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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Urânio: Perdemos a oportunidade?


Por Leonam dos Santos Guimarães

Mesmo depois do acidente de Fukushima, a demanda por energia elétrica nuclear continua a crescer. Essa commodity está num ponto crítico de inflexão para preços mais elevados. Até mesmo o Japão está mudando sua postura sobre a energia nuclear devido aos maiores custos da geração elétrica substituta. O recém-eleito primeiro-ministro, Shinzo Abe, declarou que o novo governo está disposto a construir novas usinas - mudança radical com respeito à promessa do governo anterior de fechar todas as 50 usinas do país até 2040.

O impacto mais significativo vem, porém, do mundo em desenvolvimento, especialmente da China. Ela que poderá adicionar mais de 100 usinas ao longo das próximas duas décadas. Outras nações, como a Rússia, Índia, Coreia do Sul e os Emirados Árabes Unidos têm também grandes programas de construção, aumentando significativamente as 435 usinas que hoje fornecem eletricidade na base de carga dos sistemas elétricos de 31 países.

2013 começa com 65 usinas nucleares em construção (1 no Brasil), outras 160 em fase de planejamento (4 no Brasil) e mais 340 propostas (4 no Brasil). A demanda por urânio será, portanto, cada vez mais elevada, o que apresenta um problema, pois existe hoje um déficit de produção. De acordo com a World Nuclear Association (WNA), o consumo total em 2011 foi de 80 milhões de quilos, enquanto a produção foi de 68 milhões - déficit de 12 milhões de quilos.

Se contarmos somente essas 65 usinas que estão hoje em construção, o consumo anual crescerá para 100 milhões de quilos. Nesse contexto, com a oferta não conseguindo mais acompanhar a demanda, naturalmente os preços do urânio começarão a subir.

O uso do urânio altamente enriquecido reciclado, o re-enriquecimento de urânio empobrecido (rejeito do processo de enriquecimento) e a redução dos estoques das empresas geradoras tem suprido esse déficit, mas o futuro dessas fontes de suprimento é incerto, particularmente com o final do programa chamado "Megatons por Megawatts". Criado com o final da guerra fria, os programa é um acordo entre os EUA e a Rússia para converter o urânio altamente enriquecido, disponibilizado pelo desmantelamento de armas nucleares russas, em urânio de baixo enriquecimento para combustível nuclear.

A existência desse programa sozinho preenche a maior parte do déficit anual mundial, oferecendo 10 milhões de quilos de urânio. Eles são consumidos exclusivamente pelos EUA, onde está cerca de 25% do parque nuclear mundial. Paradoxalmente, nos últimos anos 10% da eletricidade produzida nos EUA tem como fonte o urânio das armas nucleares russas desmontadas - espadas se tranformando em arados.

Entretanto, ele expira no final de 2013. Se os russos decidirem não renovar o acordo, o que parece bastante provável, o re-enriquecimento e os estoques não serão suficientes para suprir o deficit. Se contarmos somente com as usinas em construção, o consumo anual crescerá para 100 milhões de quilos. Nesse contexto, com a oferta não conseguindo mais acompanhar a demanda, os preços do urânio começarão a subir.

Quando se considera os prazos necessário para abertura de novos complexos industriais de produção e ampliação dos existentes, temos um complicador: até 2020 a produção anual somente poderia aumentar no máximo até 90 milhões de quilos. Mas para isso acontecer, os preços também teriam que se estabilizar num patamar de US$ 40 por quilo para que a indústria estivesse disposta a realizar os investimentos necessários. Hoje o preço é de US$ 20/kg. O mercado está assim dando pouco incentivo para implantação de novos projetos. Os preços terão que mover-se para cima de forma importante e sustentada para que haja produção adicional.

Quando o Japão prometeu fechar suas 50 usinas, reduziu a demanda mundial por combustível em cerca de 10 milhões de quilos e, além disso, agravando a situação, as empresas japonesas venderam cerca de 7,5 milhões de quilos de seus estoques. Isso levou à atual baixa de preços no mercado spot. O sistema elétrico do Japão sem a energia nuclear tem experimentado apagões, as importações de gás natural subiram 17% e as importações de carvão 21%. Com a vitória do Partido Liberal Democrático, espera-se que as vendas de urânio cessem e a demanda seja retomada.

Considerando as usinas em construção, a capacidade instalada da China subirá para 40 milhões de quilowatts até 2015, em comparação com 12,54 milhões no final de 2011. As empresas chinesas terão que aumentar seus estoques, adquirindo muito mais urânio. Isso elas já vem fazendo, aproveitando os preços baixos decorrentes do "efeito Fukushima".

Esses dois fatos, somados ao encerramento do acordo "Megatons para Megawatts", indicam que o preço do urânio poderá voltar aos US$ 40/kg ou mais já em 2014. Antecipando isso, as empresas do setor já começaram a fazer movimentos estratégicos. A estatal russa vem adquirindo empresas menores, fortalecendo sua posição no mercado. O conflito no Mali deriva, em parte, desse contexto.

Sendo uma das maiores reservas de urânio do mundo, produção brasileira é modesta e exclusiva para o mercado nacional. Nos últimos anos tem declinado, não sendo suficiente para atender Angra 1 e 2 - ficará pior com Angra 3. Esses movimentos do mercado internacional não têm tido eco no Brasil. Perderemos a oportunidade?

* Leonam dos Santos Guimarães é doutor em Engenharia Naval e mestre em Engenharia Nuclear. Assessor da presidência da Eletrobrás Eletronuclear e membro do grupo permanente de assessoria da Agência Internacional de Energia Atômica
Fonte: Valor

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Aplicações do nióbio



 
 
Como um dos elementos químicos consideradosmetais de transição, o nióbio é usado para diversas aplicações diferentes: de ligas que são ideais para grandes estruturas até a utilização em eletrônica, o nióbio é encontrado em muitos lugares e como parte de uma série de produtos.

