quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Mineração brasileira bate recordes


A produção mineral brasileira deve atingir mais de US$55 bilhões em 2012. Crescemos mais de 1000% desde 1999 e passamos a ser o destino de mais de 20% do investimento global. Mesmo assim a mineração ainda corresponde a uma fatia muito pequena do PIB Brasileiro de 2.4 trilhões de dólares.
fonte:Geólogo

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fonte: VALE
Brasil é o país que menos investe em pesquisa no setor de mineração


O Brasil figura entre os dez maiores produtores minerais do mundo, mas, entre os líderes do ranking, é o que menos investe em pesquisa no setor.O país responde por 3% do total do investimento privado mundial em exploração mineral, que chega a US$ 10,7 bilhões.

O montante investido pelo Brasil, de US$ 321 milhões, é igual ao da Argentina, cuja área territorial corresponde a menos que um terço da brasileira. O Chile, com o equivalente a apenas 9% do território brasileiro, investiu US$ 535 milhões em pesquisa, o mesmo valor que foi aplicado pelo Peru.

Os dados fazem parte do Sistema de Informações e Análises da Economia Mineral Brasileira 2011 do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração).Apesar da performance ruim na comparação com outros países, os números brasileiros cresceram.

Dados do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), do governo federal, mostram que as autorizações para pesquisa de minério de ferro avançaram de 75, em 2000, para 9.098 ao longo do ano passado.

Explosão em mina de cobre mata dois operários no Chile

Dois operários morreram em explosão, dentro de uma mina de cobre, no Chile. O acidente aconteceu na cidade de Andacollo, região de Coquimbo.

Os mineiros foram atingidos quando detonavam as pedras para extrair mineral. Um terceiro operário conseguiu escapar.

A jazida, de 50 metros de profundidade, foi inaugurada em novembro. A polícia investiga o caso.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Belo Monte abre caminho para garimpo bilionário no Rio Xingu


A hidrelétrica de Belo Monte vai abrir caminho para um grande projeto de exploração de ouro na Volta Grande do Rio Xingu, o trecho que será mais impactado pela obra, com a perda de até 80% de sua vazão. A companhia Belo Sun Mining Corporation, com sede no Canadá, apresenta o empreendimento como o “maior projeto de ouro em desenvolvimento no Brasil”.

A previsão é de um investimento total de pouco mais de US$ 1 bilhão e de que, em 11 anos de operação, deverão ser produzidas 51,2 toneladas de ouro, uma média de 4,6 toneladas de ouro por ano.

O Ministério Público Federal (MPF) em Altamira (PA) já começou a investigar o projeto Belo Sun Mining, que está sendo licenciado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Pará (Sema).

O Relatório de Impacto Ambiental (Rima) do projeto, no entanto, não leva em consideração a barragem e por isso não avalia os impactos cumulativos que um empreendimento desse porte poderá causar numa região sob severo dano ambiental.

A hidrelétrica só é mencionada na parte sobre fornecimento de energia, mas na verdade a mudança na vazão e no curso do rio vai viabilizar a implantação da mina pela Belo Sun Mining Corporation.

A procuradora da República Thais Santi questiona a realização de um empreendimento desse porte em uma área já fragilizada com a instalação da usina de Belo Monte, justamente a região que é afetada pelo desvio da vazão do Xingu para alimentar as turbinas da hidrelétrica.

O MPF questiona a ausência de informações sobre impactos aos indígenas na Volta Grande. Não há estudos e a Fundação Nacional do Índio (Funai) sequer foi consultada para o licenciamento.

Construção da barragem de Belo Monte

O MPF solicitou ao Departamento Nacional de Produção Mineral informações sobre as licenças de exploração que a empresa Belo Sun Mining Corporation tenha na região do Xingu. De acordo com o site da empresa, trata-se de um empreendimento com sede no Canadá e “portfolio” no Brasil.

