sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Piauí é o quarto estado que mais realiza pesquisas minerais



Com uma vasta riqueza mineral em toda a sua extensão, o Piauí ocupa a quarta posição no ranking dos Estados que mais realizam pesquisas minerais, com mais de duas mil áreas de solicitação de pesquisas e lavras. Atraindo assim cada vez mais a atenção de empresários que desejam investir na extração e comercialização de minérios. Para tanto, o Governo do Estado vem incentivando a realização de pesquisas, bem como o mapeamento mineral de todo o território piauiense.

Atualmente, o Piauí fica atrás apenas dos estados de Minas Gerais, Pará e Bahia. A coleta dos dados fica sob a responsabilidade do Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), em parceria com a Secretaria de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis.

Segundo Tadeu Maia Filho, secretário estadual da Mineração, o Piauí possui uma grande quantidade de níquel, numa jazida localizada no município de Capitão Gervásio Oliveira. Nesta região, inclusive, as pesquisas para beneficiamento mineral já se encontram em fase de conclusão. Há também a possibilidade de instalação de usina piloto.

“O diamante é o outro minério que possui reserva no Estado, sendo que as principais ocorrências estão distribuídas nos municípios de Monte Alegre do Piauí e Gilbués. Eles são, geralmente, de pequeno tamanho, aparecendo também os carbonatos”, explica Tadeu Maia Filho.

O secretário informa também que o ferro é uma das principais riquezas do Piauí, visto que o minério encontra-se em grande quantidade nas cidades de Paulistana, Curral Novo e Simões. “Já existe um empreendimento em fase de planejamento para instalação nesta região”, ressalta.

A região do cristalino piauiense também tem sido alvo de pesquisas, que incluem a prospecção de minerais como o ouro, ferro, titânio, manganês, diamante, talco, ferro, cromo, platina, dentre outros.

Confira uma lista complementar de algumas riquezas minerais do Piauí, com a indicação das respectivas localidades de ocorrência.
Aplicações do nióbio



 
 
Como um dos elementos químicos consideradosmetais de transição, o nióbio é usado para diversas aplicações diferentes: de ligas que são ideais para grandes estruturas até a utilização em eletrônica, o nióbio é encontrado em muitos lugares e como parte de uma série de produtos.

Descoberto por Charles Hatchett no século 19, o elemento foi isolado a partir de uma amostra de minério que havia sido enviada para a Inglaterra por John Winthrop, primeiro governador do estado de Connecticut (EUA). A princípio, recebeu o nome de columbio, por causa de sua procedência. O elemento foi por vezes confundido com o tântalo, que tem propriedades muito semelhantes.

A designação do nome "nióbio" surgiu em 1846, quando Heinrich Rose e Jean Charles Galissard de Marignac redescobriram o elemento químico e conseguiram definir mais claramente as suas propriedades específicas.

Os dois nomes para o elemento foram utilizados alternadamente até 1950, quando a União Internacional de Química Pura e Aplicada resolveu a questão do nome próprio para o número atômico 41. Ainda assim, há indústrias e organizações que continuam a identificar o elemento comocolumbio.

Abreviado como Nb, é um metal cinzento na aparência e ideal para ser usado com aço para criar uma liga que pode ser usada em vários produtos.
Misturas de aço e nióbio têm sido utilizadas na construção de tubos de água e esgotos, sistemas de componentes em vários tipos de automóveis e na criação de varas de soldagem, além de produtos de aço inoxidável, especialmente itens domésticos.




Pelotas de nióbio para mistura com outros metais Uma das utilizações mais comuns de nióbio hoje é na fabricação de lentes ópticas destinadas a compensar problemas de visão. A adição de nióbio em vidro tem demonstrado proporcionar uma maior taxa de refração, que por sua vez, faz com que seja possível criar lentes corretivas mais finas e leves.

Recentemente, o nióbio começou a atrair a atenção como uma opção de metal para a criação de jóias. Os tons de cinza e azul do metal fazem dele uma ótima alternativa para a criação de modelos diferenciados de anéis, alianças, brincos e outros acessórios. Uma vez que o metal também pode ser facilmente tingido, é possível “criar” um nióbio que funcione com praticamente qualquer cor de pedra desejada.


fonte: Flávia Saad
Brasil aumentar reservas de ouro


Desde o ano 2000 as nossas reservas de ouro jamais haviam ultrapassado a marca das 67,2 toneladas declaradas recentemente.O motivo deste aumento foi a compra de 17,2 toneladas de ouro em outubro e de 1,7 t em setembro. Com esta estratégia o ouro corresponde a 5% do total de reservas brasileiras mostrando uma política bastante agressiva do Governo Dilma.

