quinta-feira, 7 de junho de 2012

Método de mineração artesanal

Método de mineração artesanal





















A mineração artesanal é um tipo de operação de pequena escala de mineração que não está associado a grandes empresas corporativas. Esse tipo de mineração de subsistência é um tanto comum no mundo em desenvolvimento, e usa muitas ferramentas manuais e métodos que têm sido utilizados por garimpeiros ao longo da história. Em alguns casos, trabalhadores agrícolas sazonais encontram emprego na mineração artesanal quando não trabalho intenso até a colheita, apesar de que há mineiros artesanais atuando em tempo integral. Muitos outros fatores econômicos também podem conduzir os trabalhadores de outras áreas à mineração artesanal como uma forma alternativa de se conseguir meios de subsistência.


Ao contrário de grandes operações de mineração que fazem uso de máquinas pesadas, explosivos e tratamentos químicos, os garimpeiros costumam aproveitar métodos mais primitivos. A maioria dessas operações de mineração em pequena escala emprega ferramentas manuais simples. O garimpo de ouro é um exemplo de mineração artesanal que pode ocorrer com ferramentas simples e pouco ou nenhum treinamento. Em todo o mundo, uma percentagem significativa da produção anual de ouro em todo o mundo vem da mineração artesanal de menor escala, embora muitos outros materiais também sejam obtidos através desta técnica.

mineração artesanal

Minerais como lítio são extraídos da terra com métodos artesanais, assim como muitos tipos de pedras preciosas. A maioria das gemas coloridas que estão disponíveis para o mercado mundial é obtida por garimpeiros que trabalham individualmente, porque há poucas operações de mineração em grande escala para estes minerais preciosos e semipreciosos. Diamantes também são obtidos por meio do processo de mineração manual. Um dos efeitos da mineração artesanal no mercado de pedras preciosas coloridas é que pode ser difícil ou impossível determinar de onde essas pedras foram extraídas, devido ao fato de que os mineiros que atuam com a mineração de subsistência raramente vendem diretamente aos atacadistas. 

Algumas operações de mineração manual e artesanal também fazem uso de minas subterrâneas e plantas de processamento, embora sejam ainda muitas vezes limitadas aos trabalhos com ferramentas manuais relativamente simples. Muitos problemas podem surgir neste tipo de mineração artesanal se forem levadas em conta as condições de trabalho nas minas e plantas de processamento. Nos países em desenvolvimento, onde estas operações são comumente encontradas, ainda há a ausência de fiscalização adequada ou regulamentos que garantam a segurança dos operários e preservem o meio ambiente. Para ajudar a minimizar esses e outros entraves, algumas organizações estão trabalhando a fim de aprimorar as condições de trabalho dos garimpeiros em todo o mundo.
Literatura -  Esperança

 


Grandes foram os intemperismos, 
Já o metamorfismos, enormes. 
É! nadar contra a corrente para um reles sedimento é desgastante 
Ah, sim, existiram rochas no meio do caminho!
Esperança?
Essa sempre existiu 
Eu encontrareis os diamantes 
Nunca duvidei 
São meus por direito 
Por: E.R. Almeida Pereira

Vale comemora 70 anos



Neste mês, a Vale, uma das maiores empresas de mineração do mundo, completa 70 anos. Criada como Vale do Rio Doce, nasceu como estatal e passou por grandes transformações para se tornar referência no setor no Brasil e no exterior. 

No ano passado, a companhia investiu US$ 18,0 bilhões; em 2012, estão previstos US$ 21,4 bilhões em investimentos, sendo que US$ 6,5 bilhões serão destinados a projetos prioritários que envolvem logística e mineração. 

Entre os projetos estão a ampliação da capacidade do Sistema Norte, no Pará e Maranhão, que inclui a construção do quarto píer do terminal marítimo de Ponta da Madeira e aumento da capacidade da Estrada de Ferro Carajás (EFC), com as obras de duplicação da linha, a usina e mina de processamento de minério de ferro de Serra Sul, no Pará, com um ramal ferroviário de 100 km, a infraestrutura do porto e da ferrovia que ligará a nova mina de Moatize ao porto de Nacala-à-Velha, em Moçambique e outras ações nos setores de minério de ferro, carvão, cobre, usinas de pelotização, energia e siderurgia. 

Os altos aportes da companhia em logística são justificados pelos grandes volumes de carga transportados pelas ferrovias da Vale. 