- Belo Sun Mining está pesquisando ouro ao longo dos cinturões mais ricos em minério no norte do Brasil, uma região com vasta riqueza mineral e uma indústria mineradora vibrante e moderna. O Brasil tem uma indústria de mineração de importância mundial com um potencial de exploração considerável. O Brasil também tem clima político favorável, com um código de mineração recentemente modernizado e, apesar destas condições geológicas, permanece largamente inexplorado – diz o site da empresa na internet.

A companhia informa que detém os direitos de pesquisa e lavra em uma área de 1.305 quilômetros quadrados que é conhecida pela mineração artesanal. É uma das preocupações do MPF, já que, de acordo com os moradores das ilhas da Volta Grande do Xingu, eles ainda detém os direitos de lavra na região.

Cupins são usados para encontrar minas de ouro

Em vez de cálculos renais, os cupins têm "cálculos auríferos". 

Cupins mineiros

Minas normalmente são encontradas por geólogos, usando técnicas como geoquímica e geofísica.

Mas agora eles estão recebendo uma mãozinha dos entomologistas, biólogos especializados em insetos.

Entomologistas australianos descobriram que cupins e formigas são excelentes indicadores da existência de minas de ouro e outros minerais.

No primeiro teste da nova técnica, um cupinzeiro com uma concentração anormal de ouro indicou a existência de um grande depósito aurífero até então desconhecido no subsolo do local.

Assinaturas minerais

"Estamos usando insetos para ajudar a encontrar ouro e outros depósitos minerais. Estes recursos estão se tornando cada vez mais difíceis de encontrar porque grande parte da paisagem australiana é coberta por uma camada de material erodido que mascara o que está escondido nas profundezas," disse Aaron Stewart, do centro de pesquisas CSIRO.

Mas nada fica escondido dos cupins e formigas, que escavam profundamente abaixo da camada erodida, alcançando estratos que revelam traços daquilo que está escondido ainda mais abaixo.

E, para sorte dos mineradores, eles trazem essas "assinaturas minerais" para a superfície.

A expectativa dos pesquisadores é que a análise química dos cupinzeiros e formigueiros, e mesmo dos insetos, evite as caras e frequentemente infrutíferas perfurações de sondagem que são feitas em busca dos minerais no subsolo.

Afinal, os insetos já fizeram toda a perfuração e trouxeram os testemunhos de sondagem para a superfície.

Imagens do corpo de um cupim mostrando a concentração de outros cinco metais - cobre (Cu), zinco (Zn), ferro (Fe), cálcio (Ca) e manganês (Mn). 

Cálculos de ouro

O Dr. Stewart demonstrou também que os insetos trazem a assinatura dos metais presentes no solo bem impressa em seus corpos.

"Nós descobrimos que os metais se acumulam no sistema excretor dos cupins," diz ele.

"Ainda que os insetos não concentrem metais em seus corpos, eles se livram ativamente dos metais em excesso. Este processo se revela pela formação de pequenas pedras, muito parecidas com as pedras nos rins das pessoas. Esta descoberta é importante porque essas excreções são uma força atuante na redistribuição dos metais próximo à superfície," explicou Stewart.

E um indicador muito forte de que algo valioso pode estar se escondendo por debaixo dos cupinzeiros.

Os resultados deverão atrair a atenção de cientistas de outras partes do mundo, sobretudo em países ricos em minerais como o Brasil e a África do Sul.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Revista Exame aborda excesso de burocracia para obter licença ambiental 



A quinta reportagem da série de EXAME sobre o ambiente de negócios mostra como exageros da lei ambiental e órgãos públicos que não se entendem podem travar a economia

