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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Cupins são usados para encontrar minas de ouro

Em vez de cálculos renais, os cupins têm "cálculos auríferos". 

Cupins mineiros

Minas normalmente são encontradas por geólogos, usando técnicas como geoquímica e geofísica.

Mas agora eles estão recebendo uma mãozinha dos entomologistas, biólogos especializados em insetos.

Entomologistas australianos descobriram que cupins e formigas são excelentes indicadores da existência de minas de ouro e outros minerais.

No primeiro teste da nova técnica, um cupinzeiro com uma concentração anormal de ouro indicou a existência de um grande depósito aurífero até então desconhecido no subsolo do local.

Assinaturas minerais

"Estamos usando insetos para ajudar a encontrar ouro e outros depósitos minerais. Estes recursos estão se tornando cada vez mais difíceis de encontrar porque grande parte da paisagem australiana é coberta por uma camada de material erodido que mascara o que está escondido nas profundezas," disse Aaron Stewart, do centro de pesquisas CSIRO.

Mas nada fica escondido dos cupins e formigas, que escavam profundamente abaixo da camada erodida, alcançando estratos que revelam traços daquilo que está escondido ainda mais abaixo.

E, para sorte dos mineradores, eles trazem essas "assinaturas minerais" para a superfície.

A expectativa dos pesquisadores é que a análise química dos cupinzeiros e formigueiros, e mesmo dos insetos, evite as caras e frequentemente infrutíferas perfurações de sondagem que são feitas em busca dos minerais no subsolo.

Afinal, os insetos já fizeram toda a perfuração e trouxeram os testemunhos de sondagem para a superfície.

Imagens do corpo de um cupim mostrando a concentração de outros cinco metais - cobre (Cu), zinco (Zn), ferro (Fe), cálcio (Ca) e manganês (Mn). 

Cálculos de ouro

O Dr. Stewart demonstrou também que os insetos trazem a assinatura dos metais presentes no solo bem impressa em seus corpos.

"Nós descobrimos que os metais se acumulam no sistema excretor dos cupins," diz ele.

"Ainda que os insetos não concentrem metais em seus corpos, eles se livram ativamente dos metais em excesso. Este processo se revela pela formação de pequenas pedras, muito parecidas com as pedras nos rins das pessoas. Esta descoberta é importante porque essas excreções são uma força atuante na redistribuição dos metais próximo à superfície," explicou Stewart.

E um indicador muito forte de que algo valioso pode estar se escondendo por debaixo dos cupinzeiros.

Os resultados deverão atrair a atenção de cientistas de outras partes do mundo, sobretudo em países ricos em minerais como o Brasil e a África do Sul.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Os que levam o nosso ouro 




No dia 18 de outubro, com o título de A Golden Solution for Europe´s Sovereign-Debt Crisis, o Wall Street Journal voltou a chamar a atenção para uma verdade tão simples quanto milenar: a importância estratégica do ouro para o poder nacional, e como reserva real de valor em épocas de crise. A ideia, agora, segundo o diário econômico norte-americano, seria utilizar as reservas em ouro de alguns dos países europeus mais endividados, como garantia parcial da dívida soberana desses países, para baixar o custo dos juros que são pagos aos investidores.

Essa estratégia faria pouca diferença no caso da França e da Alemanha, que continuam pagando juros baixos, apesar da crise. E de quase nada serviria no caso de países que têm baixas reservas em ouro com relação a suas pesadas dívidas, como a Espanha, com 282 toneladas; e a Grécia, com 112. Mas traria grande alívio para países como a Itália, com 2.450 toneladas — o segundo maior possuidor de ouro da Europa — ou mesmo para Portugal, cujas 382 toneladas representam valor ponderável com relação ao tamanho da sua economia.

No caso da Itália, suas reservas em ouro poderiam garantir 24% de suas necessidades de endividamento para enfrentar a crise nos próximos dois anos. Portugal supriria, com seu ouro, 30% do que necessita, o que o ajudaria a baixar os juros que remuneram seus bônus soberanos a patamares mais próximos das taxas anteriores à crise.

Enquanto os bancos centrais do mundo inteiro promoveram nova corrida ao ouro, desde o início da crise, em 2008 o México, por exemplo, passou de sete toneladas para mais de cem toneladas em poucos meses — esse não foi o caso do Brasil. Do país saiu grande parte do ouro que está nas reservas de Portugal e do que foi parar na Inglaterra, financiando a Revolução Industrial Inglesa e, por meio dela, a indústria norte-americana. Foi o ouro de Minas — conforme a lúcida observação do historiador alemão Sombart — que assegurou o poderio geopolítico anglo-saxão nos séculos 18 e 19 e, em consequência, no século passado.

O Brasil, no entanto, não só não aumentou suas reservas de ouro nos últimos dez anos — que continuam sendo absurdas escassas 33,3 toneladas — como ignora o ouro como fator estratégico nacional. O ouro quintuplicou seu valor nos últimos 15 anos (de U$ 300 para U$ 1.600 a onça-troy). Mesmo com o esgotamento de nossas jazidas históricas de superfície, somos o décimo produtor do planeta — e há reservas, ainda não avaliadas, em veios profundos.

Hoje, o ouro que temos representa, em valor, menos de 5% das nossas reservas internacionais, aplicadas principalmente em títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Mais relevante do que saber se é importante, ou não, aumentá-las comprando ouro, é saber qual é a estratégia — se é que ela existe — do Brasil com relação ao metal que sempre teve e continuará a ter importância maior na economia do mundo.

O ouro é tão importante, do ponto de vista da soberania e do desenvolvimento nacional, que a sua administração não pode ser deixada, como ocorre hoje, apenas ao Banco Central, como condutor da política monetária, ou ao DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral).

Estamos tratando do ouro como se trata do minério de ferro ou da bauxita. Cinco grandes multinacionais controlam 90% da produção industrial de ouro no Brasil. Quatro, por “coincidência” são do Canadá: Kinross, Yamana, Jaguar Mining e Aura Gold, e a quinta é a AngloGold Ashanti, com sede na África do Sul. A maior delas, a Kinross, atua em Paracatu, Minas Gerais. Nesse município mineiro, de onde saiu muito ouro no tempo do Brasil Colônia, a multinacional é dona de 10.942 hectares e fatura aproximadamente um bilhão de dólares por ano.

Mas a corrida em busca do ouro — pelos estrangeiros — está longe de terminar. Como não existe política federal de defesa dessa riqueza, outras empresas estão chegando, de forma nem sempre isenta de problemas. A empresa Belo Sun Mining que, por estranho acaso, também é canadense, e possui 42 processos de licenciamento no DNPM, entre eles 27 em fase de autorização de pesquisa, obteve, em processo acelerado, licenciamento da Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Pará, para implantar enorme complexo de exploração de ouro a apenas 20 quilômetros da barragem principal de Belo Monte, na região de Altamira, na Volta Grande do Rio Xingu.

Trata-se, segundo a empresa, de investimento de um bilhão de dólares, e da maior mina de ouro do país — com previsão de 12 anos de extração de 4.684 quilos por ano até que se esgotem as reservas. Não obstante isso — o que mostra a total falta de planejamento e coordenação na política do ouro no Brasil, o governo federal só tomou conhecimento da dimensão do projeto quando a multinacional organizou audiência pública na cidade de Senador José Porfírio, no Pará, em 13 de setembro deste ano.