Especula-se que o Banco Central possa comprar mais de 500 toneladas de ouro nos próximos meses o que será a maior reserva de ouro dos últimos 50 anos. O Brasil hoje tem um nível de reservas internacionais invejável, acima de 378 bilhões de dólares, o quinto país atrás apenas da China, Japão, Rússia, Arábia Saudita e de Taiwan. Os Estados Unidos estão em décimo sexta dessa lista com apenas US$136 bilhões.
fonte:Geólogo

Ferbasa prevê crescer até 5,4% este ano


A Ferbasa, fabricante brasileira de ligas de cromo e silício, com ações listadas na Bovespa, espera crescer 5,4% neste ano em receita e aposta que medidas recentes do governo e o mercado externo puxem suas vendas, depois de um 2012 de estagnação. No entanto, a companhia começa o ano com cautela, diz Geraldo Lopes, presidente da companhia.

Antes de investir, o executivo informa que vai esperar sinais de melhora de seus clientes. A princípio, os planos são de desembolso menor neste ano do que no ano passado, e apenas para projetos já em andamento.

A esperança da Ferbasa para deixar para trás um 2012 ruim é que suas receitas no Brasil cresçam puxadas por dois fatores: o fim da guerra dos portos, que incentivava a entrada de produtos de aço inox (seu grande mercado) importados, e a elevação de alíquota de importação para estes mesmos itens. "As medidas recentes do governo nos fazem crer que 2013 será melhor", disse Lopes ao Valor.

Em 2012, a empresa praticamente não cresceu. "Os resultados devem ser parecidos com os de 2011". Naquele ano, a Ferbasa faturou R$ 656,1 milhões e lucrou R$ 90,6 milhões. Lopes diz que a empresa só conseguiu terminar 2012 em patamar semelhante por causa de reduções de custos.

A maior dificuldade enfrentada pelo setor foi a concorrência com os produtos de aço inox - que têm cerca de 30% de ferrocromo em sua composição - importados, a maior parte da China. "O mercado local vem crescendo, mas a importação avança mais. Em 2012, por exemplo, o Brasil produziu menos do que em 2003", afirma. Do aço inox consumido no país, 43% veio do exterior, segundo dados o Instituto Aço Brasil (IABr) referentes aos primeiros nove meses do ano.

"A nossa expectativa é reverter esse quadro", afirma Lopes. Ele diz não acreditar que isso vai acontecer neste ano, mas espera que as companhias brasileiras comecem a se tornar mais competitivas e ganhar espaço no mercado local. Nos próximos dez anos, Lopes calcula um aumento de 70% no consumo brasileiro de aço inox, considerando um crescimento anual de 3,5% da economia do país.

Esse aumento justificaria a duplicação da produção da Ferbasa, afirma o executivo, que assegura que a companhia tem potencial para isso. No fim do ano passado, a empresa identificou que suas reservas de cromita (minério do qual se extrai o cromo) no Brasil podem triplicar de 13 milhões para 40 milhões de toneladas. "Não precisaríamos de um grande investimento em infraestrutura para elevar a exploração, pois o mineral está no mesmo lugar que já exploramos." O volume existente garantiria as atividades da companhia por pelo menos mais 50 anos.

No entanto, a empresa não pretende investir na expansão de sua produção por enquanto. Antes de elevar o nível de aportes, Lopes diz que vai esperar seus clientes começarem a se expandir. "Por enquanto, ainda não estamos vendo movimentos das empresas de aço inox. Mas vamos nos manter sintonizados para acompanhar qualquer aumento da produção."

Os investimentos totais da empresa estão previstos em R$ 100 milhões, abaixo dos R$ 120 milhões de 2012, informa Lopes.

Já as vendas estimadas para este ano são de 165 mil toneladas - cerca de 64% da capacidade total da companhia, de 235 mil toneladas -, sendo que 15 mil toneladas sairão de seus estoques, atualmente em 30 mil toneladas. No ano passado foram aproximadamente 150 mil toneladas.