No ano passado, a Estrada de Ferro Carajás transportou 98,6 milhões de toneladas por quilômetro útil (TKU), seguida da Estrada de Ferro Vitória a Minas com 74,2 milhões de TKU. As duas ferrovias foram as maiores movimentadoras de carga do Brasil em 2011. A Vale detém ainda a concessão da Ferrovia Centro-Atlântica e do trecho que está em operação da Ferrovia Norte-Sul.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Exportar produtos básicos não é ruim para o Brasil
A geração de valor em uma atividade produtiva não tem necessariamente a ver com o preço por tonelada do produto vendido
O preço de uma tonelada de minério de ferro exportada pelo Brasil gira em torno de 150 dólares no mercado internacional. Enquanto isso, a versão mais barata do iPad custa 399 dólares nos Estados Unidos. Como o iPad pesa ao redor de 600 gramas, o valor equivalente por tonelada desse produto é nada menos que 565 mil dólares – quase 4 mil vezes o preço por tonelada de minério. 

Esse tipo de cálculo tem sido usado por membros do alto escalão do governo para justificar a ideia de que exportar produtos básicos, como o minério de ferro ou produtos agrícolas, é ruim. Melhor seria incentivar produtos de maior “valor agregado” como computadores, aviões ou carros. 

Entretanto, a geração de valor em uma atividade produtiva não tem necessariamente a ver com o preço por tonelada do produto vendido. Fosse assim, todos os empresários deveriam produzir anéis de ouro e colares de diamante. 

Em realidade, uma determinada atividade produtiva adiciona valor quando as vendas do produto acabado são maiores que o custo das matérias-primas e operações. Esse é o chamado valor da transformação industrial. Economistas usualmente dividem esse valor pelo total de pessoas empregadas no setor para obter a famosa medida de produtividade do trabalho: o quanto uma atividade adiciona valor para cada trabalhador. 

Segundo dados do IBGE, de 1996 a 2009, corrigindo pela inflação, o setor de extração de minerais metálicos adicionou um valor médio anual de 487 mil reais por trabalhador. E essa produtividade cresceu 4,28% ao ano. O setor de metalurgia, que seria, em tese, de maior “valor agregado”, adicionou bem menos valor: 246 mil reais por trabalhador, com um crescimento também menor de produtividade, de 0,68% ao ano. O setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, tido como de ainda maior “valor agregado”, exibiu uma produtividade de apenas 173 mil reais por trabalhador, declinante durante todo o período (queda de -3,68% ao ano). 

O computador e o aço valem muito mais por tonelada que o minério de ferro, mas adicionam muito menos valor por trabalhador do que esse último produto tido como básico. Assim, obrigar empresas como a Vale a “agregar valor” ao seu minério investindo em siderurgia no Brasil ou dar subsídios para empresas montarem iPads no Brasil são ações que podem, paradoxalmente, destruir valor. 

Por que isso ocorre? Os setores de extração mineral e produtos agrícolas se baseiam em áreas onde o Brasil tem vantagens naturais. Qualquer país pode investir em uma indústria de aço, mas poucos países têm disponibilidade de minério de qualidade. Além disso, por serem mais voltadas ao mercado externo, empresas de extração e do agronegócio enfrentam um ambiente mais competitivo e isso as estimula a investir em tecnologia e processos para obter ganhos expressivos de produtividade. 

Uma preocupação legítima é que não é salutar “colocar os ovos na mesma cesta”. Choques negativos em um setor com peso muito elevado na economia podem comprometer a renda do país. Porém, apoiar indiscriminadamente indústrias menos produtivas, como fazemos agora, não é o melhor remédio. 

O Chile, cuja economia é muito dependente da exportação de cobre, extrai recursos da sua atividade mineradora para investir em um fundo que apoia o empreendedorismo. Um estrangeiro que queira abrir uma nova empresa no país poderá receber 40 mil dólares do programa governamental “Start-up Chile” e trabalhar, em Santiago, em um prédio patrocinado pela Movistar, subsidiária da Telefonica. 

É assim que se agrega valor: ao invés de dar as costas para setores onde temos vantagens naturais, o mais adequado é justamente usar o seu potencial de crescimento e renda como estímulo a uma nova geração de empreendedores que irão semear as indústrias competitivas do futuro.

Alunos do curso Técnico em Mineração de Paracatu e Vazante visitam o DNPM


Um grupo formado por aproximadamente 14 alunos do curso Técnico em Mineração de Paracatu e Vazante visitou na manhã desta sexta-feira (1º) o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Os estudantes foram recebidos pelo Chefe de Gabinete, Ildeumar Fonseca, representando o Diretor-Geral, Sérgio Dâmaso, que deu as boas-vindas aos alunos e disse que as portas aqui no Departamento estão abertas para esse tipo de visita técnica.

Durante a visita, o Ouvidor, Paulo Santana; o Diretor de Fiscalização, Walter Arcoverde; o Diretor de Procedimentos Arrecadatórios, Marcos Antonio Valadares, o Coordenador-Geral de Planejamento e Orçamento, Marcelino Ribeiro, os Especialistas em Recursos Minerais Tiago Cardoso; Amanda Giordani; o analista Administrativo Valdeme Almeida, e o Técnico em Recursos Minerais Roberto da Silva, ministraram palestras aos alunos sobre a atuação do DNPM em suas respectivas áreas.