Descoberto por Charles Hatchett no século 19, o elemento foi isolado a partir de uma amostra de minério que havia sido enviada para a Inglaterra por John Winthrop, primeiro governador do estado de Connecticut (EUA). A princípio, recebeu o nome de columbio, por causa de sua procedência. O elemento foi por vezes confundido com o tântalo, que tem propriedades muito semelhantes.

A designação do nome "nióbio" surgiu em 1846, quando Heinrich Rose e Jean Charles Galissard de Marignac redescobriram o elemento químico e conseguiram definir mais claramente as suas propriedades específicas.

Os dois nomes para o elemento foram utilizados alternadamente até 1950, quando a União Internacional de Química Pura e Aplicada resolveu a questão do nome próprio para o número atômico 41. Ainda assim, há indústrias e organizações que continuam a identificar o elemento comocolumbio.

Abreviado como Nb, é um metal cinzento na aparência e ideal para ser usado com aço para criar uma liga que pode ser usada em vários produtos.
Misturas de aço e nióbio têm sido utilizadas na construção de tubos de água e esgotos, sistemas de componentes em vários tipos de automóveis e na criação de varas de soldagem, além de produtos de aço inoxidável, especialmente itens domésticos.




Pelotas de nióbio para mistura com outros metais Uma das utilizações mais comuns de nióbio hoje é na fabricação de lentes ópticas destinadas a compensar problemas de visão. A adição de nióbio em vidro tem demonstrado proporcionar uma maior taxa de refração, que por sua vez, faz com que seja possível criar lentes corretivas mais finas e leves.

Recentemente, o nióbio começou a atrair a atenção como uma opção de metal para a criação de jóias. Os tons de cinza e azul do metal fazem dele uma ótima alternativa para a criação de modelos diferenciados de anéis, alianças, brincos e outros acessórios. Uma vez que o metal também pode ser facilmente tingido, é possível “criar” um nióbio que funcione com praticamente qualquer cor de pedra desejada.


fonte: Flávia Saad

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Cupins são usados para encontrar minas de ouro

Em vez de cálculos renais, os cupins têm "cálculos auríferos". 

Cupins mineiros

Minas normalmente são encontradas por geólogos, usando técnicas como geoquímica e geofísica.

Mas agora eles estão recebendo uma mãozinha dos entomologistas, biólogos especializados em insetos.

Entomologistas australianos descobriram que cupins e formigas são excelentes indicadores da existência de minas de ouro e outros minerais.

No primeiro teste da nova técnica, um cupinzeiro com uma concentração anormal de ouro indicou a existência de um grande depósito aurífero até então desconhecido no subsolo do local.

Assinaturas minerais

"Estamos usando insetos para ajudar a encontrar ouro e outros depósitos minerais. Estes recursos estão se tornando cada vez mais difíceis de encontrar porque grande parte da paisagem australiana é coberta por uma camada de material erodido que mascara o que está escondido nas profundezas," disse Aaron Stewart, do centro de pesquisas CSIRO.

Mas nada fica escondido dos cupins e formigas, que escavam profundamente abaixo da camada erodida, alcançando estratos que revelam traços daquilo que está escondido ainda mais abaixo.

E, para sorte dos mineradores, eles trazem essas "assinaturas minerais" para a superfície.

A expectativa dos pesquisadores é que a análise química dos cupinzeiros e formigueiros, e mesmo dos insetos, evite as caras e frequentemente infrutíferas perfurações de sondagem que são feitas em busca dos minerais no subsolo.

Afinal, os insetos já fizeram toda a perfuração e trouxeram os testemunhos de sondagem para a superfície.

Imagens do corpo de um cupim mostrando a concentração de outros cinco metais - cobre (Cu), zinco (Zn), ferro (Fe), cálcio (Ca) e manganês (Mn). 

Cálculos de ouro

O Dr. Stewart demonstrou também que os insetos trazem a assinatura dos metais presentes no solo bem impressa em seus corpos.

"Nós descobrimos que os metais se acumulam no sistema excretor dos cupins," diz ele.

"Ainda que os insetos não concentrem metais em seus corpos, eles se livram ativamente dos metais em excesso. Este processo se revela pela formação de pequenas pedras, muito parecidas com as pedras nos rins das pessoas. Esta descoberta é importante porque essas excreções são uma força atuante na redistribuição dos metais próximo à superfície," explicou Stewart.

E um indicador muito forte de que algo valioso pode estar se escondendo por debaixo dos cupinzeiros.

Os resultados deverão atrair a atenção de cientistas de outras partes do mundo, sobretudo em países ricos em minerais como o Brasil e a África do Sul.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Buriti dos Montes terá exploração de opala


A Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Tecnológico (Sedet) anuncia para 2013 a exploração de novasminas de opala no Piauí, além da cidade de Pedro II, o município de Buriti dos Montes apresenta potencial para extração do minério.

As pesquisas foram realizadas em parceria com empresa pública Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). “Teremos a entrada de mais uma cidade na exploração da opala, Buriti dos Montes, onde, hoje, acontece apenas na cidade de Pedro II. O que foi feito através da Finep”, explica o secretário Warton Santos

Buriti dos Montes apresenta grande potencial para exploração de opala. A cidade fica localizada a 180 quilômetros de Pedro II, atualmente única cidade no Brasil onde existe exploração da pedra.

Dentre outros projetos da Sedet, para o ano de 2013, está a implantação de secadores solares móveis, a serem utilizados para a secagem das folhas de carnaúba para obtenção de cera. “Com a utilização dos secadores solares poderemos ampliar nossa capacidade de exportação de cera de carnaúba em cerca de 30%”, afirma Warton Santos.

fonte: Portal Piauiense de Notícias

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Descoberto petróleo no espaço


A Nebulosa Cabeça de Cavalo está sendo chamada pelos astrônomos de "refinaria cósmica".

Petróleo espacial.

 Para quem acreditava que o pré-sal era a fronteira final do petróleo, os astrônomos têm uma surpresa. Eles descobriram "indicações de vastas reservas de petróleo na Nebulosa Cabeça de Cavalo".