A empresa faz basicamente dois produtos: ligas de ferrossilício, aplicadas em toda a cadeia siderúrgica como elemento desoxidante; e ligas de ferrocromo, utilizadas na produção do aço inox.

A Aperam, que é o principal comprador da Ferbasa, com 35% das vendas, tem planos de investimentos anunciados apenas para aços elétricos, que levam ferrossilício. No entanto, este é um nicho pequeno para o setor e para a Ferbasa. "Achamos que a demanda vai crescer, mas mesmo que seja um aumento de 10%, trata-se de um mercado de 200 mil toneladas, muito pequeno quando comparado com o de aço inox, de cerca de 30 milhões de toneladas."

As vendas de ferrossilício são cerca de 30% do total da empresa, e 60% da produção é exportada, a maioria para o Japão. Já as ligas de ferrocromo de alto carbono, carro-chefe da empresa, correspondem por cerca de 57%, enquanto as ligas de ferrocromo de baixo carbono, por aproximadamente 13%.

O principal desembolso da empresa este ano será na conclusão da construção de novo forno de ferrossilício, que vai levar a capacidade de produção de 100 mil para 120 mil toneladas. Com esse aumento, Lopes espera elevar as receitas com exportações. O forno ficará pronto no início de 2014 e exigirá um aporte de R$ 30 milhões este ano. Os demais R$ 70 milhões serão destinados para florestas, instalação de filtros em fornos e pesquisas mineral.


Fonte: Valor Econômico

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Mineração brasileira bate recordes


A produção mineral brasileira deve atingir mais de US$55 bilhões em 2012. Crescemos mais de 1000% desde 1999 e passamos a ser o destino de mais de 20% do investimento global. Mesmo assim a mineração ainda corresponde a uma fatia muito pequena do PIB Brasileiro de 2.4 trilhões de dólares.
fonte:Geólogo

HUMOR: Somente os "bons" alunos irão entender


E, aí sabe?
fonte: VALE
Brasil é o país que menos investe em pesquisa no setor de mineração


O Brasil figura entre os dez maiores produtores minerais do mundo, mas, entre os líderes do ranking, é o que menos investe em pesquisa no setor.O país responde por 3% do total do investimento privado mundial em exploração mineral, que chega a US$ 10,7 bilhões.

O montante investido pelo Brasil, de US$ 321 milhões, é igual ao da Argentina, cuja área territorial corresponde a menos que um terço da brasileira. O Chile, com o equivalente a apenas 9% do território brasileiro, investiu US$ 535 milhões em pesquisa, o mesmo valor que foi aplicado pelo Peru.

Os dados fazem parte do Sistema de Informações e Análises da Economia Mineral Brasileira 2011 do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração).Apesar da performance ruim na comparação com outros países, os números brasileiros cresceram.

Dados do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), do governo federal, mostram que as autorizações para pesquisa de minério de ferro avançaram de 75, em 2000, para 9.098 ao longo do ano passado.

Explosão em mina de cobre mata dois operários no Chile

Dois operários morreram em explosão, dentro de uma mina de cobre, no Chile. O acidente aconteceu na cidade de Andacollo, região de Coquimbo.

Os mineiros foram atingidos quando detonavam as pedras para extrair mineral. Um terceiro operário conseguiu escapar.

A jazida, de 50 metros de profundidade, foi inaugurada em novembro. A polícia investiga o caso.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Belo Monte abre caminho para garimpo bilionário no Rio Xingu


A hidrelétrica de Belo Monte vai abrir caminho para um grande projeto de exploração de ouro na Volta Grande do Rio Xingu, o trecho que será mais impactado pela obra, com a perda de até 80% de sua vazão. A companhia Belo Sun Mining Corporation, com sede no Canadá, apresenta o empreendimento como o “maior projeto de ouro em desenvolvimento no Brasil”.

A previsão é de um investimento total de pouco mais de US$ 1 bilhão e de que, em 11 anos de operação, deverão ser produzidas 51,2 toneladas de ouro, uma média de 4,6 toneladas de ouro por ano.

O Ministério Público Federal (MPF) em Altamira (PA) já começou a investigar o projeto Belo Sun Mining, que está sendo licenciado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Pará (Sema).