Como primeira medida, a Belo Sun fretou todas as embarcações que fazem o percurso desde a cidade de Vitória do Xingu, deixando sem transporte os membros do Ministério Público, obrigados a se deslocar em barco cedido pela Secretaria de Educação da cidade. A participação do defensor público designado pelas comunidades locais para representá-las, Fábio Rangel, foi cerceada pelo representante da multinacional canadense, que também filtrou, pessoalmente, as perguntas que eram encaminhadas pelo público, exclusivamente por escrito, na presença do secretário de Meio Ambiente do Pará, José Alberto da Silva Colares.

Diante da situação, a procuradora do Ministério Público Federal, Thais Santi Cardoso da Silva, tomou a decisão de embargar a reunião, e o procurador do Ministério Público Estadual, Luciano Augusto, exigiu que se marcasse também audiência para a cidade de Altamira, que será afetada pelo empreendimento, no qual se prevê a ocupação de 2.700 pessoas.

Os Estados Unidos possuem, em suas arcas, mais de 8.500 toneladas de ouro. A Alemanha, quase 3.500, a França e a Itália, cerca de 2.500, a China, a Rússia e o Japão, cerca de mil toneladas. E o Brasil, quinto maior país do mundo em extensão territorial, e a sexta maior economia, possui menos de 34 toneladas. Não é por acaso que os países mais importantes do mundo são também os maiores estocadores de ouro, e continuam comprando. Tampouco é por acaso que o ouro rendeu cinco vezes mais que a Bolsa de São Paulo nos últimos dez anos. Ou os que acumulam ouro estão errados, ou somos nós os negligentes.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Buriti dos Montes terá exploração de opala


A Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Tecnológico (Sedet) anuncia para 2013 a exploração de novasminas de opala no Piauí, além da cidade de Pedro II, o município de Buriti dos Montes apresenta potencial para extração do minério.

As pesquisas foram realizadas em parceria com empresa pública Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). “Teremos a entrada de mais uma cidade na exploração da opala, Buriti dos Montes, onde, hoje, acontece apenas na cidade de Pedro II. O que foi feito através da Finep”, explica o secretário Warton Santos

Buriti dos Montes apresenta grande potencial para exploração de opala. A cidade fica localizada a 180 quilômetros de Pedro II, atualmente única cidade no Brasil onde existe exploração da pedra.

Dentre outros projetos da Sedet, para o ano de 2013, está a implantação de secadores solares móveis, a serem utilizados para a secagem das folhas de carnaúba para obtenção de cera. “Com a utilização dos secadores solares poderemos ampliar nossa capacidade de exportação de cera de carnaúba em cerca de 30%”, afirma Warton Santos.

fonte: Portal Piauiense de Notícias

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Ferbasa mantém planos, mesmo com mercado ruim



Apesar do momento ruim por que passa o setor de ferroligas (queda de 7,41% no preço de referência do Ferro Cromo Alto Carbono de julho a setembro de 2012), a Ferbasa, maior produtor do insumo no País e único produtor das Américas, está otimista com relação a 2013.

Foi o que expressou Geraldo Lopes, Diretor-Presidente e de Relações com Investidores da companhia, em reunião com investidores promovida pela Apimec, no dia 3 de dezembro. Ele disse que a empresa manterá os investimentos para instalação de um novo forno (de número 14) em sua fábrica de ferrosilício, o que lhe permitirá elevar a capacidade de produção para 120 mil t/ano a partir do primeiro semestre de 2014.

Também prosseguirão as obras de instalação de dois novos filtros de mangas na fábrica de ferrocromo, necessários para assegurar a sustentabilidade ambiental das instalações, assim como os trabalhos de pesquisa mineral e desenvolvimento da mina subterrânea – incluindo a aquisição de novos equipamentos – onde a companhia possui reservas de cromita hoje suficientes para 100 anos de operação.

Estes projetos fazem parte do montante de R$ 127 milhões em investimentos que a Ferbasa programou para 2012. Para 2013, embora os investimentos ainda não tenham sido aprovados pelo Conselho de Administração, é possível que o montante reservado fique em torno de R$ 120 milhões.

Mesmo com a queda de preços de suas ligas, a Ferbasa conseguiu um aumento de 18,4% em sua receita líquida no último trimestre (em comparação a igual período do ano passado) e de 5,7% nos primeiros nove meses do ano.

Dentre os fatores que contribuíram para isso está o aumento da taxa cambial, que contribuiu para um incremento no preço médio do ferrocromo vendido no mercado interno (referenciado no dólar). Isto permitiu que o lucro líquido nos nove primeiros meses do ano não caísse tanto, ficando apenas 2,7% abaixo daquele verificado em igual período do ano passado (R$ 71 milhões contra US$ 73 milhões).

Fonte: Brasil Mineral

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Polícia Federal apreendeu 200 kg de pedras preciosas na Operação Beryllo


Acusadas de prática de crimes ambientais, usurpação de patrimônio público da União, crimes tributários, contrabando, receptação, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, 19 pessoas foram presas nesta quarta-feira, em Campo Formoso, Senhor do Bonfim e no Rio de Janeiro, pela Polícia Federal. A ação faz parte da Operação Beryllos para reprimir o comércio irregular de pedras preciosas e semipreciosas na Bahia. Foram expedidos 24 mandados de prisão temporária e 32 mandados de busca e apreensão pela 2ª Vara Federal Especializada Criminal de Salvador/BA. No final da tarde, a Polícia Federal divulgou a apreensão de 200 kg de minérios, 10 veículos de luxo, mídias e documentos, que serão analisados e periciados. A quadrilha atuava na extração e exportação das pedras, em especial o citrino, a ametista e a esmeralda, enviados irregularmente para países do continente asiático por meio de empresas exportadoras localizadas no Rio de Janeiro/RJ, que atuavam como intermediárias nas vendas sendo responsáveis pela remessa irregular para o exterior. A negociação era feita diretamente entre comerciantes de Campo Formoso/BA e compradores indianos.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Descoberto petróleo no espaço


A Nebulosa Cabeça de Cavalo está sendo chamada pelos astrônomos de "refinaria cósmica".

Petróleo espacial.

 Para quem acreditava que o pré-sal era a fronteira final do petróleo, os astrônomos têm uma surpresa. Eles descobriram "indicações de vastas reservas de petróleo na Nebulosa Cabeça de Cavalo".

A Nebulosa Cabeça de Cavalo, localizada na Constelação de Órion, fica a 1.300 anos-luz da Terra, o que certamente a torna menos acessível do que os depósitos do pré-sal.

Mas a descoberta pode reavivar o interesse pelas teorias abióticas do petróleo, que afirmam que o valioso óleo pode ser de origem mineral, e não um composto fóssil oriundo da degradação de matéria orgânica.

Petróleo e gás natural podem não ser fósseis

Jérôme Pety e seus colegas descobriram os hidrocarbonetos interestelares - moléculas de C3H+ - usando o radiotelescópio de 30 metros do Instituto de Radioastronomia Milimétrica (IRAM), na Espanha.

Refinaria cósmica

Devido à forma peculiar e facilmente reconhecível que lhe deu o nome, a Nebulosa Cabeça de Cavalo é um dos objetos celestes mais fotografados pelos astrônomos.

Mas é também um fantástico laboratório de química interestelar, onde o gás de alta densidade, aquecido pela luz de uma estrela supermaciça, continuamente interage e desencadeia reações químicas em muitos níveis.

A molécula C3H+ descoberta pelos astrônomos pertence à família dos hidrocarbonetos, sendo parte das fontes de energia mais utilizadas hoje em nosso planeta, o petróleo e o gás natural.
 
A descoberta do "petróleo espacial", segundo os pesquisadores, "confirma que esta região é uma ativa refinaria cósmica".