O filme d maior sucesso da história do cinema, Avatar, mostra a vida dos Na'vi, habitantes do planeta Pandora. Seres azuis de mais de 3 metros, os Na'vi vivem em harmonia com a natureza. Para eles, um animal sacrificado para servir de alimento merece uma oração antes de ir para a panela. Os seres humanos estão longe de ter tal veneração. Por isso, os países civilizados têm leis rigorosas para proteger o meio ambiente. O Brasil segue o exemplo dos países ricos. Só que vive um dilema: eles já chegaram lá, nós não. Para nos desenvolver, precisamos de estradas, portos e usinas - obras que causam impacto. E esse impacto tem de ser o menor possível. Até aí, todos de acordo. O problema é que, no afã de cuidar do meio ambiente, o Brasil construiu um sistema quase incompreensível. Para obter uma licença ambiental, é preciso lidar com 20 repartições - na Dinamarca são cinco. Pior: os órgãos estão despreparados para atender às demandas de um país que tenta tirar sua infraestrutura do buraco. "Nossas instituições não acompanharam o crescimento econômico", diz Roberto Messias, ex-presidente do Ibama, o principal órgão do setor. Em 2007, o Ibama tinha 980 projetos à espera de licenças. Hoje, são 1 557.

Tome-se o exemplo de um projeto de estaleiro em Biguaçu, em Santa Catarina. O investimento, de 2 bilhões de reais, geraria 10 000 empregos. Em 2010, o projeto, da OSX, do empresário Eike Batista, foi cancelado porque o Instituto Chico Mendes, em defesa de 60 golfinhos que seriam molestados pelas obras, fez pressão para que a licença não saísse. O estaleiro foi para o Rio de Janeiro - pior para Santa Catarina. Muitas vezes, o empecilho vem de uma espécie animal específica: o "homo burocratus". Esse ser cria trâmites intermináveis. Há cinco anos, a hidrelétrica de Pai Querê, entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, aguarda licença para sair do papel. Como mostram os exemplos das páginas seguintes, para o ambiente econômico brasileiro florescer é bom que ao menos o "homo burocratus" seja extinto para sempre.

1) Os orgãos não se entendem? Azar seu

FORAM NECESSÁRIOS 65 MESES - QUASE CINCO ANOS E MEIO - para a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) conseguir as licenças para a construção da linha de transmissão de energia Funil-Itapebi, na Bahia. Tudo porque a linha passava por um trecho protegido de Mata Atlântica. Os técnicos do Ibama pediam revisão do projeto. Justo. O problema é que a decisão nunca era tomada. "Apresentávamos as mudanças e sempre nos pediam novas coisas", diz José Ailton de Lima, diretor de engenharia e construção da Chesf. Até que o Ministério de Minas e Energia reuniu os envolvidos e resolveu o impasse. O traçado original, de 200 quilômetros, ganhou mais 30 quilômetros para evitar a área protegida. Um final feliz - mas com quase seis anos de atraso.

O maior problema da Chesf hoje está na Bahia. A construção das linhas para distribuir a energia elétrica produzida em 32 parques eólicos deveria ter terminado em junho. A idéia era inaugurá-las com as usinas eólicas, que foram concluídas no prazo. Segundo Lima, a Chesf hoje é como uma bolinha de pingue-pongue que vai de lá para cá numa enorme mesa que fica entre Bahia e Brasília. "O projeto não fica pronto porque os órgãos de Brasília e os da Bahia não se entendem. O que um libera, o outro bloqueia. Nós ficamos no meio", diz Lima. Ele torce para que tudo seja resolvido em janeiro. Assim, as linhas seriam inauguradas em dezembro de 2013. Até lá, os geradores ficarão parados. E o país deixará de produzir energia limpa.

A construção de linhas de transmissão é retardada também por causa de uma imprevidência: por serem consideradas obras de baixo impacto, o governo faz leilão de linhas sem que elas tenham licença prévia aprovada. Sem a licença, torna-se impossível cumprir o prazo acertado no leilão. Um levantamento feito pelo Instituto Acende Brasil em 133 empreendimentos mostra que o prazo médio para a entrega de linhas é de 22 meses. Só que são necessários 19 meses para a obtenção das licenças. "Claro que não dá para construir uma linha em três meses", diz Cláudio Sales, presidente do Acende Brasil. As linhas levam, em média, 13 meses para ficar prontas. Desde 2002, as operadoras do setor deixaram de faturar 1,6 bilhão de reais devido a atrasos no licenciamento das obras. Uma fortuna perdida pelo caminho.