A Nebulosa Cabeça de Cavalo, localizada na Constelação de Órion, fica a 1.300 anos-luz da Terra, o que certamente a torna menos acessível do que os depósitos do pré-sal.

Mas a descoberta pode reavivar o interesse pelas teorias abióticas do petróleo, que afirmam que o valioso óleo pode ser de origem mineral, e não um composto fóssil oriundo da degradação de matéria orgânica.

Petróleo e gás natural podem não ser fósseis

Jérôme Pety e seus colegas descobriram os hidrocarbonetos interestelares - moléculas de C3H+ - usando o radiotelescópio de 30 metros do Instituto de Radioastronomia Milimétrica (IRAM), na Espanha.

Refinaria cósmica

Devido à forma peculiar e facilmente reconhecível que lhe deu o nome, a Nebulosa Cabeça de Cavalo é um dos objetos celestes mais fotografados pelos astrônomos.

Mas é também um fantástico laboratório de química interestelar, onde o gás de alta densidade, aquecido pela luz de uma estrela supermaciça, continuamente interage e desencadeia reações químicas em muitos níveis.

A molécula C3H+ descoberta pelos astrônomos pertence à família dos hidrocarbonetos, sendo parte das fontes de energia mais utilizadas hoje em nosso planeta, o petróleo e o gás natural.
 
A descoberta do "petróleo espacial", segundo os pesquisadores, "confirma que esta região é uma ativa refinaria cósmica".



Os astrônomos descobriram o petróleo espacial usando o radiotelescópio de 30 metros do Instituto de Radioastronomia Milimétrica (IRAM), na Espanha.

Hidrocarbonetos no espaço


A equipe detectou e identificou 30 moléculas na região da Nebulosa Cabeça de Cavalo, incluindo vários pequenos hidrocarbonetos, as moléculas que compõem o petróleo e o gás natural.

O que mais surpreendeu foi a quantidade do "petróleo espacial".

"A Nebulosa contém 200 vezes mais hidrocarbonos do que a quantidade total de água na Terra," disse Viviana Guzman, membro da equipe.

Além dessas moléculas menores, os astrônomos identificaram a presença do íon propinilidina (C3H+), que foi detectado no espaço pela primeira vez.

Origem do petróleo no espaço

M
as como esse "petróleo do espaço" se forma?

Em seu artigo, Pety e seus colegas propõem que os hidrocarbonetos espaciais resultam da fragmentação de moléculas carbonáceas gigantes, chamadas PAHs (hidrocarbonos policíclicos aromáticos, na sigla em inglês). Essas moléculas enormes podem ser intemperizadas pela luz ultravioleta, produzindo a grande população de hidrocarbonetos menores que foram encontrados.

Esse mecanismo pode ser particularmente eficiente em regiões como a Nebulosa Cabeça de Cavalo, onde o gás interestelar está diretamente exposto à luz de uma estrela gigante situada nas proximidades.

"Nós observamos o funcionamento de uma refinaria de petróleo natural de dimensões gigantescas," disse Pety.

Pety é responsável pelo projeto Whisper, que foi criado justamente para estudar essa "refinaria cósmica", sob coordenação do Instituto Max Planck de Radioastronomia, na Alemanha.


Simulação reforça teoria abiogênica do petróle

Fonte: Inovação tecnologica

domingo, 18 de novembro de 2012

Usos industriais do carboneto de cálcio



O carboneto de cálcio é um composto produzido a partir de uma combinação termicamente convertida de coque e cal. Tem várias aplicações industriais, sendo a mais comum a produção de gás acetileno.

O acetileno é amplamente utilizado como uma alternativa menos dispendiosa para os tradicionais combustíveis à base de petróleo para aquecimento numa série de processos industriais.

Carboneto de cálcio em estado bruto vem encontrando diversos novos usos na indústria de produção de aço como um agente de dessulfuração e desoxidante. Aplicações industriais menos comuns desse composto incluem combustível para lâmpadas de metal duro, produção de cloreto de polivinila (PVC) e maturação de frutas.

As características do carboneto de cálcio para produção de acetileno têm sido utilizadas há muitos anos como uma fonte de combustível para iluminação, fornos ou corte e soldagem. Gerado pela conversão em alta temperatura do coque e de misturas de cal, o carboneto de cálcio produz grandes quantidades de gás quando exposto à água.

Antes do desenvolvimento de iluminação elétrica como conhecemos hoje, grandes quantidades desse produto eram utilizadas combinadas com água para produzir o acetileno queimado em lâmpadas de carboneto e fornecer iluminação para operações de mineração subterrânea, automóveis e iluminação de rua. Estas lâmpadas primitivas (mas surpreendentemente eficazes) ainda podem ser encontrados em minas em vários países em desenvolvimento.

Embora outros usos industriais para o carboneto de cálcio tenham surgido ao longo dos anos, a aplicação principal hoje em dia ainda é a geração acetileno.

Esse gás é uma fonte relativamente barata e eficaz de combustível para uma série de processos industriais, especialmente para a armazenagem a granel. Sua facilidade de fabricação, baixo custo e simples conversão fazem dele uma alternativa atraente para integrar fontes fósseis de aquecimento de combustível.



Acetileno é o subproduto do carboneto de cálcio O acetileno é também bastante utilizado em todo o mundo em corte de oxi-acetileno e aplicações de soldagem, além da indústria química para o processamento de diversos compostos, especialmente do PVC bruto.

As indústrias de ferro e aço usam carboneto de cálcio e acetileno em vários processos de produção. Um exemplo é a dessulfuração de ferro-gusa, ferro fundido e aço. Também aparece em diversas aplicações como um desoxidante bastante potente.

Uma das aplicações menos conhecidas do acetileno é encontrado em um setor da indústria um tanto incomum: a fruticultura. Produtores comerciais geralmente colhem seus frutos antes de estarem completamente maduros, porque o produto verde é mais fácil de transportar. Antes da venda, o fruto verde é exposto ao gás, que atua como estimulante para acelerar o processo de amadurecimento. Em vários países asiáticos, a fruta é simplesmente colocada em recipientes com pedaços de carboneto de cálcio, em que a umidade do ar provoca a liberação do gás.