Os astrônomos descobriram o petróleo espacial usando o radiotelescópio de 30 metros do Instituto de Radioastronomia Milimétrica (IRAM), na Espanha.

Hidrocarbonetos no espaço


A equipe detectou e identificou 30 moléculas na região da Nebulosa Cabeça de Cavalo, incluindo vários pequenos hidrocarbonetos, as moléculas que compõem o petróleo e o gás natural.

O que mais surpreendeu foi a quantidade do "petróleo espacial".

"A Nebulosa contém 200 vezes mais hidrocarbonos do que a quantidade total de água na Terra," disse Viviana Guzman, membro da equipe.

Além dessas moléculas menores, os astrônomos identificaram a presença do íon propinilidina (C3H+), que foi detectado no espaço pela primeira vez.

Origem do petróleo no espaço

M
as como esse "petróleo do espaço" se forma?

Em seu artigo, Pety e seus colegas propõem que os hidrocarbonetos espaciais resultam da fragmentação de moléculas carbonáceas gigantes, chamadas PAHs (hidrocarbonos policíclicos aromáticos, na sigla em inglês). Essas moléculas enormes podem ser intemperizadas pela luz ultravioleta, produzindo a grande população de hidrocarbonetos menores que foram encontrados.

Esse mecanismo pode ser particularmente eficiente em regiões como a Nebulosa Cabeça de Cavalo, onde o gás interestelar está diretamente exposto à luz de uma estrela gigante situada nas proximidades.

"Nós observamos o funcionamento de uma refinaria de petróleo natural de dimensões gigantescas," disse Pety.

Pety é responsável pelo projeto Whisper, que foi criado justamente para estudar essa "refinaria cósmica", sob coordenação do Instituto Max Planck de Radioastronomia, na Alemanha.


Simulação reforça teoria abiogênica do petróle

Fonte: Inovação tecnologica

terça-feira, 27 de novembro de 2012


Fundo do mar é a nova fronteira da mineração brasileira 





A nova fronteira da mineração é o oceano e a corrida já começou. Atualmente, existem duas operações de mineração no mar, com concessão de lavra expedida pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Mas são 595 requisições de pesquisa e de lavra depositadas junto ao órgão.

A largada foi dada a partir da comprovação do potencial dos gigantescos depósitos de algas marinhas calcificadas existentes no litoral brasileiro, numa faixa que vai do Espírito Santo ao Pará. Explorados há anos de maneira irregular, esses depósitos entraram na mira das gigantes do setor mineral.

Requisições

Das requisições de pesquisa e lavra no mar, quase metade são para exploração desses depósitos. As demais vão de areia e sal gema até diamante, carvão e ferro.

Mas são os depósitos calcários que chamam a atenção e atiçam a cobiça. O motivo, além dos volumes existentes na costa brasileira, é a facilidade da operação de lavra e a perspectiva da explosão do consumo dos fertilizantes produzidos a partir da matéria-prima.

O responsável pela corrida é Paulo César de Melo, agrônomo e professor da Universidade Federal de Lavras, que descobriu que os fertilizantes produzidos a partir do chamado calcário bioclástico podem aumentar violentamente a produtividade das grandes culturas, em especial a da cana.

As pesquisas, financiadas pela TWB Mineração, ainda estão em andamento, mas os resultados iniciais, divulgados ao longo dos últimos 12 meses em publicações científicas, prometem uma revolução. Nos testes iniciais realizados em fazendas da Cooperativa Agropecuária de Rolândia, no Paraná, o aumento na produtividade de açúcar e álcool por hectare plantado foi de 52%. Agora, o fertilizante vem sendo aplicado em fazendas de cana de Alagoas e de São Paulo.

“São Paulo planta seis milhões de hectares de cana. Se todos passassem a utilizar o fertilizante, a uma proporção de 500 quilos por hectare, teríamos uma demanda de três milhões de toneladas por ano, somente em São Paulo e apenas para a cultura da cana”, diz Melo.

fonte:Hoje em Dia

sábado, 24 de novembro de 2012

Mineradoras indianas chegam à Bahia interessadas em ferro e manganês


Quinto produtor brasileiro de bens minerais, a Bahia vem atraindo o interesse de grandes grupos do setor de mineração. Depois de empresas do porte da Bamin (Cazaquistão), Yamana Gold (Canadá) e Mirabela (Austrália) se instalarem no estado, agora é a vez da NMDC e da Moil (ambas da Índia) iniciarem estudos para a exploração de minério no estado. A NMDC tem um projeto para a exploração e pelotização de minério de ferro e produção de aço, enquanto a Moil se interessa pelo manganês. O primeiro passo foi dado pela NMDC, com a assinatura do termo de cooperação com a Zamim para o início dos estudos que levarão a instalação de uma fábrica na Bahia. Também indiana, a Zamim foi a responsável pelo projeto de instalação da Bamim no município de Caetité, sudoeste do estado. A assinatura do termo, nesta semana, foi na sede da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (SICM) e contou com a presença de representantes do Ministério do Aço da Índia. “A Bahia foi escolhida pelos indianos para iniciarem seus investimentos no Brasil devido ao enorme potencial mineral do estado”, disse o secretário estadual da Indústria, Comércio e Mineração James Correia.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Vale obtém licença de operação para Salobo


A Vale informa que recebeu a licença de operação (LO), emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), para o projeto de cobre Salobo no estado do Pará. Salobo é o segundo projeto greenfield* desenvolvido pela Vale no Brasil e tem capacidade nominal estimada de 100 mil toneladas anuais de cobre em concentrado.

Salobo iniciou o ramp-up com suas duas linhas de produção operando desde junho, e envolve a operação integrada de lavra a céu aberto, beneficiamento, transporte e embarque. O escoamento da produção é feito por rodovia, da mina até terminal ferroviário existente da Vale em Parauapebas (PA), de onde é transportada pela Estrada de Ferro Carajás até o terminal marítimo de Ponta da Madeira (MA).

Os investimentos totalizarão US$ 2,507 bilhões em Salobo. Simultaneamente, a Vale já investe em sua expansão – Salobo II – que entrará em operação no primeiro semestre de 2014 com capex esperado de US$ 1,707 bilhões, aumentando a capacidade de produção para 200 mil toneladas anuais de cobre em concentrado. As reservas de Salobo englobam 1,112 bilhões de toneladas provadas e prováveis, com teor médio de 0,69% de cobre e 0,43 gramas de ouro por tonelada.

O Salobo contribui diretamente para o desenvolvimento socioeconômico de Marabá (PA) e Parauapebas (PA), municípios que estão na área de influência do empreendimento, ao promover a instalação de empresas prestadoras de serviços nessas cidades, ampliando a oferta de trabalho e renda na região.

Cadeia produtiva

A mina do Salobo é a céu aberto. Depois de lavrado, o minério é transportado por caminhões fora-de-estrada até a britagem, onde tem o seu tamanho reduzido. Na etapa seguinte, esse minério chega ao roller press, um equipamento formado por dois rolos, que giram em sentidos opostos, fragmentando o produto, graças à ação de rotação e pressão do equipamento. Logo após, o minério passa por moinhos e uma bateria de ciclones até chegar às áreas de flotação e filtragem, etapa final do processo, que resulta em um concentrado, variando de 36% a 40% de cobre.

Tecnologia

O diferencial tecnológico está presente na usina do Salobo, agregando mais eficiência à operação e um menor consumo de energia e de água, em função do roller press, capaz de resistir ao grande esforço no beneficiamento de um minério tão resistente como o cobre. A planta do Salobo permitirá ainda o reaproveitamento de aproximadamente 98% de toda a água utilizada no processo de beneficiamento do minério.