O Professor e Coordenador do curso Técnico em Mineração, Hamilton Aragão, destacou a importância da visita para a formação dos alunos. “Foi, extremamente, importante esta visita ao DNPM, uma vez que passamos a conhecer o órgão que regula o setor mineral brasileiro. Hoje, os alunos puderam conhecer a legislação mineral, além de terem contato com profissionais altamente capacitados”, afirmou. 

Para a estudante Gislêne José Luiz André, as palestras e apresentações dos técnicos do DNPM ajudaram a ampliar o conhecimento sobre o setor mineral e a esclarecer dúvidas importantes dos alunos a respeito da legislação minerária. “Tenho certeza que nós ouvimos coisas hoje aqui que não conhecíamos, como valor de arrecadação dos municípios, repasse da União para os municípios, e também sobre prospecção e fiscalização da atividade de mineração”, observou a estudante. 

Os alunos ainda  visitaram a biblioteca do DNPM que conta com um valioso acervo para pesquisa e estudo. Na ocasião, foram doados livros e publicações da Instituição para a formação da biblioteca do curso em Paracatu.
Fonte: DNPM - Assessoria de Comunicação Social

Registro Fotográfico

Alunos da Escola Técnica de Paracatu e Vazante visitam o DNPM
Marco Antonio Valadares (Diretor de Procedimentos Arrecadatórios); Ildeumar Fonseca (Chefe de Gabinete); Paulo Santana (Ouvidor)
Alunos da Escola Técnica de Paracatu e Vazante visitam o DNPM
Estudantes assistem às palestras e apresentações das Diretorias
Alunos da Escola Técnica de Paracatu e Vazante visitam o DNPM
Estudantes durante visita à biblioteca do DNPM
Alunos da Escola Técnica de Paracatu e Vazante visitam o DNPM
Estudantes na entrada do DNPM    

terça-feira, 5 de junho de 2012

Um esquema das Eras Geológicos bem humorado e ilustrativo 



Através de pesquisas das rochas e dos fósseis, cientistas estimam que a Terra tenha aproximadamente 4 bilhões de anos, durante todo esse período ela passou por grandes transformações, processo classificado como eras geológicas. As diferentes eras geológicas correspondem a grandes intervalos de tempo, divididos em períodos. A alternância das eras geológicas foi estabelecida através de alterações significativas na crosta terrestre, sendo, portanto, classificadas em cinco eras geológicas distintas: Arqueozoica, Proterozoica, Paleozoica, Mesozoica e Cenozoica.

Arqueozoica
A era geológica Arqueozoica é caracterizada pela formação da crosta terrestre, em que surgiram os escudos cristalinos e as rochas magmáticas, nos quais encontramos as mais antigas formações de relevo. Esse período teve início a, aproximadamente, 4 bilhões de anos atrás.

Proterozoica
Estima-se que essa era geológica teve início a cerca de 2,5 bilhões de anos atrás e findou-se há 550 milhões de anos. Durante esse período ocorreu intensa atividade vulcânica, fato que promoveu o deslocamento do magma do interior da Terra para a superfície, originando os grandes depósitos de minerais metálicos, como, por exemplo, ferro, manganês, ouro, etc. Na era geológica do Proterozoico ocorreu grande acúmulo de oxigênio na atmosfera. Também ficou caracterizada pelo surgimento das primeiras formas de vida unicelulares avançadas.

Paleozoica 
A era Paleozoica prevaleceu de 550 a 250 milhões de anos atrás. Nesse período a superfície terrestre passou por grandes transformações, entre eles estão o surgimento de conjuntos montanhosos como os Alpes Escandinavos (Europa). Essa era geológica também se caracteriza pela ocorrência de rochas sedimentares e metamórficas, formação de grandes florestas, glaciações, surgimento dos primeiros insetos e répteis.

Mesozoica 
A era Mesozoica iniciou-se a cerca de 250 milhões de anos atrás, ela ficou marcada pelo intenso vulcanismo e consequente derrame de lavas em várias partes do globo. Também ficou caracterizada pelo processo de sedimentação dos fundos marinhos, que originou grande parte das jazidas petrolíferas hoje conhecidas. Outras características dessa era geológica são: divisão do grande continente da Pangeia, surgimento de grandes répteis, como, por exemplo, o dinossauro, surgimento de animais mamíferos, desenvolvimento de flores nas plantas.

Cenozoica
Essa era geológica está dividida em dois períodos: Terciário (aproximadamente 60 milhões de anos atrás) e Quaternário (1 milhão de anos atrás).

- Terciário: Caracterizado pelo intenso movimento da crosta terrestre, fato que originou os dobramentos modernos, com as mais altas cadeias montanhosas da Terra, como os Andes (América do Sul), os Alpes (Europa) e o Himalaia (Ásia). Nessa era geológica surgiram aves, várias espécies de mamíferos, além de primatas.