Fonte:Flávia Saad

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Diamante de US$ 1 milhão tem busca sem precedentes, diz mineradora

Pedra preciosa rosa de 1,32 quilate é conhecida como Siren Argyle. Entre compradores interessados, há representantes da Índia e do Japão.

A pedra preciosa, em foto do dia 20 de setembro, em Hong Kong, pode facilmente atingir o valor de US$ 1 milhão
O grupo de mineração Rio Tinto disse nesta segunda-feira (22) que recebeu uma procura sem precedentes em sua venda anual por um diamante rosa de 1,32 quilate conhecido como Siren Argyle. A pedra preciosa, em foto do dia 20 de setembro, em Hong Kong, pode facilmente atingir o valor de US$ 1 milhão.

Entre os interessados na compra da pedra preciosa estão representantes da Índia e Japão.


Fonte: G1
Você sabe para que serve o Tungstênio?


Por Dominic de Souza



O nome pode parecer estranho, mas o tungstênio está mais presente em nossas vidas do que imaginamos e sua valorização no mercado exterior é crescente. Utilizado na indústria eletrônica, petrolífera, da construção, empregado na fabricação de filamentos de lâmpadas, telefone celular, tubo de raios catódicos (presentes em monitores de TV’s e computadores), nas canetas esferográficas, entre outros, o metal, também conhecido como wolfrâmio, é extraído de minérios de alto valor agregado como a wolframita, scheelita e cassiterita.



A principal característica que o faz um elemento peculiar é a capacidade de resistir às temperaturas elevadas, por isso tem um considerável valor industrial e no mercado de importação e exportação. Tanto que, em meados dos anos 20, uma grande companhia tentou patenteá-lo, mas teve o pedido rejeitado pelo governo dos Estados Unidos.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o tungstênio possuiu um papel considerável na diplomacia entre países. Na época, como Portugal era o maior distribuidor do elemento na Europa, sofreu pressão bilateral. Os países Aliados e do Eixo disputavam o material que, por resistir a altas temperaturas e possuir resistência mecânica, era importantíssimo na indústria bélica.

Um exemplo bem comum em nosso dia a dia são as lâmpadas incandescentes – utilizadas nas residências por muitos anos e que está em processo de banimento no mercado brasileiro – possuem fios de tungstênio, responsáveis pelo funcionamento durante um longo período. Entre os tipos mais comuns estão também as lâmpadas automotivas e refletoras, além das especiais, empregadas em projetores audiovisuais, luzes de câmera de vídeo, instrumentos médicos e científicos.

Outro exemplo é a bolinha da caneta esferográfica, que a faz deslizar e dispersar tinta enquanto se escreve, também fabricada com o metal. Além disso, uma curiosidade que vale ser destacada é a aplicação do carbeto de tungstênio em joias, mais precisamente em anéis. O material caiu no gosto de mulheres e de casais, que passaram a adquirir até alianças de compromisso deste metal, por ser hipoalérgico e não perder o brilho como os demais.

Aliança de Tungstênio 

Mercado brasileiro

Em terras brasileiras, as reservas de scheelita, responsáveis por maior parte da produção brasileira do tungstênio, são encontradas no Rio Grande do Norte, nas cidades de Acari, Bodó,Currais Novos, Lajes e Santana do Seridó. Na região, existem aproximadamente 35 mil toneladas do metal, entre minas indicadas e medidas. Somente nos três primeiros meses de 2012, o Estado havia exportado US$ 1,55 milhão, valor três vezes maior quando comparado ao mesmo período em 2011, o que representa 70% das exportações do produto. Já a wolframita é encontrada em Conceição do Araguaia e São Félix do Xingu, no Estado do Pará, e em Nova Trento, Santa Catarina.

No entanto, atualmente, a China lidera este mercado e é responsável por aproximadamente 65% das reservas mundiais e por 85% da produção, seguida de Rússia, Áustria e Portugal.

Dominic de Souza é diretor comercial da Citra do Brasil, empresa nacional com 25 anos de atuação na comercialização de produtos nacionais e importados em segmentos como petróleo, portos, mineração, siderurgia, metalurgia do pó, ferroviário, agricultura e tratamento de superfície.
Fonte: Refrescante

sábado, 20 de outubro de 2012

O que é sílica de quartzo



A sílica de quartzo, também conhecida como sílica cristalina ou dióxido de silicone cristalino, é um mineral que é encontrado na natureza. É um dos mais abundantes minerais na terra, e há centenas de variedades deles, alguns dos quais são pedras preciosas. A estrutura molecular da sílica de quartzo é incomum e permite que pedras compostas do material cresçam em tamanhos grandes ao longo do tempo.

Considerado um dos minerais mais comuns na Terra, o quartzo pode ser encontrado em todos os continentes e em cada tipo de ambiente. O mineral aumenta à medida que as camadas de dióxido de silicone são depositadas sobre um cristal de sementeira ou num pequeno conjunto de moléculas de dióxido de silicone. Estes cristais são encontrados em diversos tipos de rochas, incluindo rocha ígnea, como granito, e rochas sedimentares, como o xisto. O quartzo é extremamente duro, o que significa que, muitas vezes, supera a pedra que foi originalmente encontrada dentro. Essas pedras resistem bem ao longo do tempo, liberando os cristais.

O quartzo tem uma estrutura muito particular, que só é encontrada em outro tipo de mineral na terra. As moléculas de dióxido de silicone são organizadas em grupos de quatro. A estrutura das moléculas no presente mineral faz com que seja relativamente difícil de cortar, embora muitas variedades sejam cuidadosamente trabalhadas nos cortes de gemas comuns. Ao longo do tempo, estes cristais crescem e atingem comprimentos de vários metros, mas estes são mais raros.