Desenvolvimento socioeconômico

Durante a fase de implantação do Salobo, iniciada em 2007, a Vale investiu R$ 14,8 milhões em educação, saúde e infraestrutura em Marabá e Parauapebas. Na área de saúde foram realizadas reformas de postos de saúde, compra de equipamentos hospitalares, entre outros. Na área de educação, os municípios foram contemplados com reforma, construção e ampliação de escolas, ginásios esportivos e quadras poliesportivas. Em Marabá, foi desenvolvido também um programa de cooperação técnico-educacional com o antigo Centro Federal de Educação Tecnológica do Pará (Cefet), atual Instituto Federal do Pará (IFPA), que resultou na implantação de cursos técnicos profissionalizantes de nível médio em mecânica, eletrotécnica e química.

A pavimentação de estradas marcou os investimentos em infraestrutura. Em Marabá, a Vale viabilizou a construção da Estrada das Mangueiras, ligação viária entre núcleos urbanos do município. Em Parauapebas, foi construída a estrada que liga o empreendimento à sede municipal, assim como as vias rurais que dão acesso às vilas Sansão e Paulo Fonteles, que estão sendo pavimentadas.

Ainda na fase de construção do projeto, Vale também celebrou convênios com o Sistema Nacional de Empregos (Sine), com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e com a entidade filantrópica Obra Kolping do Brasil. Estas iniciativas permitiram o acesso gratuito da comunidade a cursos que fizeram parte do Programa de Preparação para o Mercado de Trabalho.

* – Jargão de mercado para projetos incipientes, ainda em fase inicial. Nesta situação, um investidor investe recursos na construção de uma estrutura necessária para a operação.

domingo, 18 de novembro de 2012

Usos industriais do carboneto de cálcio



O carboneto de cálcio é um composto produzido a partir de uma combinação termicamente convertida de coque e cal. Tem várias aplicações industriais, sendo a mais comum a produção de gás acetileno.

O acetileno é amplamente utilizado como uma alternativa menos dispendiosa para os tradicionais combustíveis à base de petróleo para aquecimento numa série de processos industriais.

Carboneto de cálcio em estado bruto vem encontrando diversos novos usos na indústria de produção de aço como um agente de dessulfuração e desoxidante. Aplicações industriais menos comuns desse composto incluem combustível para lâmpadas de metal duro, produção de cloreto de polivinila (PVC) e maturação de frutas.

As características do carboneto de cálcio para produção de acetileno têm sido utilizadas há muitos anos como uma fonte de combustível para iluminação, fornos ou corte e soldagem. Gerado pela conversão em alta temperatura do coque e de misturas de cal, o carboneto de cálcio produz grandes quantidades de gás quando exposto à água.

Antes do desenvolvimento de iluminação elétrica como conhecemos hoje, grandes quantidades desse produto eram utilizadas combinadas com água para produzir o acetileno queimado em lâmpadas de carboneto e fornecer iluminação para operações de mineração subterrânea, automóveis e iluminação de rua. Estas lâmpadas primitivas (mas surpreendentemente eficazes) ainda podem ser encontrados em minas em vários países em desenvolvimento.

Embora outros usos industriais para o carboneto de cálcio tenham surgido ao longo dos anos, a aplicação principal hoje em dia ainda é a geração acetileno.

Esse gás é uma fonte relativamente barata e eficaz de combustível para uma série de processos industriais, especialmente para a armazenagem a granel. Sua facilidade de fabricação, baixo custo e simples conversão fazem dele uma alternativa atraente para integrar fontes fósseis de aquecimento de combustível.



Acetileno é o subproduto do carboneto de cálcio O acetileno é também bastante utilizado em todo o mundo em corte de oxi-acetileno e aplicações de soldagem, além da indústria química para o processamento de diversos compostos, especialmente do PVC bruto.

As indústrias de ferro e aço usam carboneto de cálcio e acetileno em vários processos de produção. Um exemplo é a dessulfuração de ferro-gusa, ferro fundido e aço. Também aparece em diversas aplicações como um desoxidante bastante potente.

Uma das aplicações menos conhecidas do acetileno é encontrado em um setor da indústria um tanto incomum: a fruticultura. Produtores comerciais geralmente colhem seus frutos antes de estarem completamente maduros, porque o produto verde é mais fácil de transportar. Antes da venda, o fruto verde é exposto ao gás, que atua como estimulante para acelerar o processo de amadurecimento. Em vários países asiáticos, a fruta é simplesmente colocada em recipientes com pedaços de carboneto de cálcio, em que a umidade do ar provoca a liberação do gás.

Fonte:Flávia Saad

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Pó de minério da Vale invade Antônio Pereira e gera questionamentos



O “pó de minério” vem causando questionamentos entre os moradores do distrito de Antônio Pereira. Segundo relatos dos próprios moradores, no final de outubro, antes das chuvas, a Vale não providenciou os caminhões pipas para que acabassem com a poeira que alcança o distrito, chegando a invadir casas.

“Deixar crianças e idosos doentes pelo pó de minério que a Vale não toma conta mais? Só neste ano de 2012 já é a 4ª vez que esse pó de minério ataca, não só os moradores locais, mas também a Comunidade de Bento Rodrigues”, enfatizam em carta destacando que a comunidade solicita atenção e um posicionamento da mineradora em questão. “É inacreditável que em pleno ano das tecnologias uma empresa deste porte possa causar estragos sem ser punida.”

Em nota a Vale informou que mantém Estações de Monitoramento da Qualidade do Ar nos distritos de Bento Rodrigues e Antônio Pereira “e todos os resultados apurados estão dentro dos parâmetros legais. Os indicadores são acompanhados 24 horas por dia e as informações são encaminhadas diretamente para a Superintendência Regional de Regularização Ambiental (Supram), onde podem ser consultados por qualquer interessado”, e que, além disso, “a empresa desenvolve e implanta sistematicamente medidas adicionais para mitigar os impactos de suas operações. Eventos da natureza, como os ventos registrados em dois dias das últimas semanas, geram impactos que têm origem em diversas fontes emissoras.”

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Técnica gera mapas geológicos mais precisos 



O geólogo Cleyton de Carvalho Carneiro, pesquisador colaborador do Departamento de Geologia e Recursos Naturais (DGRN) do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, aplicou pela primeira vez no Brasil a técnica denominada Self-Organizing Maps (SOM) para gerar mapas geológicos mais detalhados e precisos do que os elaborados por métodos convencionais. Carneiro validou a ferramenta em estudo desenvolvido na Província Aurífera do Tapajós, localizada nos estados do Pará e Amazonas. “Os resultados do trabalho reforçam o entendimento de que a técnica SOM é um recurso acessível e adequado para aperfeiçoar a rotina de elaboração de mapas geológicos”, afirma o autor da pesquisa.

Desenvolvida originalmente pelo engenheiro finlandês Teuvo Kohonen, em 1982, a técnica SOM levou alguns anos até ser difundida em termos de aplicações. Há algum tempo a técnica tem despertado o interesse de cientistas, nos diversos campos das engenharias, das geociências ou até mesmo na medicina. As amplas aplicações possibilitam, por exemplo, desde o refinamento de buscas em sites na internet, até complexas análises de neuroimagens. Por meio da ferramenta é possível, por exemplo, promover a diferenciação de tecidos em função de suas constituições, o que auxilia os médicos a identificarem eventuais tumores. A partir das possibilidades proporcionadas pela técnica, Carneiro decidiu utilizá-la para gerar mapas geológicos, tendo por base dados aerogeofísicos.