O Relatório de Impacto Ambiental (Rima) do projeto, no entanto, não leva em consideração a barragem e por isso não avalia os impactos cumulativos que um empreendimento desse porte poderá causar numa região sob severo dano ambiental.

A hidrelétrica só é mencionada na parte sobre fornecimento de energia, mas na verdade a mudança na vazão e no curso do rio vai viabilizar a implantação da mina pela Belo Sun Mining Corporation.

A procuradora da República Thais Santi questiona a realização de um empreendimento desse porte em uma área já fragilizada com a instalação da usina de Belo Monte, justamente a região que é afetada pelo desvio da vazão do Xingu para alimentar as turbinas da hidrelétrica.

O MPF questiona a ausência de informações sobre impactos aos indígenas na Volta Grande. Não há estudos e a Fundação Nacional do Índio (Funai) sequer foi consultada para o licenciamento.

Construção da barragem de Belo Monte

O MPF solicitou ao Departamento Nacional de Produção Mineral informações sobre as licenças de exploração que a empresa Belo Sun Mining Corporation tenha na região do Xingu. De acordo com o site da empresa, trata-se de um empreendimento com sede no Canadá e “portfolio” no Brasil.

- Belo Sun Mining está pesquisando ouro ao longo dos cinturões mais ricos em minério no norte do Brasil, uma região com vasta riqueza mineral e uma indústria mineradora vibrante e moderna. O Brasil tem uma indústria de mineração de importância mundial com um potencial de exploração considerável. O Brasil também tem clima político favorável, com um código de mineração recentemente modernizado e, apesar destas condições geológicas, permanece largamente inexplorado – diz o site da empresa na internet.

A companhia informa que detém os direitos de pesquisa e lavra em uma área de 1.305 quilômetros quadrados que é conhecida pela mineração artesanal. É uma das preocupações do MPF, já que, de acordo com os moradores das ilhas da Volta Grande do Xingu, eles ainda detém os direitos de lavra na região.

Cupins são usados para encontrar minas de ouro

Em vez de cálculos renais, os cupins têm "cálculos auríferos". 

Cupins mineiros

Minas normalmente são encontradas por geólogos, usando técnicas como geoquímica e geofísica.

Mas agora eles estão recebendo uma mãozinha dos entomologistas, biólogos especializados em insetos.

Entomologistas australianos descobriram que cupins e formigas são excelentes indicadores da existência de minas de ouro e outros minerais.

No primeiro teste da nova técnica, um cupinzeiro com uma concentração anormal de ouro indicou a existência de um grande depósito aurífero até então desconhecido no subsolo do local.

Assinaturas minerais

"Estamos usando insetos para ajudar a encontrar ouro e outros depósitos minerais. Estes recursos estão se tornando cada vez mais difíceis de encontrar porque grande parte da paisagem australiana é coberta por uma camada de material erodido que mascara o que está escondido nas profundezas," disse Aaron Stewart, do centro de pesquisas CSIRO.

Mas nada fica escondido dos cupins e formigas, que escavam profundamente abaixo da camada erodida, alcançando estratos que revelam traços daquilo que está escondido ainda mais abaixo.

E, para sorte dos mineradores, eles trazem essas "assinaturas minerais" para a superfície.

A expectativa dos pesquisadores é que a análise química dos cupinzeiros e formigueiros, e mesmo dos insetos, evite as caras e frequentemente infrutíferas perfurações de sondagem que são feitas em busca dos minerais no subsolo.

Afinal, os insetos já fizeram toda a perfuração e trouxeram os testemunhos de sondagem para a superfície.

Imagens do corpo de um cupim mostrando a concentração de outros cinco metais - cobre (Cu), zinco (Zn), ferro (Fe), cálcio (Ca) e manganês (Mn). 

Cálculos de ouro

O Dr. Stewart demonstrou também que os insetos trazem a assinatura dos metais presentes no solo bem impressa em seus corpos.

"Nós descobrimos que os metais se acumulam no sistema excretor dos cupins," diz ele.

"Ainda que os insetos não concentrem metais em seus corpos, eles se livram ativamente dos metais em excesso. Este processo se revela pela formação de pequenas pedras, muito parecidas com as pedras nos rins das pessoas. Esta descoberta é importante porque essas excreções são uma força atuante na redistribuição dos metais próximo à superfície," explicou Stewart.