Sílica de quartzo na cor branca Há muitas formas diferentes de quartzo encontrados na natureza. Citrino, ametista, quartzo rosa e quartzo fumê são algumas das variedades comuns do mineral. Embora a cor e a aparência de todas estas pedras variem consideravelmente, elas são todas feitas de dióxido de silicone, e são todas as formas cristalinas do presente composto. Outras pedras, como ônix, ágata e outras, são também formas de dióxido de silicone, embora sejam produzidas de quartzo e monganite, que têm diferentes estruturas cristalinas.

Examinar as características das pedras, tais como a cor, clareza, forma e tamanho pode render centenas de diferentes tipos de quartzo, mas não existem duas exatamente iguais. Em laboratórios, as amostras extremamente puras de quartzo são usadas para criar certos componentes elétricos, incluindo dispositivos de medição de tempo. O quartzo é também vulgarmente utilizado em relógios, porque a sua frequência de ressonância se mantém estável durante longos períodos de tempo e sob diferentes condições ambientais.
Fonte: Renata Branco

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Curiosity analisa minerais e encontra objetos brilhantes em solo marciano



O robô Curiosity da Nasa engoliu a primeira colherada de terra marciana para analisar sua composição mineral e encontrou objetos brilhantes que, segundo alguns especialistas, têm origem humana e são peças da própria máquina, informou a agência espacial americana esta quinta-feira.

Em um novo relatório sobre a missão realizada pelo Curiosity no planeta vermelho há dois meses e meio, a Nasa informou que um instrumento que analisa minerais, situado na 'barriga' desta máquina do tamanho de um carro, analisará o solo marciano para ver do que é feito.

"Começamos a ver algumas manchas brilhantes nas zonas escavadas", disse um cientista do projeto Curiosity a jornalistas em Pasadena, Califórnia (oeste). A equipe científica começou a chamá-las de 'schmutz' (sujeira).

Alguns sugeriram que podiam ser objetos criados por seres humanos e que teriam parado ali por causa do próprio robô, mas depois de discussões entre cientistas e engenheiros chegou-se a "um forte consenso" segundo o qual estas manchas brilhantes seriam marcianas.

Esta conclusão se sustentou no fato de que estes objetos aparecem no fundo dos buracos que restam no solo marciano depois que o robô coleta amostras, o que significa que normalmente estão debaixo da superfície, enquanto eventuais objetos humanos estariam em cima.

"Não podemos descartar que sejam feitos por humanos, mas não acreditamos que sejam", disse.

Na semana passada, a Nasa determinou que um objeto brilhante observado no solo perto do robô era um pedaço de plástico que poderia ter caído do próprio dispositivo.

Para os cientistas, ter a oportunidade de começar a usar seu instrumento de Química e Mineralogia (CheMin) para analisar os minerais do planeta vermelho é um importante marco.

"Estamos atravessando um limite importante nesta missão ao usar o CheMin na nossa primeira amostra", disse o cientista do projeto Curiosity, John Grotzinger, do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena.

"Identificar os minerais é importante porque eles registram as condições ambientais sob as quais se formaram", explicou.

O Curiosity, que pesa uma tonelada e tem seis rodas, aterrissou em 6 de agosto em uma região denominada cratera Gale, no equador marciano. Sua missão de US$ 2,5 bilhões é investigar, no período de dois anos, se a vida foi possível no passado do planeta vermelho.
Terras raras estão em quase tudo, muita gente ainda não sabe 




Matéria-prima para indústrias de alta tecnologia, os elementos terras raras têm uma importância que costuma passar despercebida pelo público em geral. Para esclarecer de onde vêm esses benefícios, as geólogas Tássia Arraes e Cristina Ferreira, servidoras da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Setec/MCTI), apresentaram a palestra “Terras raras: o que você não teria se elas não existissem”, nesta quarta (17), na 9º Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, no Distrito Federal.


“A demanda por esse grupo de 17 elementos químicos vem se intensificando devido à diversificação de seu uso”, disse Cristina. “Inúmeros produtos necessários à sociedade não existiriam hoje se não fosse pelas terras raras.” Ela citou a presença de elementos de nomes difíceis, como lantânio, neodímio, disprósio e európio em carros elétricos, turbinas eólicas, painéis solares, filtros ultravioleta, lâmpadas fluorescentes, vibracall de celulares, equipamentos médicos e funcionalidades de telas LCD – como cores e touchscreen.

Apesar do nome, as terras raras podem ser encontradas em grande concentração na superfície do planeta, à frente de ouro e prata, por exemplo. “Esses elementos não são raros por não serem abundantes, mas em função da dificuldade de encontrá-los em alto grau de pureza e de separá-los um do outro, por causa de suas propriedades químicas e físicas”, explicou Tássia.

Retomada das pesquisas

De acordo com ela, a China concentra 35% das reservas e 97% da produção de terras raras no mundo, mas o Brasil tem história no segmento. “O país já dominou a produção e, até meados do século XX, exportava mantas incandescentes para lampiões a gás, que eram fabricadas com base na monazita extraída do litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.”

“Nos anos 1980, a China surgiu como um gigante no comércio de terras raras, tanto pelas reservas como pelo volume de produção de suas jazidas, e baixou o preço do minério exportado, desestimulando assim a extração em outros países”, recordou Tássia.

“A partir de 2010, porém, uma política de cotas chinesa elevou os preços internacionais dos minérios, fazendo com que os demais países com histórico de produção, como EUA, Austrália, Índia e Brasil, estimulassem a retomada de suas pesquisas, então abandonadas.”

Retomada da produção

Segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), o Brasil tem hoje menos de 1% das reservas oficiais de terras raras no mundo. Mas, conforme as geólogas, tem grande potencial para voltar a ser um grande produtor. “A Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) tem um programa que busca definir melhor essas reservas, justamente, para a gente conhecer o que temos no nosso território, com precisão”, revelou Tássia.