O pesquisador do IG começou a tomar contato com o tema por ocasião do seu doutorado, sob a orientação do professor Alvaro Penteado Crósta. Parte dos estudos foi realizada no Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), na Austrália, sob a supervisão do pesquisador Stephen Fraser, que desenvolveu, a partir dos conceitos propostos por Kohonen, um software para ser aplicado na área da geologia. Também atuaram como co-orientadores de Carneiro no doutorado os professores Adalene Silva (UnB) e Eduardo Barros (UFPR). Na ocasião, a equipe escolheu uma área próxima ao município de Anapu (PA) para promover as análises por imagens e a coleta de informações de campo.

O trabalho deu origem a um artigo científico publicado na revista Geophysics, uma das mais respeitadas do segmento, que comprovou que a técnica SOM poderia aperfeiçoar a elaboração de mapas geológicos. “A escolha das variáveis, bem como o estudo estatístico dos resultados produzidos, permitiu classificar as rochas conforme suas características composicionais”, explica Carneiro. As pesquisas estão tendo prosseguimento no pós-doutorado do geólogo, desenvolvido no Instituto de Geociências (IG) da USP, sob supervisão do professor Caetano Juliani, em parceria com o IG-Unicamp.

Desta feita, a área escolhida para validar a ferramenta computacional foi a Província Aurífera do Tapajós, que detém uma das maiores reservas de ouro do Brasil. “O nosso objetivo, além de gerar novos conhecimentos nessa região, é prover dados que possam identificar áreas que possuam reservas minerais de interesse comercial”, diz o professor Alvaro Crósta. Ele assinala que o Brasil ainda conhece pouco sobre a geologia da Amazônia, por causa principalmente das características da região. O docente lembra que, no mapeamento geológico convencional, o geólogo vai ao campo, coleta as amostras de rochas e as leva para o laboratório para análise. “Na Amazônia, esse trabalho é difícil de ser realizado. Primeiro, porque há uma extensa cobertura vegetal. Além disso, não há afloramentos em todos os locais, o que significa que muitas vezes as rochas ficam escondidas sob o solo”.

Essas peculiaridades, continua o docente do IG, interferem também no sensoriamento remoto. “Quando se passa com o sensor convencional sobre a Amazônia, a bordo de um avião ou satélite, o que se vê são as árvores”, esclarece. Por isso, Alvaro Crósta considera que a técnica SOM, aplicada a dados geofísicos tomados por avião, é especialmente indicada para o mapeamento de áreas com essas características, por apresentar uma série de vantagens sobre os métodos usuais. “E se funciona bem na Amazônia, funcionará ainda melhor em outras regiões”, destaca. Mas, afinal, que atributos diferenciam a técnica SOM do mapeamento geológico convencional?

Análise visual

Quem responde é Carneiro. De acordo com ele, a maior parte dos mapas geológicos usuais é produzida a partir da análise visual de uma imagem colorida, na qual são utilizadas somente três variáveis, como potássio, urânio e tório, elementos detectados pelos aerolevantamentos geofísicos, que configuram, por assim dizer, a assinatura de determinadas rochas. Estas, por sua vez, podem estar relacionadas à presença em determinado local de minerais de grande valor comercial, como o ouro. Assim, com base nessa composição ternária, os geólogos desenham o contorno das unidades de rochas, baseados na interpretação visual das diferentes tonalidades de cores observadas. Ou seja, além de demandar maior tempo e ser menos precisa, esse tipo de técnica está sujeita a avaliações permeadas pela subjetividade. “Quando dois geólogos produzem mapas a partir desses dados de maneira independente, muito provavelmente cada um fará uma interpretação diferente dele”, assinala Carneiro.

Entretanto, quando a classificação deixa o domínio do espaço geográfico e passa para o das variáveis, tudo muda de figura, sem trocadilhos. “O espaço das variáveis é o que classificamos como n-dimensional. Ou seja, em termos matemáticos, nós podemos trabalhar com um número infinito de parâmetros, o que refina o mapeamento e faz com que cheguemos mais próximo da realidade”, pontua Alvaro Crósta. Para esclarecer como se dá esse refinamento, Carneiro usa como analogia uma fotografia, composta por pixels. “A aerogeofísica funciona como uma fotografia na qual se pode enxergar a abundância de um determinado elemento constituinte das rochas. Dessa maneira, se tomarmos uma mesma área geográfica como referência, cada fotografia de um dado elemento consistiria em uma variável”, afirma Carneiro. Conforme o geólogo, na técnica SOM cada pixel da imagem é plotado em função do valor correspondente à concentração dos elementos que constituem as rochas.

Desse modo, em vez de relacionar os pixels ao espaço geográfico, a ferramenta os associa ao domínio das variáveis. “Tomemos como exemplos o granito e o granodiorito, que são rochas muito próximas. No modelo convencional, eu poderia ter dificuldade de diferenciá-las a partir da análise visual, feita no domínio do espaço geográfico. No entanto, quando consigo relacionar os parâmetros de constituição dessas rochas ao domínio exclusivo das variáveis, eu obtenho uma classificação muito mais detalhada e precisa do que no domínio do espaço. Ou seja, eu abandono a generalização e passo a ser muito mais específico”.

O professor Alvaro Crósta observa que essa classificação é denominada de “não-supervisionada”, pois sofre interferência mínima do usuário. “A única ingerência, nesse caso, está relacionada à escolha das variáveis a serem consideradas para alimentar o programa. Entretanto, o usuário não tem como conferir pesos diferentes a elas. Com isso, temos um grau de subjetividade muito menor envolvido nessa tarefa”, reforça Carneiro. Os dois cientistas assinalam que, depois de feita a classificação, é possível voltar ao domínio geográfico para aplicar os resultados, o que permite enfim gerar o mapa geológico. “Vale lembrar que esse tipo de técnica não elimina o trabalho de campo feito pelo geólogo. Ele ainda precisa continuar indo a campo para coletar amostras para análises, que serão confrontadas com as informações cartográficas. Mas, o trabalho de mapeamento poderá ser feito de maneira muito mais eficiente e em prazo consideravelmente menor”, diz o autor do trabalho de pós-doutorado.

Ao promover a comparação dos mapas geológicos gerados pelo método usual e pela técnica SOM é possível identificar facilmente o nível de detalhamento proporcionado pelo segundo. Nele, os grupamentos que representam os diferentes tipos de rocha surgem de maneira pormenorizada. Os limites entre as unidades de rochas são identificados com maior precisão. Carneiro comenta, porém, que a ferramenta validada por ele tem limitações. Segundo o pesquisador do IG, às vezes uma unidade classificada tem a mesma constituição geofísica de outra dentro do mapa, mas isso não significa que ambas pertençam à mesma formação rochosa. “Com frequência, as rochas podem ter uma composição mineralógica similar, mas apresentarem idades diferentes. Uma pode ter, por hipótese, alguns milhões de anos a mais do que a outra. A identificação da idade e de outros parâmetros só pode ser feita a partir do trabalho do geólogo, que precisa ir a campo”, reafirma.