E um indicador muito forte de que algo valioso pode estar se escondendo por debaixo dos cupinzeiros.

Os resultados deverão atrair a atenção de cientistas de outras partes do mundo, sobretudo em países ricos em minerais como o Brasil e a África do Sul.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Revista Exame aborda excesso de burocracia para obter licença ambiental 



A quinta reportagem da série de EXAME sobre o ambiente de negócios mostra como exageros da lei ambiental e órgãos públicos que não se entendem podem travar a economia

O filme d maior sucesso da história do cinema, Avatar, mostra a vida dos Na'vi, habitantes do planeta Pandora. Seres azuis de mais de 3 metros, os Na'vi vivem em harmonia com a natureza. Para eles, um animal sacrificado para servir de alimento merece uma oração antes de ir para a panela. Os seres humanos estão longe de ter tal veneração. Por isso, os países civilizados têm leis rigorosas para proteger o meio ambiente. O Brasil segue o exemplo dos países ricos. Só que vive um dilema: eles já chegaram lá, nós não. Para nos desenvolver, precisamos de estradas, portos e usinas - obras que causam impacto. E esse impacto tem de ser o menor possível. Até aí, todos de acordo. O problema é que, no afã de cuidar do meio ambiente, o Brasil construiu um sistema quase incompreensível. Para obter uma licença ambiental, é preciso lidar com 20 repartições - na Dinamarca são cinco. Pior: os órgãos estão despreparados para atender às demandas de um país que tenta tirar sua infraestrutura do buraco. "Nossas instituições não acompanharam o crescimento econômico", diz Roberto Messias, ex-presidente do Ibama, o principal órgão do setor. Em 2007, o Ibama tinha 980 projetos à espera de licenças. Hoje, são 1 557.

Tome-se o exemplo de um projeto de estaleiro em Biguaçu, em Santa Catarina. O investimento, de 2 bilhões de reais, geraria 10 000 empregos. Em 2010, o projeto, da OSX, do empresário Eike Batista, foi cancelado porque o Instituto Chico Mendes, em defesa de 60 golfinhos que seriam molestados pelas obras, fez pressão para que a licença não saísse. O estaleiro foi para o Rio de Janeiro - pior para Santa Catarina. Muitas vezes, o empecilho vem de uma espécie animal específica: o "homo burocratus". Esse ser cria trâmites intermináveis. Há cinco anos, a hidrelétrica de Pai Querê, entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, aguarda licença para sair do papel. Como mostram os exemplos das páginas seguintes, para o ambiente econômico brasileiro florescer é bom que ao menos o "homo burocratus" seja extinto para sempre.

1) Os orgãos não se entendem? Azar seu

FORAM NECESSÁRIOS 65 MESES - QUASE CINCO ANOS E MEIO - para a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) conseguir as licenças para a construção da linha de transmissão de energia Funil-Itapebi, na Bahia. Tudo porque a linha passava por um trecho protegido de Mata Atlântica. Os técnicos do Ibama pediam revisão do projeto. Justo. O problema é que a decisão nunca era tomada. "Apresentávamos as mudanças e sempre nos pediam novas coisas", diz José Ailton de Lima, diretor de engenharia e construção da Chesf. Até que o Ministério de Minas e Energia reuniu os envolvidos e resolveu o impasse. O traçado original, de 200 quilômetros, ganhou mais 30 quilômetros para evitar a área protegida. Um final feliz - mas com quase seis anos de atraso.

O maior problema da Chesf hoje está na Bahia. A construção das linhas para distribuir a energia elétrica produzida em 32 parques eólicos deveria ter terminado em junho. A idéia era inaugurá-las com as usinas eólicas, que foram concluídas no prazo. Segundo Lima, a Chesf hoje é como uma bolinha de pingue-pongue que vai de lá para cá numa enorme mesa que fica entre Bahia e Brasília. "O projeto não fica pronto porque os órgãos de Brasília e os da Bahia não se entendem. O que um libera, o outro bloqueia. Nós ficamos no meio", diz Lima. Ele torce para que tudo seja resolvido em janeiro. Assim, as linhas seriam inauguradas em dezembro de 2013. Até lá, os geradores ficarão parados. E o país deixará de produzir energia limpa.