“Atento à conjuntura mundial, o MCTI tem priorizado desde 2010 ações de apoio ao desenvolvimento de pesquisa, melhoria de laboratórios e formação de pessoal na área”, disse Cristina. “A partir do momento em que a China baixou os preços, os outros países deixaram de estudar e investir. Ou seja, hoje, no Brasil, quando você procura um pesquisador que tem conhecimento em terras raras, ele está perto de se aposentar, sem falar nos laboratórios sucateados.”

Para as geólogas da Setec, o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem/MCTI) é uma das vias pelas quais o governo federal busca a retomada da produção. “Até 1995, o Cetem esteve à frente dos estudos no País e, ainda hoje, concentra um grupo de pesquisadores que já atuou na área”, disse Tássia.
Fonte: Agência C&T

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Diamantes fornecem informações sobre Terra antiga




Os diamantes podem ajudar os cientistas a desvendar segredos do nosso planeta: nas profundezas da Terra, as pedras preciosas revelam que as placas tectônicas responsáveis pelo movimento dos continentes e pelo nascimento de montanhas provavelmente ficaram ativas cerca de 3 bilhões de anos atrás.

As colisões de crescimento e deslocamento das placas tectônicas mudaram a face do planeta desde o seu nascimento, cerca de 4,5 bilhões de anos atrás. Entretanto, muito permanece desconhecido sobre como as placas eram no início da história da Terra – ou mesmo se elas já existiam ou operavam, devido à escassez de rochas daquela idade.

A maioria das rochas mais antigas da Terra é reciclada por processos de placas tectônicas, que as empurram para dentro do manto derretido do planeta, onde elas derretem e formam novas rochas.

Agora, os cientistas encontraram pistas sobre o aparecimento das placas tectônicas a partir de grãos minerais minúsculos em mais de 4.000 diamantes que se formaram 130 a 180 quilômetros de profundidade na camada do manto da Terra.

Estas gemas, trazidas à superfície por erupções vulcânicas, foram descobertas em cinco continentes pelos pesquisadores, ao longo de mais de 30 anos.

Eles abriram os diamantes e analisaram a composição de minerais em partículas tão pequenas quanto a largura de um cabelo humano. Assim, eles foram capazes de analisar quimicamente os grãos para aprender mais sobre algumas das maiores características que existem na Terra, os continentes.

3 a 3,2 bilhões de anos atrás, esses minerais se assemelhavam a peridotito, uma rocha ígnea comum no manto. Mais tarde, se tornaram mais como o eclogito da crosta oceânica, um sinal de que o material da superfície estava se misturando ao manto, muito provavelmente conforme as placas oceânicas afundavam sobre as continentais.

Isso sugere que as placas tectônicas começaram sua atividade há cerca de 3 a 3,2 bilhões de anos atrás.

Pesquisas futuras devem procurar diamantes ainda mais profundos no interior da Terra, para entender melhor os processos geológicos dentro do manto.

domingo, 23 de setembro de 2012

Japão descobre minérios raros no fundo do mar




A geologia já explorou a maior parte dos minerais disponíveis na superfície terrestre, mas um recente estudo mostra que ainda há uma área com muito potencial a explorar: o fundo dos oceanos. Cientistas japoneses estimam que existam mais de 100 bilhões de toneladas de minérios no fundo do mar, alguns dos quais raros e com aplicações essenciais na tecnologia.

A descoberta aconteceu em mares próximos ao Havaí e à ilha de Taiti, no Oceano Pacífico. Os materiais foram encontrados por geólogos da Universidade de Tóquio, que acharam minérios em 78 lugares diferentes do relevo oceânico. Estes lugares ficam entre 3.500 metros a 6.000 metros abaixo da superfície do mar, em uma profundidade que os oceanógrafos chamam de “zona abissal”. O próximo desafio dos cientistas é verificar se a maioria desse minério disponível seria apta à exploração e ao comércio.

Os números impressionam: segundo os cientistas japoneses, com apenas um quilômetro quadrado de depósitos desses minérios raros vindos do oceano seria possível suprir um quinto de todo o consumo anual. O país que mais produz minerais raros, atualmente, é a China, com incríveis 97% do total mundial.

Enquanto apenas essa área descoberta no fundo do mar tem potencial para possuir de 80 a 100 bilhões de toneladas de minérios raros, todas as reservas terrestres juntas somam apenas 110 bilhões de toneladas. Com as novas fontes marinhas, a expectativa é grande. O principal metal raro que se espera encontrar é o ítrio, que tem uma ampla gama de utilidades. É aplicado desde a fabricação de granadas até filtros de micro-ondas, passando por receptores de televisão e catalisadores de outros elementos químicos.

Nem tudo, no entanto, são rosas. Os ambientalistas alertam para os perigos da exploração excessiva do fundo do mar, que pode agredir o ecossistema se for feita de maneira desmedida. Além disso, a área que os japoneses pretendem explorar está sob disputa territorial com a China. Coincidentemente ou não, os chineses são os maiores produtores de minérios atualmente. Países asiáticos menores, como a Malásia, também vislumbram crescimento a partir desse setor. 
Fonte: BBC

sábado, 22 de setembro de 2012

Brasil pode usar rochagem para reduzir dependência 




A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) pode aprovar, em seu próximo encontro, regras prevendo o registro de rochas moídas para uso como insumo agrícola – processo conhecido como rochagem. O projeto PLS 212/12, apresentado pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), formaliza a produção e o comércio dos chamados remineralizadores, incluindo as rochas moídas no grupo de insumos agrícolas regulamentados pela Lei nº 6.894/12.

 O objetivo é reduzir a dependência brasileira em relação à importação de fertilizantes. Atualmente, para garantir a oferta desses insumos, o Brasil importa 75% de Nitrogênio, 51% de Fósforo e 91% de Potássio. No biênio 2010/11 houve aumento de 32% de NPK, ao mesmo que a produção interna cresceu apenas 4,04% no mesmo período. “As rochas aptas a este fim possuem, em seus constituintes, minerais capazes de alterar os índices de fertilidade dos solos, já que são fontes primárias e naturais dos principais nutrientes”, explica o autor, na justificação da matéria. 