Segundo o professor Alvaro Crósta, a ferramenta computacional já está disponível para ser utilizada na elaboração de mapas geológicos mais precisos. A licença do programa SiroSOM, utilizado nas análises, pertence à instituição australiana CSIRO. O próximo passo do trabalho cooperativo entre a Unicamp e a USP é testar a técnica SOM em mapas do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). “Nossa intenção é estabelecer uma rotina que proporcione a geração de mapas geológicos que sirvam de modelo inclusive para outros países. Atualmente, não tenho conhecimento de outro país que utilize a técnica SOM para essa finalidade”, conclui Carneiro, que conta com bolsa de estudos concedida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Fonte: Unicamp
Lucro da Vale é de R$ 3,3 bilhões no 3º trimestre


A Vale obteve lucro líquido de R$ 3,3 bilhões no terceiro trimestre, menor resultado desde o primeiro trimestre de 2010. A receita operacional somou R$ 22,2 bilhões, 7% abaixo dos R$ 23,9 bilhões no 2º trimestre de 2012. O Ebit alcançou R$ 5,4 bilhões, 30,5% inferior ao trimestre anterior. 

Excluindo os efeitos não recorrentes relacionados à provisão dos royalties de mineração (CFEM), o Ebit alcançou R$ 6,5 bilhões. O Ebitda foi de R$ 7,6 bilhões, 24,9% a menos que o 2º trimestre. Excluindo o efeito de itens não recorrentes, a geração de caixa somou R$ 8,7 bilhões entre julho e setembro. Nos últimos 12 meses, terminados em 30 de setembro de 2012, o Ebitda foi de R$ 41,7 bilhões, excluindo itens não recorrentes. 

No 3º trimestre, os investimentos da Vale (sem contar aquisições) somaram US$ 4,3 bilhões, enquanto que nos nove primeiros meses este montante alcançou US$ 12,3 bilhões, 8,4% acima dos US$ 11,3 bilhões referentes ao mesmo período de 2011. A quantia representa 57% dos US$ 21,4 bilhões programados para o ano. A remuneração aos acionistas alcançou US$ 3 bilhões, equivalente a R$ 1,1865 por ação ordinária ou preferencial, a ser paga a partir de 31 de outubro de 2012, totalizando US$ 6 bilhões em 2012, equivalente a R$ 2,2617 por ação ordinária ou preferencial. A queda no preço do minério de ferro é a principal razão para o resultado abaixo do esperado pela mineradora. A produção da Vale atingiu 83,926 milhões t de minério de ferro. No 3º trimestre, a Vale reconheceu perda provável de R$ 1,1 bilhão com os royalties da mineração.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Exposição e Congresso difundem setor mineral no Pará 
Dois eventos ocorrem de 5 a 8 novembro no Hangar, em Belém.Mais de 2 mil foram empregos gerados na área de mineração, diz Dieese



No período de 5 a 8 de novembro, em Belém, será realizada mais uma edição da Exposibram Amazônia 2012. O evento, promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), reúne a Exposição Internacional de Mineração e o III Congresso de Mineração da Amazônia. Cerca de 100 empresas devem participar, com estandes montados no Hangar, Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Mais de 15 mil visitantes são aguardados.


Os dois eventos se destacam como os maiores da região Norte no setor mineral. A expectativa é que a sociedade passe a compreender melhor uma das principais atividades econômicas da região, responsável pela maior geração de empregos nos últimos sete meses no Pará. De acordo com informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), foram mais de 2 mil empregos gerados nesta área.

Durante o 3º Congresso de Mineração da Amazônia, as maiores autoridades em mineração do Brasil irão debater os principais desafios e tendências do setor. Estudantes, pesquisadores e profissionais ligados à indústria mineral poderão conhecer mais sobre temas como mineração em terras indígenas, fortalecimento da licença social para operação de projetos minerais e a evolução da gestão de sustentabilidade na mineração.

Segundo o diretor do Instituto Brasileiro de Mineração, Marcelo Tunes, a escolha do Pará para realizar o III congresso de mineração foi estratégico, pois se trata de um local que vem tendo grande visibilidade no setor de mineração, por ser o 2º maior produtor de matéria no Brasil.
A feira começa na tarde desta segunda-feira (5), às 18h30. Nos demais dias, a programação é de 16h as 22h. O espaço é aberto ao público a partir de 16 anos. Algumas das 100 empresas que participarão da feira vão receber currículos tanto para estágio quanto para emprego. Uma oportunidade para pessoas interessadas a entrar no mercado de trabalho no setor da mineração.

Oportunidade

Instalada em Barcarena, no nordeste do Pará, a fábrica da Alubar será expandida em 2013, o que demanda a contratação de novos profissionais, principalmente, para as áreas de produção. Para acelerar esse processo, a empresa estará com um espaço para receber currículos na Exposibram Amazônia.

A coordenadora de gestão de pessoas da Alubar, Ana Carolina Santos, fala quais áreas oferecem oportunidades. “Teremos a necessidade de contratar profissionais das áreas de engenharia, mecânica, elétrica, administrativa e técnicos em metalurgia e eletromecânica”, explica.

Profissionais com nível técnico e/ou graduação poderão visitar o espaço na exposição e deixar seus currículos com os colaboradores da área de recursos humanos que estarão disponíveis para tirar dúvidas dos visitantes sobre a área de atuação da empresa e benefícios de trabalhar no Grupo.

fonte: G1/Globo.com
Yamana Gold realiza leilão de máquinas pesadas e equipamentos 



Hoje. 06 de novembro a YamanaGold, mineradora de ouro com sede corporativa em Toronto, Canadá e escritório operacional em São Paulo, Brasil que tem significativa produção nas Américas, com operações e projetos em desenvolvimento na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México irá leiloar algumas Máquinas Pesadas, Equipamentos em virtude de um programa de renovação do seu parque de máquinas.

Ao total são 17 lotes localizados na cidade de Alto Horizonte/GO tendo como destaque Escavadeira Liebherr 964B ano 2007; Peneira Vibratória Metso LH12 “X24DD ano 2006; Motoniveladora CAT 140H-03 ano 2005; Trator de Esteira CAT D6R ano 2005; além de um Caminhão Fora de Estrada Scania P420 ano 2007/2008.

O encerramento acontecerá no próximo dia 06 de novembro a partir das 11hs. A utilização da internet no processo proporciona que interessados possam participar de imediato, oferecendo os lances através do site da Superbid (www.superbid.net)

Como Participar

As fotos e descrições completas dos ativos estão disponíveis no site www.superbid.net Para ofertar lances, é necessário se cadastrar e solicitar habilitação – todo o processo pode ser online. Quem quiser ir ao pregão presencial, deverá se dirigir na data e hora do encerramento à Al. Lorena, 800 – São Paulo/SP. Os interessados em visitar os ativos antes do leilão devem entrar em contato com a Central de Atendimento da Superbid, através do Telefone: (11) 2163-7800 ou via e-mail: cac@superbid.net

Sobre a Superbid 

A Superbid é especializada na gestão da venda de ativos através de leilão eletrônico e presencial simultâneo. Os serviços oferecidos pela Superbid vão desde a avaliação dos bens, identificação do mercado comprador, gestão da venda e a liquidação financeira. É a empresa líder em seu segmento, com escritórios no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Estados Unidos. Possui entre seus clientes algumas das maiores empresas nacionais e multinacionais como Vale, Grupo Votorantim, Walmart, Klabin, Volkswagen, Rhodia, Embraer, Braskem, Louis Dreyfus, White Martins, Schincariol e Duratex entre outras. 

fonte: Superbid
Há sustentabilidade na mineração na Amazônia?


51 pessoas em condições análogas a escravidão foram libertas em carvoarias no sudeste do Pará. O caso ocorreu no dia 10 de novembro de 2008. As carvoarias integram a cadeia produtiva de ferro gusa na região de Carajás. O fato banalizado e às vezes omitido pela maioria da imprensa ocorreu no mesmo dia da abertura do congresso de mineração organizado pelas grandes empresas do setor, no confortável Hangar Centro de Convenções, em Belém.