- Quaternário: Era geológica que teve início há cerca de 1 milhão de anos e perdura até os dias atuais. As principais ocorrências nesse período foram: grandes glaciações; atual formação dos continentes e oceanos; surgimento do homem.
Potassa do Brasil aumenta capital para bancar desenvolvimento de mina no Amazonas 

A júnior canadense Potassa do Brasil, que busca no país os minerais desse grupo, utilizados na fabricação de fertilizantes, concluiu um aumento de capital que obteve US$ 58,66 milhões para avançar a exploração de potassa no Amazonas, perto das propriedades Fazendinha e Arari, também desses minerais, de propriedade da Petrobras. Em nota, o presidente da empresa, Stan Bharti, disse que a companhia “fez relevante progresso na definição dos recursos de potassa” no local, que é explorado desde 2007.

Agora, a Potassa do Brasil pretende continuar as perfurações até delinear um depósito de potassa economicamente viável, que será seguido por um estudo de pré-viabilidade. Também nos planos da companhia está uma listagem na Bovespa, no início de 2013.
Fonte: Geologo.com.br

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Deputados intercedem a favor da reabertura da mina Serra da Carnaíba 



O deputado estadual Pedro Tavares (PMDB) participou de reunião com o superintendente do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) na Bahia, Danilo Correia, juntamente com os colegas Carlos Brasileiro (PT) e Adolfo Menezes (PSD).

Os parlamentares abordaram a situação do garimpo de esmeralda de Serra da Carnaíba, no município de Pindobaçu, interditado na semana passada. Também estava presente o presidente da Cooperativa Mineral da Bahia (CMB), Paulo Roberto de Castro. Esta é a segunda reunião, na primeira, participou do encontro sobre o tema, o deputado federal Arthur Maia (PMDB).

Nas duas ocasiões foram colocadas em pauta, à segurança e as condições de trabalho, direitos dos garimpeiros e a infraestrutura da região da mina. A assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi proposta pelo superintendente da DNPM.

O objetivo do TAC é agilizar a reabertura das minas com segurança para que funcione sem comprometer os garimpeiros. "Como estamos em período de estiagem, atualmente o garimpo é a única fonte renda no município e o fechamento compromete muito a vida dos habitantes. Evidente que o trabalho de forma segura é indispensável e, portanto que seja firmado logo as condições para reabertura. São mais de 50 mil pessoas, diretos e indiretos, que dependem da extração da minas na Serra da Carnaíba, povoado de Pindobaçu", disse Pedro Tavares que é presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e das Relações do Trabalho na Assembléia Legislativa.
Fonte: Bahia Já
JAZIDA DE ITATAIA 

· Introdução 

A Jazida de Itataia além de ser a de maior teor de fosfato do país (11% de P2OS) tem como sub-produto a maior jazida de urânio brasileira (79.319 t de U3O8, medidas). Além do mármore associado ao fosfato e urânio, ainda possui reservas de 300.000.000 m3 de mármores que podem ser lavrados para rochas ornamentais, cimento, cal, tintas e corretivo de solo. 

· Localização e Infra-Estrutura 

A jazida localiza-se no centro-norte do Estado do Ceará, município de Santa Quitéria, distando 211 km da capital, sendo 167 km de asfalto (BR-020) até São José da Macaoca (Madalena/Ce) e 28 Km de asfalto na CE-366, até Lagoa do Mato(Itatira/CE) e 16 km de estrada carroçável. As Indústrias Nucleares do Brasil S.A -INB é detentora dos direitos minerários da jazida, que ocorre nos domínios da Fazenda Itataia, com 4.042 ha, propriedade da INB. A fazenda é toda cercada, possui um açude com capacidade de 2.300.000 m3, um campo de pouso com 1200 m, .para aeronaves de pequeno porte, e um acampamento composto de alojamento, escritório, laboratório e barracões de testemunhos de sondagens. Dispõe ainda de estações meteorológica e sismográfica. 

· Mineralização e Reservas 

A jazida é de natureza fósforo-uranífera, ocorrendo sob a forma de colofanito uranífero, e o corpo principal de minério ocorre numa elevação, tendo comprimento de 800 metros e largura variável de 250 a 400 metros. O minério ocorre desde a  superfície até a profundidade de 180 metros. As reservas lavráveis do corpo principal são da ordem de 8.882.000 t de P20S e 79.319 t de U3O8, sendo 79.500.000 t de minério. Só de colofanito maciço as reservas atingem um total de 19.300.000 t. As reservas de calcário associado ao minério são da ordem de 32.000.000 t. A lavra será a céu aberto e seletiva, com bancadas de 5 metros para taludes de produção e 10 metros para taludes finais, com três frentes simultâneas de lavra. Uma que extrai o minério mais rico (21,2% P20S) e que passa diretamente para a pilha de homogeneização. A outra, intermediária (11,8% P2OS) e que vai passar por uma pré-concentração, antes de ir para a homogeneização. A terceira extrai o minério mais pobre (2,4% P20S), que vai para a pilha de rejeito. 