2) Represadas pelos processos judiciais

Advogados que prestam consultoria jurídica para grandes empreendimentos sabem: é preciso fazer tudo para evitar que problemas ambientais nos projetos sejam discutidos na Justiça. A chamada "judicialização" do processo ocorre quando a decisão, em vez de ser tomada por órgãos técnicos, como Ibama ou secretarias estaduais de Meio Ambiente, passa a depender de um juiz. E quase sempre mais complicado. "A área ambiental exige um conhecimento especializado", diz Si- mone Nogueira, advogada do escritório Siqueira Castro. "Se o juiz não dominar o assunto e houver alguma dúvida, vai seguir o princípio de precaução, e a obra ficará paralisada."

Dependendo da obra, o processo de licenciamento ambiental pode parar na Justiça em decorrência do grande número de instituições com poder de opinião: a Funai representa os índios; a Fundação Palmares, os quilombolas; há institutos de patrimônio histórico federal, estaduais e até municipais que zelam por relíquias como fósseis ou vestígios de homens primitivos; o Instituto Chico Mendes protege a biodiversidade; existem até centros que só cuidam das cavernas. Acima de todos eles está o Ministério Público, o grande xerife ambiental, também com vertentes federal e estaduais. Todos desempenham um papel na defesa do meio ambiente. Na prática, o processo é contaminado por ideologias - e é aí que mora o problema. "Em volta das questões técnicas existem visões políticas e ideológicas que complicam as coisas", diz Simone.

O complexo de hidrelétricas que desde agosto de 2011 está em construção no rio Teles Pires, na divisa de Mato Grosso e Pará, já foi alvo de 27 processos que pedem a interrupção das obras. As ações em geral são movidas por queixas de tribos indígenas. Em março, por exemplo, o Ministério Público Federal entrou com ação para impedir a explosão do Salto das Sete Quedas do rio Teles Pires, uma etapa necessária à construção. Durante 18 dias o canteiro ficou parado. O motivo? Essa seria uma área sagrada. Segundo o desembargador federal que analisou o caso, no "luminoso espectro" das águas da cachoeira "existe o avatar do intocável Mágico Criador da cultura ecológica desses povos indígenas", referindo-se às tribos caiabi, mundurucu e apiacá. Crenças à parte, o país precisa decidir, antes de iniciar um empreendimento, o que é mais importante: preservar a cachoeira ou gerar energia limpa dos rios. Tantas ações judiciais dão margem a piadas. "Dizemos que o Brasil criou uma nova fase no processo, além das licenças prévias, de instalação e de operação: é a fase das liminares", diz o advogado Floriano Azevedo Marques. Curiosamente, a refinaria Abreu e Lima, no litoral de Pernambuco, ganhou sua licença ambiental em cinco meses, um recorde para os padrões brasileiros. A refinaria teve como padrinho o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O que espera por uma resposta de outro órgão público uma anuência para liberar o licenciamento ambiental de um empreendimento? Literalmente, uma burocracia paralisante. Uma mineradora de um grande grupo empresarial brasileiro (que pede para não ser identificado) sentiu na pele essa ineficiência. Em 2005, a mineradora precisou da permissão do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav) para que a Fundação Estadual do Meio Ambiente, órgão ambiental de Minas Gerais na época, permitisse a exploração de uma área próxima ao município de Pedro Leopoldo conhecida pela grande quantidade de cavernas e com potencial para a extração de calcário. A empresa já tinha a licença prévia e precisava apenas da anuência do Cecav para conseguir a licença de instalação antes da operação. Era necessária a certeza de que, nas cavernas da área, não havia pinturas rupestres e outros itens de valor histórico que exigiriam preservação. Até aí, tudo bem. O problema surgiu com a demora dos técnicos do Cecav para analisar a região. "Simplesmente não conseguíamos obter resposta", diz o advogado da empresa, Danilo Miranda, do escritório Marcelo Tostes. O técnicos do Cecav levaram seis anos para concluir que não havia nada que impedisse a exploração. A resposta favorável à empresa veio em 2011. Mas era tarde: a licença prévia, com validade de seis anos, expirara. A empresa teve de reiniciar todo o processo - hoje em andamento. E arcar com o prejuízo para refazer os estudos. Haja paciência.