Além dos remineralizadores, o relator, senador Sérgio Souza (PMDB-PR), incluiu substratos para plantas entre as quatro categorias de insumos já tratadas na Lei nº 6.894/2012: fertilizantes, corretivos, inoculantes e estimulantes ou biofertilizantes. Pessoas físicas ou jurídicas que produzam esses insumos serão obrigadas a registrar o produto no Ministério da Agricultura. O relator também modificou o texto original para estabelecer como remineralizadores “materiais de origem mineral que tenham sofrido apenas redução e classificação de tamanho por processos mecânicos e que alterem os índices de fertilidade do solo por meio da adição de macro e micronutrientes para as plantas, bem como promovam a melhoria das propriedades físicas, físico-químicas ou atividade biológica do solo”. Após aprovado pelo CRA, se não for apresentado recurso, o PLS 212/12 segue para análise na Câmara dos Deputados.
Fonte: Brasil Mineral

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Quartzo pode solucionar mistérios sobre deformações continentais




A teoria unificadora das placas tectônicas revolucionou a compreensão de como os continentes se dividiram, se moveram e combinaram. No entanto, alguns enigmas se mantiveram, como de que forma, precisamente, os continentes formam repetidas cadeias de montanhas e zonas de falha nos mesmos locais, mas não em outros.


Agora, cientistas afirmam que o quartzo pode ajudar a resolver o mistério do por que os continentes se deformam várias vezes em algumas áreas.

Áreas carregadas com o mineral (o mais fraco em rochas continentais, e o segundo mais comum) aparentemente constituem “zonas de fraqueza” na crosta da Terra. Tal descoberta pode ainda ajudar os cientistas a entenderem sobre o funcionamento interno de terremotos.

Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores analisaram as propriedades de rochas em todo o oeste dos Estados Unidos com a ajuda de instrumentos de estações sísmicas. Eles estimaram a espessura da crosta continental no oeste americano, e revelaram a rapidez com que as ondas sonoras e as ondas de cisalhamento viajam através da crosta, oferecendo pistas para a sua temperatura e composição.

Os pesquisadores então combinaram essas descobertas com outros conjuntos de dados geofísicos para, pela primeira vez, separar os efeitos distintos que a temperatura, a água e o quartzo tinham na crosta.

As altas temperaturas, a água abundante e o quartzo são fatores cruciais para fazer com que as rochas fluam com mais facilidade. Essa é a primeira vez que cientistas conseguem medir esses fatores e responder a perguntas de longa data.

Eles descobriram que locais ricos em quartzo na crosta inferior encaixavam bem com as zonas de deformação continental recentes, atuando como uma “geléia” em um sanduíche composto de crosta e manto superior.

Os pesquisadores sugerem que, uma vez que o fluxo de rocha se inicia nessas áreas, traz com ele o calor, o que obriga as outras rochas ao redor a liberar água, que na verdade deveria se ligar quimicamente a cristais. Este calor e água adicionais provocam enfraquecimento e deformação da crosta.

Esses novos dados sobre os processos de deformação podem ser fundamentais para a compreensão da evolução dos continentes. Também, se os pesquisadores confirmarem que suas análises de imagens realmente são variações nos níveis de quartzo, o método poderia ajudar a entender a atividade continental de todos os tipos, incluindo as aparentemente “sem explicação”.

Por exemplo, enquanto os cientistas têm uma forte compreensão de como funcionam os terremotos em locais de falha onde as placas tectônicas se encontram e colidem, terremotos no meio dos continentes ainda são obscuros, como os da zona de New Madrid nos EUA (Illinois, Indiana , Missouri, Tennessee, Arkansas, Mississipi e Kentucky).

Se forem observadas anomalias nas composições das rochas abaixo dessa região, isso poderia explicar por que essa área é ativa, mesmo não havendo nenhuma evidência óbvia de falhas.
 Fonte: LiveScience

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Inauguração de nova mina no Rio Grande do Norte

 


No próximo dia 24 de setembro, a Mineradora Nosso Senhor do Bonfim estará inaugurando a Mina Bonfim, localizada no município de Lajes, Rio Grande do Norte, destinada à produção de scheelita. O evento deverá contar com a presença da governadora do estado, Rosalba Ciarlini, e do ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, além de outras autoridades. De acordo com a empresa, “a Mina Bonfim visa contribuir para a retomada da importante produção histórica de scheelita no Rio Grande do Norte, além de produzir outros metais como subprodutos”. Até o início dos anos 80, o estado era um importante produtor do minério de tungstênio, mas depois a produção entrou em decadência, devido a condições de mercado impostas pelos produtores chineses, que são os maiores produtores mundiais, e da falta de apoio governamental para o setor no Brasil.
Fonte:Brasil Mineral

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Como suavizar e moer diamantes




O diamante é o material mais duro do mundo. Mais de 600 anos atrás, os primeiros diamantes foram cortados e a mesma técnica ainda é usada para transformar as pedras preciosas em jóias requintadas, e mais tarde em inigualáveis ferramentas industriais.

Agora, após centenas de anos, os pesquisadores finalmente conseguiram decifrar o mecanismo atômico por trás dos diamantes. O trabalho representa um progresso importante na pesquisa de tribologia de atrito e desgaste. Apesar da grande importância para a indústria, os fundamentos científicos da tribologia são mal compreendidos.

Os artesãos usam rodas de ferro fundidas cravejadas com partículas de diamante fino girando cerca de 30 metros por segundo. A atenção extrema permite que um moedor de diamantes experiente segure o diamante bruto no ângulo certo para alcançar uma superfície lisa e polida.

O fato de que os diamantes reagem direcionalmente é conhecido há muito tempo. O fenômeno físico é chamado anisotropia. Os átomos de carbono na estrutura do diamante formam uma estrutura plana, algumas mais fáceis de polir do que outras, dependendo do ângulo em que o diamante é feito.

Por centenas de anos, pesquisadores procuram uma maneira lógica de explicar esse fenômeno empírico. Da mesma forma, ninguém foi capaz de explicar porque é possível que o material mais duro do mundo seja usinado.