A construção de linhas de transmissão é retardada também por causa de uma imprevidência: por serem consideradas obras de baixo impacto, o governo faz leilão de linhas sem que elas tenham licença prévia aprovada. Sem a licença, torna-se impossível cumprir o prazo acertado no leilão. Um levantamento feito pelo Instituto Acende Brasil em 133 empreendimentos mostra que o prazo médio para a entrega de linhas é de 22 meses. Só que são necessários 19 meses para a obtenção das licenças. "Claro que não dá para construir uma linha em três meses", diz Cláudio Sales, presidente do Acende Brasil. As linhas levam, em média, 13 meses para ficar prontas. Desde 2002, as operadoras do setor deixaram de faturar 1,6 bilhão de reais devido a atrasos no licenciamento das obras. Uma fortuna perdida pelo caminho.

2) Represadas pelos processos judiciais

Advogados que prestam consultoria jurídica para grandes empreendimentos sabem: é preciso fazer tudo para evitar que problemas ambientais nos projetos sejam discutidos na Justiça. A chamada "judicialização" do processo ocorre quando a decisão, em vez de ser tomada por órgãos técnicos, como Ibama ou secretarias estaduais de Meio Ambiente, passa a depender de um juiz. E quase sempre mais complicado. "A área ambiental exige um conhecimento especializado", diz Si- mone Nogueira, advogada do escritório Siqueira Castro. "Se o juiz não dominar o assunto e houver alguma dúvida, vai seguir o princípio de precaução, e a obra ficará paralisada."

Dependendo da obra, o processo de licenciamento ambiental pode parar na Justiça em decorrência do grande número de instituições com poder de opinião: a Funai representa os índios; a Fundação Palmares, os quilombolas; há institutos de patrimônio histórico federal, estaduais e até municipais que zelam por relíquias como fósseis ou vestígios de homens primitivos; o Instituto Chico Mendes protege a biodiversidade; existem até centros que só cuidam das cavernas. Acima de todos eles está o Ministério Público, o grande xerife ambiental, também com vertentes federal e estaduais. Todos desempenham um papel na defesa do meio ambiente. Na prática, o processo é contaminado por ideologias - e é aí que mora o problema. "Em volta das questões técnicas existem visões políticas e ideológicas que complicam as coisas", diz Simone.

O complexo de hidrelétricas que desde agosto de 2011 está em construção no rio Teles Pires, na divisa de Mato Grosso e Pará, já foi alvo de 27 processos que pedem a interrupção das obras. As ações em geral são movidas por queixas de tribos indígenas. Em março, por exemplo, o Ministério Público Federal entrou com ação para impedir a explosão do Salto das Sete Quedas do rio Teles Pires, uma etapa necessária à construção. Durante 18 dias o canteiro ficou parado. O motivo? Essa seria uma área sagrada. Segundo o desembargador federal que analisou o caso, no "luminoso espectro" das águas da cachoeira "existe o avatar do intocável Mágico Criador da cultura ecológica desses povos indígenas", referindo-se às tribos caiabi, mundurucu e apiacá. Crenças à parte, o país precisa decidir, antes de iniciar um empreendimento, o que é mais importante: preservar a cachoeira ou gerar energia limpa dos rios. Tantas ações judiciais dão margem a piadas. "Dizemos que o Brasil criou uma nova fase no processo, além das licenças prévias, de instalação e de operação: é a fase das liminares", diz o advogado Floriano Azevedo Marques. Curiosamente, a refinaria Abreu e Lima, no litoral de Pernambuco, ganhou sua licença ambiental em cinco meses, um recorde para os padrões brasileiros. A refinaria teve como padrinho o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O que espera por uma resposta de outro órgão público uma anuência para liberar o licenciamento ambiental de um empreendimento? Literalmente, uma burocracia paralisante. Uma mineradora de um grande grupo empresarial brasileiro (que pede para não ser identificado) sentiu na pele essa ineficiência. Em 2005, a mineradora precisou da permissão do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav) para que a Fundação Estadual do Meio Ambiente, órgão ambiental de Minas Gerais na época, permitisse a exploração de uma área próxima ao município de Pedro Leopoldo conhecida pela grande quantidade de cavernas e com potencial para a extração de calcário. A empresa já tinha a licença prévia e precisava apenas da anuência do Cecav para conseguir a licença de instalação antes da operação. Era necessária a certeza de que, nas cavernas da área, não havia pinturas rupestres e outros itens de valor histórico que exigiriam preservação. Até aí, tudo bem. O problema surgiu com a demora dos técnicos do Cecav para analisar a região. "Simplesmente não conseguíamos obter resposta", diz o advogado da empresa, Danilo Miranda, do escritório Marcelo Tostes. O técnicos do Cecav levaram seis anos para concluir que não havia nada que impedisse a exploração. A resposta favorável à empresa veio em 2011. Mas era tarde: a licença prévia, com validade de seis anos, expirara. A empresa teve de reiniciar todo o processo - hoje em andamento. E arcar com o prejuízo para refazer os estudos. Haja paciência.