fonte:Revista Exame
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fonte: VALE

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Mineração Caraíba e Atlas Copco: novas tecnologias de perfuração valem ouro

A Mineração Caraíba S/A teve origem no Vale do Curaçá, no município de Jaguarari, na Bahia, e é responsável por gerar aproximadamente 1.200 empregos diretos na região do semiárido nordestino. Inicialmente estatal, foi privatizada em 1994 e atualmente é referência em mineração subterrânea, com uma produção anual de 25 mil toneladas de cobre contido e 4.500 toneladas de catodo de cobre.

Nos últimos anos, a empresa expandiu sua atuação em diversos projetos espalhados pelo norte e nordeste do Brasil. Iniciado em 2002, no município de Nova Xavantina, no Mato Grosso, a Mina de Ouro do Araés é destaque pela produtividade obtida através de tecnologias inovadoras.

“Investimos em perfuradores Atlas Copco frontais (Jumbo Boomer 282) para os avanços de desenvolvimento e lavra, fazendo as perfurações para as detonações e também perfuradores radiais (modelo Simba H1253) para contenções com cabos e injeção de calda de cimento”, informa Sidney Fraguas Junior, gerente geral da Mina em Nova Xavantina.

Segundo ele, todos os equipamentos de mineração da Atlas Copco têm em comum os seguintes fatores que aumentam a produtividade:

- São versáteis e fáceis de manobrar, permitindo operação em uma gama maior de situações e se movimentando mais rapidamente que equipamentos convencionais.
- Consomem pouco combustível, o que fica visível quando comparados com similares utilizados em outras minas.
- Requerem menor manutenção, devido a um projeto mais robusto.

“Nos últimos seis meses, o índice de disponibilidade da frota, calculado através do quociente entre horas programadas no plano de produção e horas não programadas, têm sido de 88%, bem acima dos 70% históricos, estipulados como meta” – comenta o gerente.

O aumento de produtividade também tem sido observado com o uso de rompedores Atlas Copco modelo Escaler e sondas modelo Diamec 232. “São equipamentos robustos, com longa durabilidade e ao mesmo tempo são fáceis de transportar e instalar. Se gasta menos tempo e mão de obra com sua operação e manutenção” – completa Sidney.

Outro fator chave para garantir níveis de produtividade estáveis e confiáveis são os contratos de serviços de mineração que a Mineração Caraíba possui com a Atlas Copco, aproveitando suas décadas de experiência em nível mundial na manutenção de equipamentos subterrâneos e de perfuração.

“Os equipamentos subterrâneos estão sujeitos a uma grande carga de desgaste e a disponibilidade deles é essencial para a produtividade. Por isso, além de investir nos equipamentos, decidimos contratar também sua manutenção de modo programado. Esses contratos incluem também protocolos de inspeção detalhados, mão de obra altamente especializada e garantias estendidas, o que maximiza a disponibilidade e a produtividade. Desse modo, temos mais tempo para focar em nosso negócio, sem precisar nos preocupar com surpresas desagradáveis com relação ao tempo de inatividade não programado e custos inesperados” – explica o gestor da mina.

Nos processos que exigem ar comprimido, a mina utiliza quatro compressores da Atlas Copco – modelos GA 160, GA 30+ FF, GA 110 e GX4 FF. Aqui, a contribuição para a produtividade está na economia de energia. A tecnologia VSD (Variable Speed Drive) desses compressores de ar, também conhecida por “acionamento de velocidade variável”, faz com que o consumo de energia seja reduzido e acompanhe o volume de demanda do ar comprimido que, numa operação de mineração, varia bastante.