· Beneficiamento Físico 

O minério sofrerá três etapas de britagem, uma pré-concentração do minério intermediário e uma moagem, antes de ser concentrado por flotação. Tendo em vista que a parte mais rica do minério aflora na porção mais elevada da jazida, existe a possibilidade de se lavrar, inicialmente, por um período de de 2 a 4 anos, o colofanito maciço, que possui teores de 21% de P2O5 e 1.500 ppm de U3Os., que poderia ser processado sem a utilização da fiotação. O concentrado final da fiotação tem 34,4% de P2O5 e 2280 ppm de U3Os. 

· Hidrometalurgia 

O ácido fosfórico produzido por via úmida, através do ataque de ácido sulfúrico ao concentrado fosfático-uranífero tem 28% de P2O5 e 2000 ppm de U3Os. 

Extração do Urânio do Ácido Fosfórico 

A extração do urânio por separação do ácido fosfórico é feita por solventes. A precipitação do urânio se dá sob a forma de diuranato de amônio (yellow cake). Neste processo é recuperado o fiúor sob a forma de ácido fluossilícico. 

Pré-Monitoração Ambiental 

A fase do Programa Pré-Operacional de Monitoração Ambiental e Radioproteção Ocupacional na jazida teve início em 1982. Os tipos de amostras coletadas e analisadas para avaliação de eventuais alterações no sistema ecológico, foram aerossol, água potável, água subterrânea, água de superfície, água de chuva, sedimento de corrente, solo, pasto, feijão, cana-de-açúcar, milho, leite bovino, rapadura, erva-doce, maxixe, batata doce, mandioca, mamão, graviola, alface, cebolinha, berinjela, cenoura, pimentão e tomate. Ainda foram realizadas outras atividades correlatas, tais como: levantamento da flora, levantamento dos usos de terras e águas, implantação do programa de medições hidrológicas, instalação de estações meteorológica e sismográfica.
Terras-raras mais perto da realidade 
Estudos que vão indicar áreas promissoras no Brasil serão divulgadas até dezembro 

 

Os primeiros levantamentos oficiais sobre o potencial do subsolo brasileiro para disputar o valioso mercado mundial dos metais das terras-raras começam a chegar neste ano às mãos dos investidores. Dados aerogeofísicos e mapas que estão sendo preparados pelos técnicos da CPRM/Serviço Geológico do Brasil, empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia, vão indicar áreas promissoras de ocorrência desse grupo de 17 elementos com aplicação nas indústrias de alta tecnologia. Até dezembro, serão disponibilizados os estudos da etapa inicial do projeto, orçado em R$ 4,5 milhões.

Depois da região amazônica, a CPRM, antiga Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, deu início aos levantamentos no estado, informou Roberto Ventura, diretor de Geologia e Recursos Minerais da empresa. “O Brasil pode participar com áreas promissoras no comércio internacional, mas muito ainda tem de ser feito nessa direção”, afirma. Também foram concluídos os levantamentos de mais de 1 mil amostras de concentrados de minerais coletadas no Quadrilátero Ferrífero – antiga província mineral da Região Central de Minas –, com ocorrências de ferro, manganês, ouro, gemas coradas e terras-raras em 170 municípios.

O potencial geológico será pesquisado em todo o país nos próximos dois anos e meio. Além do Norte do Amazonas, há indícios que já atraem empresas em Araxá e Tapira, no Alto Paranaíba, como a multinacional canadense MBac e a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM). A Vale informou recentemente ter descoberto a substância em Patrocínio, na mesma região. Informações do Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM) indicam que Minas detém 39 mil toneladas das 40 mil toneladas de reservas medidas no país, mas ainda não há efetiva exploração. 

No estado, pesquisadores avaliam amostras de sedimentos coletados desde os anos 60 e que podem ser processados para o estudo de terras-raras. O acervo está reunido na Litoteca da CPRM em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e programa está sendo financiado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Os estudos deverão acelerar iniciativas na área de terras-raras desenvolvidas pela iniciativa privada. A Salomão Empreendimentos Minerais é uma das empresas que busca parceiros. Segundo o dono do negócio, Rômulo Mansur, amostras superficiais estão sendo colhidas em uma extensão de áreas que chega a 28 mil hectares, contemplando 66 requerimentos minerários. Os documentos se estendem aos municípios de Vazante, no Noroeste de Minas; Belo Vale, Moeda e Jeceaba, na Região Central de Minas. “Pretendemos investir em terras-raras, mas o Brasil precisa definir incentivos nessa área”, diz Mansur.

domingo, 3 de junho de 2012

Recuperação de áreas degradadas pela INB deve custar R$ 500 milhões
Cerca de 1,5 mil hectares devem ser recuperados.
Projeto apresentado atende exigência de ação civil do Ministério Público.