Crianças de 15 anos e mulheres constavam no rol das pessoas flagradas pelo Ministério do Trabalho. A escravidão é um dos indicadores negativos que integram a cadeia produtiva da mineração na Amazônia. Tem-se ainda o desmatamento e a tensão sobre os territórios das populações locais e a prostituição infantil, entre outros fatores. Para não falar da Lei Kandir, uma criação dos tucanos que sangra os cofres públicos com isenção de impostos da exportação de produtos primários e semielaborados, e ainda a não cobrança do fornecimento de água e o subsídio em energia para as empresas.

Naquele momento da abertura do evento do patronato em 2008, a cadeia de gusa passava por uma crise. Em Açailândia, oeste do Maranhão, que abriga uma parcela do polo de gusa da região, operários recebiam férias coletivas. O motivo foi a crise econômica nos EUA, principal mercado consumidor da gusa produzida em Carajás, que consumia na época cerca de 60% da produção.

Nova crise no setor – A partir do dia 5 de novembro, as grandes corporações celebram o 3º Congresso de Mineração da Amazônia, sob o guarda-chuva da sustentabilidade. Assim como naquele momento, a cadeia de gusa experimenta outra crise. A Cosipar, empresa que opera na parte paraense do polo, no município de Marabá, sudeste do estado, encontra-se com as operações suspensas. A guseira não tem honrado compromissos com os fornecedores. Conforme os jornais e blogs de Marabá, somente para os fornecedores de carvão a empresa deve R$ 5 milhões.

Ainda no Pará, na mesma região, a empresa Onça Puma, que integra o portfolio da Vale passa por uma crise desde acidentes nos fornos da mineradora, que explora níquel no município de Ourilândia do Norte.

Um forno danificou em maio e o outro em junho. A recuperação de cada um dura pelo menos um ano a custo elevado. Pelo menos mil e quinhentos funcionários trabalhavam no local. Não se sabe se a Vale irá repassar o projeto para outra empresa. A Comissão Pastoral da Terra (CPT) denunciou passivos sociais e ambientais do projeto.

A siderúrgica Fergumar, implantada em Açailândia acaba de ser multada em R$ 489 mil por adquirir carvão vegetal sem licença. A multa foi aplicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA).

Crianças em risco – No dia 13 de abril deste ano a Assembleia Legislativa abrigou uma audiência para debater a situação de vulnerabilidade de crianças e adolescentes na Ferrovia de Carajás, que escoa o minério de melhor qualidade do mundo da Serra de Carajás, no sudeste do Pará até o porto do Itaqui, na capital do Maranhão, São Luís. Em 2011 a empresa explorou 322. 632 toneladas de minério.

A ação pública contra a companhia é da responsabilidade da 1ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de São Luís. O assunto é tema de um processo administrativo (PA 116/2005 – 1ª PIJ) em tramitação na promotoria, cujo titular é o promotor de Justiça Márcio Thadeu Silva Marques.

O assunto não é novo e não se constitui como problema isolado relacionado à infância e à adolescência no empreendimento da mineradora. É comum nas estações em que os trens de passageiros param encontrar crianças comercializando água, comida, frutas e outros produtos para os passageiros da classe econômica. A cada encontro a Vale não tem assinado o termo de reponsabilidade.

Vale – pior empresa social e ambiental do mundo – Por essas e outras a Vale foi laureada no início ano com o prêmio de pior empresa social e ambientalmente do mundo. A Public Eye People´s” é uma premiação realizada pelo Greenpeace da Suíça e pela ONG Declaração de Berna.

A Vale concorreu com as empresas Barclays, Freeport, Samsung, Syngenta e Tepco. Nos últimos dias da votação, a Vale e a japonesa Tepco, responsável pelo desastre nuclear de Fukushima, se revesaram no primeiro lugar da disputa, vencida com 25.041 votos pela mineradora brasileira.

O coletivo Justiça nos Trilhos, que uma rede mundial que busca pautar os passivos sociais e ambientais da Vale, é o grande responsável pela organização de dossiês, livros, documentários e mobilizações no presente contexto.

Mais indicadores negativos – O próprio setor empresarial do Pará reconhece que a atividade não dinamiza a economia local, apesar de contribuir com cerca de 80% do superávit do estado. Uma publicação da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), Mineração no Pará, organizado por Maria Amélia Enriquez. O Pará ocupa os últimos locais em Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), sendo o 16º. A renda per capita caiu da 14ª para 20ª entre 1994 a 2003.

21 municípios do Pará estão entre os cem que mais desmatam na Amazônia. Dessas duas dezenas de cidades, 19 estão no sudeste do Pará, que além da mina de Carajás abriga o pólo siderúrgico. Boa parte desses municípios que ocupa linha de frente em desmatamento também lidera o ranking de violência. Somente no primeiro semestre de 2010 cerca de 300 pessoas foram assassinadas de forma violenta no sul e sudeste do Pará.

Os estudos foram realizados através do Projeto Prodes – Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite/2007. Uma outra questão, esta de ordem trabalhista, reside em índices recordes de ações contra a Vale no município de Parauapebas.

Mineração na Amazônia – O extrativismo tem regido a economia na Amazônia. O ciclo mais recente é o mineral, iniciado a partir da década de 1950 do século passado, no estado do Amapá, quando o mesmo ainda tinha o status de território.

A exploração do manganês na Serra do Navio foi ponta pé inicial. A experiência durou apenas cinco décadas. Ficou apenas o buraco, literalmente.

A exploração mineral no Amapá, considerada a primeira na Amazônia, foi ativada pela empresa estadunidense de Daniel Ludwig, a Bethlehem Steel Company em sociedade com o empresário Augusto Trajano de Azevedo Antunes, dono da Indústria e Comércio de Mineração S/A (ICOMI).

O ciclo da mineração ganhou maiores proporções na Amazônia a partir da região de Carajás, com a presença da Vale na extração do minério de ferro na década de 1980, no sudeste do Pará. Mas, com as atividades de prospecção inauguradas no regime militar.

O processo da transição democrática descortinou outros cenários na economia, política e na sociedade civil brasileira. Ainda que prepondere o constrangimento econômico e político em processos de definição de instalação de grandes projetos, há alguns avanços no campo normativo.

No entanto, tais avanços, – se podemos tratar assim -, carecem de aperfeiçoamento ou uma refundação. Para a instalação de grandes projetos o empreendedor é obrigado a atender uma série de exigências. Como o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), que devem ser apresentados em audiências públicas. Sob um grave problema, a assimetria de forças entre as parte envolvidas: grandes empreendedores versus comunidades tradicionais.

O processo é marcado por uma infinidade de limites, que passa pela incorreção e manipulação dos EIA/RIMA, não publicização das informações e a cobertura da mídia marcada pela parcialidade. O que denuncia a fragilidade da democracia nacional, que não universaliza o acesso ao direito. E que às vezes exibe as nuances autoritárias do Estado.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

"O Curso é bem concorrido e a partir de 2013 vamos oferecer 40 vagas da Poli"



No Estado de São Paulo, somente a Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) oferece o bacharelado em engenharia de minas. "O curso é bem concorrido, principalmente porque só tinha dez vagas até este ano. A grande novidade é que a partir de 2013 a Poli oferecerá 40 vagas", conta o coordenador da Faculdade de Engenharia de Minas, José Renato Baptista de Lima.