Satisfeito com o que a Atlas Copco fornece, o gerente da Mineração Caraíba em Nova Xavantina confirma que a parceria seguirá crescendo. “Estamos apenas começando nossa produção, num projeto com vida útil de mais de 12 anos. Buscaremos sempre soluções que aumentem a produtividade e que também tragam o mínimo impacto ambiental, emitindo menos gases e racionalizando o consumo de óleo diesel e energia elétrica”.

Sobre a Atlas Copco

Fundada em 1873, a Atlas Copco é uma multinacional de origem sueca especializada em produtos e serviços que abrangem desde equipamentos de ar e gás comprimido, geradores, equipamentos de construção e mineração, ferramentas industriais e sistemas de montagem até serviços relacionados, como pós-venda e aluguel. Com uma longa tradição e quase 140 anos de experiência, a Atlas Copco é líder mundial no fornecimento de soluções para a produtividade industrial e inova sempre para oferecer um nível de eficiência inigualável a seus clientes. O objetivo do Grupo Atlas Copco é tornar-se e manter-se Primeiro na Mente — Primeiro na Escolha® para seus clientes e outras partes interessadas, demonstrando valores como interação, comprometimento e inovação, que formaram o passado da empresa, criaram o presente e orientam o futuro.
Produção de ouro no Brasil deverá crescer 25,5% em 4 anos



Uma estimativa divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) aponta que o Brasil deverá produzir 90 toneladas de ouro em 2016. Segundo a previsão, haverá um aumento de 28,5% na produção nacional nos próximos anos. A instituição destacou que o país vai fechar este ano com 70 toneladas de ouro extraídas do solo.

De acordo com o Ibram, a crise na zona do euro e o baixo crescimento dos Estados Unidos, que levam investidores a buscar fontes mais seguras para investir, são os fatores levam a uma maior produção nacional. Em 2010 o Brasil produziu 58 toneladas do metal, enquanto no ano seguinte o volume aumentou oito toneladas. Desde 2008 o preço do ouro no mercado internacional mais que dobrou.

Atualmente o Brasil é o terceiro maior produtor mundial do metal. Neste ano o país deverá exportar 47 toneladas, que vão gerar US$ 2,37 bilhões. O Ibram prevê US$ 1,7 bilhão de investimentos no país em projetos ligados à extração de ouro até 2016.

Fonte: Bahia Econômica
Magnesita avança na diversificação de projetos

A fabricante de refratários Magnesita está determinada a ampliar sua atuação com recursos minerais, estratégia que tem como objetivo a diversificação de suas receitas. Atualmente, a área de recursos minerais da companhia vende talco, magnésia cáustica, alguns outros produtos de menor valor agregado e, dependendo da demanda interna para a produção de refratários, sínter de magnesita.

O plano da companhia é dar início a dois novos projetos ao ano, a partir de 2014. "Não digo que teremos mais 20 minerais em nosso portfólio nos próximos cinco anos, mas ficaríamos decepcionados se estivéssemos apenas com a magnesita e o talco", afirmou Octavio Pereira Lopes, presidente da empresa, em encontro com investidores.

Segundo o executivo, a Magnesita tem atualmente 88 alvarás para exploração mineral e outros 200 pedidos no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Dentro da empresa, uma grande equipe de profissionais está estudando os mercados de minerais e desenvolvendo projetos para a atuação da companhia.