As Indústrias Nucleares do Brasil (INB) apresentaram nesta quinta-feira (31) um programa de recuperação das áreas onde houve extração de urânio na região de Poços de Caldas (MG) após uma exigência feita pelo Ministério Público à estatal. A área a ser recuperada compreende mais de 1,5 mil hectares e os custos para esta recuperação envolvem recursos de cerca de R$ 500 milhões em trabalhos que se estenderiam por quase duas décadas. 

Segundo a INB, o Plano de Recuperação de Áreas Degradas (Prad) foi elaborado por uma empresa do Rio de Janeiro e prevê a recuperação de todo o perímetro utilizado para a extração de urânio no município de Caldas (MG). 

A proposta apresentada é o resultado de um estudo de dois anos e aborda aspectos hidrogeológicos, geoquímicos e radiológicos. O estudo levantou dados detalhados sobre a área degradada, mas ainda há várias etapas até a possível execução do projeto. 

Para que seja executado, o programa deve recuperar o meio ambiente da área que abriga o antigo complexo, incluindo a cava da mina, as instalações industriais, a barragem de rejeitos e os locais onde se encontram pilhas de rochas das quais o urânio foram retiradas. 

Proposta apresentada 

Embora o projeto já tenha sido apresentado à população, a INB ainda precisa encaminhá-lo para aprovação de órgãos como a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnem) e Ibama e só depois disso é aberta a licitação para a execução prática. 

Segundo engenheiro químico Antônio Henrique Araújo Freitas ainda não é possível precisar o percentual de recuperação da área, já que a exploração de urânio causa grande impacto ambiental. Entre os anos de 1908 e 1990, a empresa produziu um concentrado de urânio, material radioativo. As atividades foram encerradas há mais de 15 anos, mas o parque industrial ainda abriga restos da mineração. 

Ministério Público

Para o Ministério Público, ainda existem outras obrigações com a comunidade que a indústria vai ter que cumprir. A ação civil pública já tem 10 volumes e nela o promotor José Eduardo de Souza Lima aponta diversas responsabilidades da empresa. Entre as determinações, a apresentação de um relatório sobre a possível contaminação do meio ambiente. Ainda de acordo com ele, a INB já deveria ter executado esta recuperação. 

"Nós temos nessa área uma grande concentração de água ácida que está contaminando o lençol freático além da possível contaminação do ar, do solo, de animais e de plantas", explica Lima. 

A ação civil pública ainda está sendo julgada. A INB entrou com um recurso contra as obrigações apontadas pelo Ministério Público.
Fonte: G1
Reportagem completa AQUI

sábado, 2 de junho de 2012

Mineração e Cultura tecnológica nacional 
Por Alexis P. Yovanovic

Introdução
Cultura tecnológica nacional não é apenas construir um carro, é também trocar de lado o volante e o sentido do trânsito, como fez Inglaterra no começo do século XX, preservando a sua indústria e mercado, inclusive nas suas colônias da época. A autoridade pública deve impor decisões políticas acima dos argumentos meramente técnicos ou econômicos, muitas vezes subjetivos, angelicalmente “científicos” e nos dias de hoje, segundo orientações globais de um poder econômico distante física e conceitualmente dos interesses nacionais. A decisão de construir plataformas para exploração submarina de petróleo nos estaleiros nacionais foi uma ótima decisão política do Governo Brasileiro (em grande parte devido ao fato da PETROBRÁS ser estatal); e esta atitude pode estender-se à revitalização do parque ferroviário e a outras áreas básicas da indústria e da tecnologia nacional, entre elas: a Mineração.

O Negócio Mineral
Durante os anos 90 houve pouco ou quase nenhum investimento na área produtiva de mineração no Brasil, mas muito dinheiro circulou de mão em mão, agrupando-se os produtores em grandes corporações, privatizando a CVRD e outras movimentações de compra e venda entre grupos acionários, como no caso dos Fosfatos e outras áreas (CSN, MBR e outras); parecia o preparo para uma grande investida. Por outro lado, após uma série completa do exercício da cadeia alimentar entre os fabricantes, no começo do século XXI consolidou-se um monopólio ligado à fabricação de equipamentos de beneficiamento, principalmente de cominuição, que são os mais caros. As fábricas nacionais de equipamentos de mineração caíram na mão de empresas globais.
Enormes negócios minerais são esperados para o Brasil nestes próximos anos e, se o governo brasileiro não tomar uma atitude, esses projetos serão direcionados por engenharia externa, o dinheiro dos investimentos produtivos continuará saindo para fabricantes internacionais; as usinas serão construídas do jeito que o projetista-alfaiate costurou (cada alfaiate faz uma usina diferente) e o minério será transportado por vagões fabricados no exterior.