Segundo ele, São Paulo ocupa a quarta colocação entre os maiores produtores minerários do País, com mais de 1,5 mil empresas. "A intensa produção se deve ao alto consumo de areia e pedra usadas na construção."

Lima afirma os profissionais da área trabalham, principalmente, na indústria mineral. "O setor envolve altos investimentos e riscos, por isso o aluno deve ter perfil empreendedor, ser dinâmico e não ter medo de desafios. Muitas vezes ele será o único engenheiro da empresa."

O professor diz que o mercado de trabalho está excelente. "A última década teve grande procura e uma falta brutal de profissionais. É um setor de grande importância para o Brasil, não só pela quantidade de mineradoras em operação, como pelas minas que ainda serão descobertas, pois o País ainda é um grande desconhecido."

Além de atuar na indústria, esse profissional pode trabalhar com legislação, fiscalização, em instituições financeiras ou em bancos que financiam o setor. "Ele também pode participar de abertura de túneis em rochas, desmonte e demolições de prédios com explosivos e recuperação ambiental." Pode, ainda, desenvolver pesquisa mineral e atuar na área de projetos.

"Outra área interessante e pouco conhecida é a de separação de resíduos contaminados. Neste caso, o profissional separa e recupera o material para posterior uso, ou para uma destinação menos poluente."

A graduação tem estágio obrigatório, assim como todas as demais áreas de engenharia. Neste curso, segundo Lima, ele é substituído pela realização de visitas técnicas.

Salário médio inicial
R$ 6 mil

Duração
10 semestres

Disciplinas
Ciclo básico de engenharia, geologia, pesquisa mineral, lavra de minas, tratamento de minérios, recuperação ambiental, legislação

fonte: Estadão

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Diamante de US$ 1 milhão tem busca sem precedentes, diz mineradora

Pedra preciosa rosa de 1,32 quilate é conhecida como Siren Argyle. Entre compradores interessados, há representantes da Índia e do Japão.

A pedra preciosa, em foto do dia 20 de setembro, em Hong Kong, pode facilmente atingir o valor de US$ 1 milhão
O grupo de mineração Rio Tinto disse nesta segunda-feira (22) que recebeu uma procura sem precedentes em sua venda anual por um diamante rosa de 1,32 quilate conhecido como Siren Argyle. A pedra preciosa, em foto do dia 20 de setembro, em Hong Kong, pode facilmente atingir o valor de US$ 1 milhão.

Entre os interessados na compra da pedra preciosa estão representantes da Índia e Japão.


Fonte: G1
Brasil mapeia potencial de seus mares



O Brasil começa a dar os primeiros passos para aumentar as áreas marinhas protegidas do seu litoral. Hoje na ordem de 1,56%, essas áreas terão que atingir 10% em 2020, segundo compromisso firmado na Conferência das Partes sobre a Biodiversidade, em 2010, e reforçado neste ano na Rio +20.

Para chegar a essa meta, o governo tenta compatibilizar a promessa com a exploração econômica: exploração de petróleo, criação de portos e terminais, fluxo do transporte e, no futuro, mineração.

O projeto reúne o governo, a Petrobras e o GEF (Fundo Global para o Meio Ambiente). A estatal investirá US$ 70 milhões (cerca de R$ 140 milhões), e o GEF, mais US$ 20 milhões (R$ 40 milhões).

Em um primeiro rascunho do que poderá ocorrer na faixa de 200 milhas a partir da costa -a chamada zona econômica brasileira-, o parque de Abrolhos poderá ter sua área aumentada em até 10 milhões de hectares. Com isso, a área marinha protegida já dobraria para 3%.

Abrolhos já foi palco de divergências dentro do governo por conta dos leilões da ANP (Agência Nacional do Petróleo). No primeiro ano do governo Lula (2003), ambientalistas conseguiram fazer com que a ANP retirasse da lista de ofertas do leilão 154 blocos de petróleo marítimos próximos ao parque.

Segundo especialistas, o sinal de alerta agora é ainda mais preocupante, já que a exploração da região do pré-sal, uma área em alto-mar que se estende por 800 quilômetros, do litoral do Espírito Santo a Santa Catarina, está se intensificando.

Em outro estudo, a Coppe/UFRJ, em parceria com a britânica British Gas, vai mapear o oceano na região da bacia de Santos, onde está a maior parte do pré-sal.

O objetivo é registrar o ambiente para poder usar como referência em caso de acidentes, diz o diretor de tecnologia e inovação da Coppe/UFRJ, Segen Estefan.





Lixo 



Ele observa que 60% dos oceanos são áreas internacionais, sem um dono específico, e nelas são lançados 80% do lixo do planeta.

Segundo a CI (Conservação Internacional), ONG criada há 25 anos e que atua em 42 países, inclusive no Brasil, os oceanos geram anualmente US$ 23 trilhões (R$ 46 trilhões) no mundo inteiro, incluindo o fornecimento de proteína, ciclagem de nutrientes e da água e retirada de carbono da atmosfera.

Guimarães diz que, pelo Índice Saúde do Oceano, o Brasil recebeu nota 62, enquanto a média do mundo é 60.

"Está um pouquinho menos péssimo, mas mesmo assim está ruim." Segundo ele, 80% das espécies marinhas consumidas pelos brasileiros estão ameaçadas de extinção.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Curiosity analisa minerais e encontra objetos brilhantes em solo marciano



O robô Curiosity da Nasa engoliu a primeira colherada de terra marciana para analisar sua composição mineral e encontrou objetos brilhantes que, segundo alguns especialistas, têm origem humana e são peças da própria máquina, informou a agência espacial americana esta quinta-feira.

Em um novo relatório sobre a missão realizada pelo Curiosity no planeta vermelho há dois meses e meio, a Nasa informou que um instrumento que analisa minerais, situado na 'barriga' desta máquina do tamanho de um carro, analisará o solo marciano para ver do que é feito.

"Começamos a ver algumas manchas brilhantes nas zonas escavadas", disse um cientista do projeto Curiosity a jornalistas em Pasadena, Califórnia (oeste). A equipe científica começou a chamá-las de 'schmutz' (sujeira).

Alguns sugeriram que podiam ser objetos criados por seres humanos e que teriam parado ali por causa do próprio robô, mas depois de discussões entre cientistas e engenheiros chegou-se a "um forte consenso" segundo o qual estas manchas brilhantes seriam marcianas.

Esta conclusão se sustentou no fato de que estes objetos aparecem no fundo dos buracos que restam no solo marciano depois que o robô coleta amostras, o que significa que normalmente estão debaixo da superfície, enquanto eventuais objetos humanos estariam em cima.

"Não podemos descartar que sejam feitos por humanos, mas não acreditamos que sejam", disse.

Na semana passada, a Nasa determinou que um objeto brilhante observado no solo perto do robô era um pedaço de plástico que poderia ter caído do próprio dispositivo.

Para os cientistas, ter a oportunidade de começar a usar seu instrumento de Química e Mineralogia (CheMin) para analisar os minerais do planeta vermelho é um importante marco.

"Estamos atravessando um limite importante nesta missão ao usar o CheMin na nossa primeira amostra", disse o cientista do projeto Curiosity, John Grotzinger, do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena.

"Identificar os minerais é importante porque eles registram as condições ambientais sob as quais se formaram", explicou.

O Curiosity, que pesa uma tonelada e tem seis rodas, aterrissou em 6 de agosto em uma região denominada cratera Gale, no equador marciano. Sua missão de US$ 2,5 bilhões é investigar, no período de dois anos, se a vida foi possível no passado do planeta vermelho.