A expansão da atuação em recursos minerais é um projeto antigo da Magnesita, mas acabou adiado, em 2008, por causa da crise financeira global. O que está por trás da estratégia é a busca por diversificação, para reduzir a forte participação dos refratários (que são recipientes resistentes ao calor, para uso industrial) de aço. Nos primeiros nove meses deste ano, as vendas de soluções refratárias para a siderurgia corresponderam por 25% das receitas totais da companhia, que totalizaram R$ 1,8 bilhão. Enquanto isso, a área de minerais foi responsável por apenas 1,6% do faturamento, com R$ 30,6 milhões. "Queremos estar preparados para momentos de baixa do mercado, com fonte de matéria-prima que nos garantam maior resiliência."

fonte: Valor Econômico

domingo, 16 de dezembro de 2012

Os que levam o nosso ouro 




No dia 18 de outubro, com o título de A Golden Solution for Europe´s Sovereign-Debt Crisis, o Wall Street Journal voltou a chamar a atenção para uma verdade tão simples quanto milenar: a importância estratégica do ouro para o poder nacional, e como reserva real de valor em épocas de crise. A ideia, agora, segundo o diário econômico norte-americano, seria utilizar as reservas em ouro de alguns dos países europeus mais endividados, como garantia parcial da dívida soberana desses países, para baixar o custo dos juros que são pagos aos investidores.

Essa estratégia faria pouca diferença no caso da França e da Alemanha, que continuam pagando juros baixos, apesar da crise. E de quase nada serviria no caso de países que têm baixas reservas em ouro com relação a suas pesadas dívidas, como a Espanha, com 282 toneladas; e a Grécia, com 112. Mas traria grande alívio para países como a Itália, com 2.450 toneladas — o segundo maior possuidor de ouro da Europa — ou mesmo para Portugal, cujas 382 toneladas representam valor ponderável com relação ao tamanho da sua economia.

No caso da Itália, suas reservas em ouro poderiam garantir 24% de suas necessidades de endividamento para enfrentar a crise nos próximos dois anos. Portugal supriria, com seu ouro, 30% do que necessita, o que o ajudaria a baixar os juros que remuneram seus bônus soberanos a patamares mais próximos das taxas anteriores à crise.

Enquanto os bancos centrais do mundo inteiro promoveram nova corrida ao ouro, desde o início da crise, em 2008 o México, por exemplo, passou de sete toneladas para mais de cem toneladas em poucos meses — esse não foi o caso do Brasil. Do país saiu grande parte do ouro que está nas reservas de Portugal e do que foi parar na Inglaterra, financiando a Revolução Industrial Inglesa e, por meio dela, a indústria norte-americana. Foi o ouro de Minas — conforme a lúcida observação do historiador alemão Sombart — que assegurou o poderio geopolítico anglo-saxão nos séculos 18 e 19 e, em consequência, no século passado.

O Brasil, no entanto, não só não aumentou suas reservas de ouro nos últimos dez anos — que continuam sendo absurdas escassas 33,3 toneladas — como ignora o ouro como fator estratégico nacional. O ouro quintuplicou seu valor nos últimos 15 anos (de U$ 300 para U$ 1.600 a onça-troy). Mesmo com o esgotamento de nossas jazidas históricas de superfície, somos o décimo produtor do planeta — e há reservas, ainda não avaliadas, em veios profundos.

Hoje, o ouro que temos representa, em valor, menos de 5% das nossas reservas internacionais, aplicadas principalmente em títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Mais relevante do que saber se é importante, ou não, aumentá-las comprando ouro, é saber qual é a estratégia — se é que ela existe — do Brasil com relação ao metal que sempre teve e continuará a ter importância maior na economia do mundo.

O ouro é tão importante, do ponto de vista da soberania e do desenvolvimento nacional, que a sua administração não pode ser deixada, como ocorre hoje, apenas ao Banco Central, como condutor da política monetária, ou ao DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral).

Estamos tratando do ouro como se trata do minério de ferro ou da bauxita. Cinco grandes multinacionais controlam 90% da produção industrial de ouro no Brasil. Quatro, por “coincidência” são do Canadá: Kinross, Yamana, Jaguar Mining e Aura Gold, e a quinta é a AngloGold Ashanti, com sede na África do Sul. A maior delas, a Kinross, atua em Paracatu, Minas Gerais. Nesse município mineiro, de onde saiu muito ouro no tempo do Brasil Colônia, a multinacional é dona de 10.942 hectares e fatura aproximadamente um bilhão de dólares por ano.