Enquanto Isso
Todos os novos projetos minerais possíveis de serem implantados nos próximos anos no Brasil, já foram estudados pelo governo dos EUA e do Canadá, auxiliados por técnicos brasileiros com “carteirinha” green-card. As informações podiam (até pouco tempo atrás) ser lidas no site: www.stat-usa.gov ou também procurando na Internet qualquer informação sobre “mining projects in Brazil”. O governo Canadense possui o seu representante local para ajudar a desenvolver negócios minerais. A China “ameaça” fazer de tudo por um preço mais barato. Recentemente, o estado australiano de Queensland instalou em Belo Horizonte o seu quarto escritório nas Américas, para os setores da mineração e siderurgia. A indústria mineral brasileira e suas instituições de classe parecem estar apenas observando esta avalanche de possibilidades.
Novos engenheiros, dependendo da sua universidade, projetam usinas diferentes, em função da cultura tecnológica que os seus professores adquiriram em outros países, repassando conhecimentos, mas sem aguçar o sentido crítico dos seus alunos nem propiciar o desenvolvimento interno da melhor tecnologia para a realidade brasileira.

MINERAÇÃO E CULTURA TECNOLÓGICA NACIONAL
Projetos vizinhos de um mesmo minério são implantados com culturas diferentes, dependendo da vertente cultural da universidade onde o projetista se formou. Moagem convencional se contrasta com moinhos SAG, tratando minério similar, poucos quilômetros ao lado, gastando o SAG quase o dobro de energia.
O negócio mineral foi sublimado até alturas onde transitam apenas economistas e banqueiros. A turma do macacão e capacete é comprimida dentro dos 20 ou 30 dólares do custo operacional, insignificante em comparação ao atual preço das commodities. O dinheiro é investido em função de garantia bancária, da credibilidade do assinante e da vaidade de quem aparece perante o mercado como investidor de fachada. Em circunstância que o dinheiro vem realmente de senhoras aposentadas de países desenvolvidos, que nem sabem que o projeto poderia ter sido feito pela metade do preço.

A Proposta
Sugerimos aprofundar esta discussão com as autoridades do Ministério de Ciência e
Tecnologia, Minas e Energia, da Indústria e outros para criar um plano de desenvolvimento da cultura tecnológica nacional na área de Mineração:
  • · Na base profissional: Repensar o ensino das matérias de processamento mineral nas universidades brasileiras. Hoje, apenas um repasse da tese de doutorado do respectivo professor, normalmente adquirida no exterior;
  • · Nos laboratórios de pesquisa: Novos procedimentos experimentais para as operações minerais, visando o estabelecimento de critérios simples e otimizados para os projetos de beneficiamento, o que significa a ruptura com os “paradigmas” impostos tradicionalmente pelos grandes fabricantes mundiais que limitam a fabricação nacional de equipamentos mais simples e de tecnologia local.
  • · Logística: Planos de implantação de infraestrutura logística, ao longo do Brasil.
  • · Fabricação: O estabelecimento de alternativas tecnológicas nacionais. Seria uma opção à BRASILEIRA, que ofereceria aos investidores uma alternativa econômica e local para os novos projetos de mineração, com mão de obra treinada, com padronização experimental, com bom suporte de suprimentos e facilidades de manutenção, inclusive, com a possibilidade de utilizar equipamentos usados.
Esta opção pró-ativa poderá desenvolver e padronizar tecnologia com os fabricantes nacionais, os profissionais brasileiros da área mineral e os próprios produtores nacionais.
OS PROBLEMAS DE HOJE:
  • · Diminuição do teor em antigos depósitos
  • · Baixo teor em novos depósitos;
  • · Depósitos menores;
  • · Heterogeneidade dos minérios;
  • · Maior Compacidade / Impurezas / Etc.
  • · Baixa recuperação Metalúrgica;
Este artigo foi escrito no sentido de fomentar as discussões e oferecer opções de desenvolvimento tecnológico para o Brasil e MERCOSUL.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

A extração de minérios 1970 (CVRD)

Uma raridade da historia da mineração no Brasil, vídeo de 42 anos atrás da extinta estatal brasileira Companhia Vale do Rio Doce, nostalgia que "Vale" muito a pena assistir!!


HUMOR: Eis a Questão!

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Alta do Ouro reativa produção em minas históricas brasileiras

Hoje na 11ª posição do ranking dos produtores, segundo o Serviço Geológico Americano (USGS), o país pode subir ao 7º posto caso os planos do governo de dobrar a extração de ouro até 2017 se concretizem. Para cumprir a meta, espera-se que o setor receba US$ 2,4 bilhões em investimentos entre 2011 e 2015.

A meta do governo, expressa no último Plano Nacional de Mineração, se sustenta nos preços do minério, que dobraram desde o início da crise econômica mundial, em 2008.

Considerado um investimento seguro em tempos de instabilidade nas bolsas e forte oscilação de moedas, o ouro valia cerca de US$ 800 a onça (31 gramas) no fim de 2007. Hoje está cotado em US$ 1.600. A valorização tornou rentáveis minas com baixo teor de ouro e outras já exploradas, antes tidas como esgotadas.