fonte:Revista Exame
HUMOR: Somente os "bons" alunos irão entender


E, aí sabe?
fonte: VALE

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Mineração Caraíba e Atlas Copco: novas tecnologias de perfuração valem ouro

A Mineração Caraíba S/A teve origem no Vale do Curaçá, no município de Jaguarari, na Bahia, e é responsável por gerar aproximadamente 1.200 empregos diretos na região do semiárido nordestino. Inicialmente estatal, foi privatizada em 1994 e atualmente é referência em mineração subterrânea, com uma produção anual de 25 mil toneladas de cobre contido e 4.500 toneladas de catodo de cobre.

Nos últimos anos, a empresa expandiu sua atuação em diversos projetos espalhados pelo norte e nordeste do Brasil. Iniciado em 2002, no município de Nova Xavantina, no Mato Grosso, a Mina de Ouro do Araés é destaque pela produtividade obtida através de tecnologias inovadoras.

“Investimos em perfuradores Atlas Copco frontais (Jumbo Boomer 282) para os avanços de desenvolvimento e lavra, fazendo as perfurações para as detonações e também perfuradores radiais (modelo Simba H1253) para contenções com cabos e injeção de calda de cimento”, informa Sidney Fraguas Junior, gerente geral da Mina em Nova Xavantina.

Segundo ele, todos os equipamentos de mineração da Atlas Copco têm em comum os seguintes fatores que aumentam a produtividade:

- São versáteis e fáceis de manobrar, permitindo operação em uma gama maior de situações e se movimentando mais rapidamente que equipamentos convencionais.
- Consomem pouco combustível, o que fica visível quando comparados com similares utilizados em outras minas.
- Requerem menor manutenção, devido a um projeto mais robusto.

“Nos últimos seis meses, o índice de disponibilidade da frota, calculado através do quociente entre horas programadas no plano de produção e horas não programadas, têm sido de 88%, bem acima dos 70% históricos, estipulados como meta” – comenta o gerente.

O aumento de produtividade também tem sido observado com o uso de rompedores Atlas Copco modelo Escaler e sondas modelo Diamec 232. “São equipamentos robustos, com longa durabilidade e ao mesmo tempo são fáceis de transportar e instalar. Se gasta menos tempo e mão de obra com sua operação e manutenção” – completa Sidney.

Outro fator chave para garantir níveis de produtividade estáveis e confiáveis são os contratos de serviços de mineração que a Mineração Caraíba possui com a Atlas Copco, aproveitando suas décadas de experiência em nível mundial na manutenção de equipamentos subterrâneos e de perfuração.

“Os equipamentos subterrâneos estão sujeitos a uma grande carga de desgaste e a disponibilidade deles é essencial para a produtividade. Por isso, além de investir nos equipamentos, decidimos contratar também sua manutenção de modo programado. Esses contratos incluem também protocolos de inspeção detalhados, mão de obra altamente especializada e garantias estendidas, o que maximiza a disponibilidade e a produtividade. Desse modo, temos mais tempo para focar em nosso negócio, sem precisar nos preocupar com surpresas desagradáveis com relação ao tempo de inatividade não programado e custos inesperados” – explica o gestor da mina.

Nos processos que exigem ar comprimido, a mina utiliza quatro compressores da Atlas Copco – modelos GA 160, GA 30+ FF, GA 110 e GX4 FF. Aqui, a contribuição para a produtividade está na economia de energia. A tecnologia VSD (Variable Speed Drive) desses compressores de ar, também conhecida por “acionamento de velocidade variável”, faz com que o consumo de energia seja reduzido e acompanhe o volume de demanda do ar comprimido que, numa operação de mineração, varia bastante.