Agora, cientistas respondem a estas duas perguntas com a ajuda de um método de cálculo desenvolvido recentemente. Segundo eles, no momento em que o diamante está no chão, já não é um diamante.

Devido ao atrito de alta velocidade entre o diamante bruto e as partículas de diamante na roda de ferro fundido, uma “fase de carbono vítreo” completamente diferente é criada na superfície da pedra preciosa em um processo mecanoquímico. A velocidade com que esta fase aparece depende da orientação cristalina dos diamantes brutos.

Aqui entra a anisotropia. O novo material na superfície do diamante é “arrancado” de duas maneiras: primeiro, o efeito das partículas de diamante afiadas na roda repetidamente arranha as partículas minúsculas de carbono da superfície do diamante – isto não é possível no estado original do diamante.

O segundo impacto na superfície do cristal, normalmente impenetrável, é devido ao oxigênio (O) no ar. O vínculo das moléculas de O2 com átomos de carbono (C) das longas cadeias instáveis de carbono se formam na superfície da fase vítrea para produzir o gás CO2 na atmosfera, o dióxido de carbono.

Como é possível determinar quando e quais átomos se destacam a partir da superfície cristalina? A mecânica quântica das ligações entre os átomos da superfície na quebra de diamantes brutos tem a resposta. Os pesquisadores analisaram o campo de força entre os átomos em detalhes.

Eles puderam descrever como fazer e quebrar essas ligações, e isso serviu de base para as pesquisas sobre a dinâmica dos átomos na superfície de atrito entre uma partícula de diamante na roda e os diamantes brutos em si.

Os cientistas calcularam os caminhos de cerca de 10 mil átomos de diamante e os acompanharam em um modelo numa tela. Seus cálculos valeram a pena: o modelo é capaz de explicar todos os processos envolvidos no método de moagem do diamante.

O novo modelo não é apenas um marco no campo da pesquisa de diamantes, como prova também que os processos de atrito e desgaste podem ser descritos com precisão em métodos modernos de simulação que vão desde o nível atômico a objetos macroscópicos.

Os pesquisadores consideram este exemplo uma das muitas perguntas sobre o desgaste que a indústria precisa de respostas. Essas questões serão abordadas no futuro. 
Fonte: ScienceDaily

Novo mineral da família da Fluorita é descoberto no Reino Unido 


Um novo mineral foi descoberto em julho na mina de Rogerley, perto da cidade de Weardale, no Reino Unido. Descrito como “lustrosos cristais cúbicos de fluorita” que têm brilho azul sob a luz do dia – e que muda para verde-esmeralda sob luz artificial -, a rocha contendo o mineral foi batizada “Gigante de Weardale” por seus descobridores.

A mina Rogerley tem minérios depositados por atividade hidrotermal no período Permiano, cerca de 260 milhões de anos atrás. A mineração de chumbo foi explorada no projeto entre o século XIX e o início do século XX. Agora, Weardale Giant (que pesa 500 quilos) está sendo exibida em exposições minerais nos EUA, podendo depois ser exibida permanentemente no Museu de História Natural de Londres.
Fonte: O Geólogo

sábado, 15 de setembro de 2012

Esmeralda avaliada em 2 bilhões de reais,   encontrada em Pindobaçu, está no departamento de polícia de Los Angeles


O Fantástico anunciou para o programa de domingo (16), a história de uma esmeralda misteriosa. A pedra que valeria R$2 bilhões, pesa quatrocentos quilos, saiu do interior da Bahia e foi parar nos Estados Unidos.

Nesse meio tempo, a preciosidade quase desapareceu durante o furacão Catrina, e desde dezembro de 2011, está no departamento de polícia de Los Angeles e vem sendo alvo de disputa de cinco pessoas que se dizem donos dela. 

A história toda começou lá em Marota, localidade do município de Pindobaçu, no interior da Bahia. O primeiro dono da esmeralda foi Seu Darci, que trabalha há 50 anos garimpando pedras preciosas. Em entrevista ao iBahia, ele conta que comprou a pedra ainda bruta em 2001, e na época, pagou R$10 mil. “Trabalhei nela, tirei todos os resíduos, e aí descobri o tamanho dela”, relembra Seu Darci. Depois de trabalhar na pedra, que é composta por esmeralda e xisto, um tipo de minério da cor negra, seu Darci a vendeu por R$45 mil para um negociante local. “Depois disso eu não faço ideia do que aconteceu com ela. Soube que foi para São Paulo e de lá venderam para uns americanos”, contou o garimpeiro. 

Mas o mistério da esmeralda vai além. No início do ano, a Polícia Federal procurou seu Darci para que ele assinasse uma declaração afirmando seu local de origem, e mesmo com tanta especulação sobre o que irá acontecer com a gigante, ele não acredita que a terá de volta. “Já vendi e já recebi, não vejo motivo para ela voltar. Ela tem que ficar com quem pagou, mas isso não sou eu quem vai decidir”. Apesar de ser chamada no programa de pedra amaldiçoada, Darci não concorda com a teoria. “Soube que os americanos pagaram por ela, mas não levaram, mas não acredito que ela seja amaldiçoada, só se for quem fez a trapaça”, brincou.

Em breve estaremos postando o vídeo com a reportagem supraescrita realizada pelo Fantástico 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Preço da platina é o maior em cinco meses

 

Os preços da platina continuam sua trajetória de alta no mercado, em meio às notícias sobre conflitos na África do Sul, principal produtor mundial do metal, onde protestos de mineiros terminaram em choques com a polícia em mineradoras como Lonmin e Anglo American. O preço da platina no mercado à vista subiu 2,5% hoje pela manhã, para US$ 1.639,49 a onça; é o maior valor em cinco meses e o maior aumento percentual em quase um mês. Desde que o primeiro conflito na Lonmin terminou com a morte de 44 pessoas e dezenas de feridos, no mês passado, o preço da platina já subiu 20%. 
Fonte: O Geólogo