Entre as minas que serão reabertas está a de Serra Pelada, no sudeste do Pará. A mina atraiu milhares de migrantes nos anos 80 e fechou em 1992, em meio ao declínio da produção. Celebrizada pelas fotografias do "formigueiro humano" que abrigava, foi considerada o maior garimpo a céu aberto do mundo. utras minas que serão reabertas estão a de Riacho dos Machados, em Minas Gerais, e a de Pilar de Goiás.

Em 2011, segundo o USGS, o Brasil produziu 65 toneladas de ouro. A maior produtora mundial é a China, com 345 toneladas. Na América Latina, a produção brasileira é superada apenas pela do Peru, com 170 toneladas.

Incremento

Responsável por 26 das 65 toneladas de ouro extraídas anualmente no Brasil (17% do total), a mineradora canadense Yamana espera aumentar em 11 toneladas (40%) sua produção até 2014. O incremento virá de três novas minas na Bahia, Mato Grosso e Goiás.

Formatos alternativos

Com o início da operação da última delas, em Pilar de Goiás, a exploração do minério será retomada num município fundado em 1741, durante a primeira corrida ao ouro no Brasil. Desta vez, porém, a mina será explorada com alta tecnologia, em túneis subterrâneos que ultrapassam 5 quilômetros de extensão.

Segundo a Yamana, a mina terá porte médio, com produção média de 3,7 toneladas de ouro ao ano. Estima-se que cada tonelada de rocha na mina contenha 2 gramas de ouro. O metal será extraído por explosivos e separado por um longo processo de refino. O comerciante Delfim José de Amorim conta que se assustou com o "inchaço" na cidade. "Nos pegaram com as calças na mão", diz à BBC Brasil.

Segundo ele, os moradores terão de ser qualificados pela empresa para poder pleitear os empregos na mina – a Yamana diz ter como meta usar ao menos 75% de mão de obra local em seus empreendimentos.

"Não estamos preparados para enfrentar o progresso", diz o comerciante. Mas mesmo que não consigam empregos na mina, afirma Amorim, os habitantes de Pilar esperam que a cidade se beneficie dos impostos a serem arrecadados com a atividade.

Conforme os critérios atuais para a divisão desses impostos, conhecidos como royalties, 0,65% do faturamento com a venda de ouro numa mina fica com o município produtor – a União abocanha 0,12%, e o Estado produtor, 0,23%.  governo pretende levar ao Congresso, porém, proposta para elevar a cobrança de royalties para o ouro e outros minérios. Ouro é considerado investimento seguro em tempos de instabilidade nas bolsas e forte oscilação de moedas

No entanto, as mineradoras afirmam que alterações podem frustrar os planos do governo de aumentar a produção. "Faz-se investimento com base no que está estabelecido. Mudanças nas regras do jogo sempre preocupam", afirma Portugal, da Yamana.

A falta de mão de obra capacitada é outro entrave ao incremento da produção, ele diz, ecoando o relato de Amorim. "Custa muito investir na formação, e não estamos conseguindo suprir a demanda. É difícil levar um profissional para uma área remota se ele tiver oportunidade de trabalho em Belo Horizonte, São Paulo ou Vitória."

Megaoperação na Amazônia

Enquanto mineradoras correm para tirar seus projetos do papel, o governo atua para frear a mineração ilegal.

Na Amazônia, 8.700 militares participam desde o último dia 2 de uma megaoperação que busca, entre outros objetivos, combater garimpos ilegais nas fronteiras com a Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. A ação, denominada "Ágata 4", mobilizará por um mês 11 navios, nove helicópteros e 27 aviões.

Na operação, os militares fecharam cinco minas ilegais, apreenderam 235 embarcações e destruíram duas pistas de pouso usadas por garimpeiros.  iniciativa se soma a três operações da Polícia Federal (PF) ocorridas desde o ano passado para combater o garimpo ilegal de ouro na região Norte.

O governo brasileiro vem sendo cobrado especialmente pela Guiana Francesa, Guiana e Suriname para controlar a ação de garimpeiros brasileiros na fronteira com esses países, atividade desenvolvida há décadas, mas que ganhou novo fôlego com a alta dos preços.

No dia 25 de abril, num sinal da crescente tensão na região, cerca de cem mineradores brasileiros foram presos na Guiana. Ao combater o garimpo ilegal, o governo também busca aumentar a formalização do setor e valer-se dos altos preços do minério para melhorar o balanço comercial.

Em 2011, o ouro foi o segundo minério que mais gerou receitas para o Brasil em exportações. Segundo a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), a atividade rendeu US$ 2,2 bilhões ao país. Os ganhos só foram superados (ainda que com larga folga) pelos da exportação de minério de ferro, que alcançaram US$ 41,8 bilhões.
Fonte: BBC Brasil