Satisfeito com o que a Atlas Copco fornece, o gerente da Mineração Caraíba em Nova Xavantina confirma que a parceria seguirá crescendo. “Estamos apenas começando nossa produção, num projeto com vida útil de mais de 12 anos. Buscaremos sempre soluções que aumentem a produtividade e que também tragam o mínimo impacto ambiental, emitindo menos gases e racionalizando o consumo de óleo diesel e energia elétrica”.

Sobre a Atlas Copco

Fundada em 1873, a Atlas Copco é uma multinacional de origem sueca especializada em produtos e serviços que abrangem desde equipamentos de ar e gás comprimido, geradores, equipamentos de construção e mineração, ferramentas industriais e sistemas de montagem até serviços relacionados, como pós-venda e aluguel. Com uma longa tradição e quase 140 anos de experiência, a Atlas Copco é líder mundial no fornecimento de soluções para a produtividade industrial e inova sempre para oferecer um nível de eficiência inigualável a seus clientes. O objetivo do Grupo Atlas Copco é tornar-se e manter-se Primeiro na Mente — Primeiro na Escolha® para seus clientes e outras partes interessadas, demonstrando valores como interação, comprometimento e inovação, que formaram o passado da empresa, criaram o presente e orientam o futuro.
Produção de ouro no Brasil deverá crescer 25,5% em 4 anos



Uma estimativa divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) aponta que o Brasil deverá produzir 90 toneladas de ouro em 2016. Segundo a previsão, haverá um aumento de 28,5% na produção nacional nos próximos anos. A instituição destacou que o país vai fechar este ano com 70 toneladas de ouro extraídas do solo.

De acordo com o Ibram, a crise na zona do euro e o baixo crescimento dos Estados Unidos, que levam investidores a buscar fontes mais seguras para investir, são os fatores levam a uma maior produção nacional. Em 2010 o Brasil produziu 58 toneladas do metal, enquanto no ano seguinte o volume aumentou oito toneladas. Desde 2008 o preço do ouro no mercado internacional mais que dobrou.

Atualmente o Brasil é o terceiro maior produtor mundial do metal. Neste ano o país deverá exportar 47 toneladas, que vão gerar US$ 2,37 bilhões. O Ibram prevê US$ 1,7 bilhão de investimentos no país em projetos ligados à extração de ouro até 2016.

Fonte: Bahia Econômica
Magnesita avança na diversificação de projetos

A fabricante de refratários Magnesita está determinada a ampliar sua atuação com recursos minerais, estratégia que tem como objetivo a diversificação de suas receitas. Atualmente, a área de recursos minerais da companhia vende talco, magnésia cáustica, alguns outros produtos de menor valor agregado e, dependendo da demanda interna para a produção de refratários, sínter de magnesita.

O plano da companhia é dar início a dois novos projetos ao ano, a partir de 2014. "Não digo que teremos mais 20 minerais em nosso portfólio nos próximos cinco anos, mas ficaríamos decepcionados se estivéssemos apenas com a magnesita e o talco", afirmou Octavio Pereira Lopes, presidente da empresa, em encontro com investidores.

Segundo o executivo, a Magnesita tem atualmente 88 alvarás para exploração mineral e outros 200 pedidos no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Dentro da empresa, uma grande equipe de profissionais está estudando os mercados de minerais e desenvolvendo projetos para a atuação da companhia.

A expansão da atuação em recursos minerais é um projeto antigo da Magnesita, mas acabou adiado, em 2008, por causa da crise financeira global. O que está por trás da estratégia é a busca por diversificação, para reduzir a forte participação dos refratários (que são recipientes resistentes ao calor, para uso industrial) de aço. Nos primeiros nove meses deste ano, as vendas de soluções refratárias para a siderurgia corresponderam por 25% das receitas totais da companhia, que totalizaram R$ 1,8 bilhão. Enquanto isso, a área de minerais foi responsável por apenas 1,6% do faturamento, com R$ 30,6 milhões. "Queremos estar preparados para momentos de baixa do mercado, com fonte de matéria-prima que nos garantam maior resiliência."

fonte: Valor Econômico