estado tem todo potencial para ser um polo da cadeia do alumínio", afirmou ao Valor o secretário da Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) do Pará, David Leal.


A oferta de energia foi um dos atrativos, inicialmente com a usina de Tucuruí, que supre a produção de alumínio da Albras. Neste ano ficou pronta Estreito e a hidrelétrica de Belo Monte está no início das obras. Há ainda os projetos de usinas no rio Tapajós. Atualmente, com o preço elevado, a energia não é mais competitiva para a indústria do alumínio no Brasil


Na época, nas décadas de 70 e 80, o governo incentivou a produção do alumínio, prevendo que, com o crescimento do país, a demanda interna pelo metal triplicaria em dez anos. Mas a demanda interna não acompanhou o movimento da oferta. Hoje, por outro lado, o mercado interno cresce, logo ultrapassando a oferta do país.

Fonte: Valor
Desafio aos Técnicos em Mineração

Numa área medindo 2.500ha, requerida junto ao DNPM para pesquisa mineral de bentonita, forma uma poligonal quadrada de lados iguais. Foi aprovado um relatório de pesquisa para a substância solicitada, com as seguintes informações importantes para a lavra: a rocha mineralizada de interesse tem forma homogênea e ocupa 43% da área requerida e espessura variável media de 18,8m. Sobre a bentonita há uma cobertura de rocha sedimentar argilosa que é estéril, medindo 1,45m. A empresa vai utilizar no transporte do minério e do estéril, caminhões com capacidade de carga de 3,6m³ para carregar os caminhões. A área de depósito do estéril fica a 6km do depósito de lavra e cada ciclo de viagem leva 40 minutos enquanto que para transportar o minério para o beneficiamento o ciclo de transporte é de 30 minutos.

- Calcule:

A) Quanto tempo será necessário para retirar todo o capeamento trabalhando com uma escavadeira e 9 caminhões sendo que estes tem um fator de aproveitamento de 67% na sua disponibilidade de utilização?

B) Quanto tempo será empregado na lavra até sua exaustão trabalhando com os mesmos equipamentos?

C) Sabendo-se que a escavadeira consome 20l de diesel por hora de trabalho, que ela trabalha 8horas por dia e que o diesel é comprado por R$ 1,90/l, calcule o custo do diesel para um mês de trabalho desse equipamento no estéril.

CONSIDERE:

- A empresa trabalha 8 horas por dias e 6 dias na semana, incluindo o sábado que é pago hora extra aos trabalhadores

- Densidade do estéril: 2,2t/m³
- Densidade do minério: 2,5t/m³
- Empolamento do estéril: 1,16
- Empolamento do minério: 1,15
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