Mas a corrida em busca do ouro — pelos estrangeiros — está longe de terminar. Como não existe política federal de defesa dessa riqueza, outras empresas estão chegando, de forma nem sempre isenta de problemas. A empresa Belo Sun Mining que, por estranho acaso, também é canadense, e possui 42 processos de licenciamento no DNPM, entre eles 27 em fase de autorização de pesquisa, obteve, em processo acelerado, licenciamento da Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Pará, para implantar enorme complexo de exploração de ouro a apenas 20 quilômetros da barragem principal de Belo Monte, na região de Altamira, na Volta Grande do Rio Xingu.

Trata-se, segundo a empresa, de investimento de um bilhão de dólares, e da maior mina de ouro do país — com previsão de 12 anos de extração de 4.684 quilos por ano até que se esgotem as reservas. Não obstante isso — o que mostra a total falta de planejamento e coordenação na política do ouro no Brasil, o governo federal só tomou conhecimento da dimensão do projeto quando a multinacional organizou audiência pública na cidade de Senador José Porfírio, no Pará, em 13 de setembro deste ano.

Como primeira medida, a Belo Sun fretou todas as embarcações que fazem o percurso desde a cidade de Vitória do Xingu, deixando sem transporte os membros do Ministério Público, obrigados a se deslocar em barco cedido pela Secretaria de Educação da cidade. A participação do defensor público designado pelas comunidades locais para representá-las, Fábio Rangel, foi cerceada pelo representante da multinacional canadense, que também filtrou, pessoalmente, as perguntas que eram encaminhadas pelo público, exclusivamente por escrito, na presença do secretário de Meio Ambiente do Pará, José Alberto da Silva Colares.

Diante da situação, a procuradora do Ministério Público Federal, Thais Santi Cardoso da Silva, tomou a decisão de embargar a reunião, e o procurador do Ministério Público Estadual, Luciano Augusto, exigiu que se marcasse também audiência para a cidade de Altamira, que será afetada pelo empreendimento, no qual se prevê a ocupação de 2.700 pessoas.

Os Estados Unidos possuem, em suas arcas, mais de 8.500 toneladas de ouro. A Alemanha, quase 3.500, a França e a Itália, cerca de 2.500, a China, a Rússia e o Japão, cerca de mil toneladas. E o Brasil, quinto maior país do mundo em extensão territorial, e a sexta maior economia, possui menos de 34 toneladas. Não é por acaso que os países mais importantes do mundo são também os maiores estocadores de ouro, e continuam comprando. Tampouco é por acaso que o ouro rendeu cinco vezes mais que a Bolsa de São Paulo nos últimos dez anos. Ou os que acumulam ouro estão errados, ou somos nós os negligentes.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Mineradora vai explorar um bilhão de toneladas de ferro 


O governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), acompanhado do vice-governador José Thomas Nonô (DEM), e de secretários, conheceu na manhã desta terça-feira (11) o projeto da planta industrial da Mineração Vale Verde, localizada na Lagoa da Laje, município de Craíbas. O governador foi recebido pelo presidente da Aura Minerais, James Bannantine, que explora minas nos países Canadá, México e Honduras.

O Projeto Serrote da Laje está localizado em uma região de caatinga muita árida, no entanto muito promissora. O investimento é da ordem de 500 milhões de dólares, que serão investidos na exploração das minas de cobre e ferro. Em agosto de 2013, serão iniciadas as obras de construção e a exploração dos minérios tem início em 2015. A construção terá um período de dois anos e meio com um período de 16 anos de exploração de cobre e ferro.

Serão explorados um bilhão de toneladas de ferro e 250 mil toneladas de cobre. Todos os recursos para a captação, como água e energia, estão sendo viabilizados pelo governo do Estado para um período de 20 anos. De acordo com o projeto da Mineradora Vale Verde, a mão de obra local será priorizada proporcionando o avanço da economia regional com a circulação do capital. As jazidas estão concentradas nos municípios de Arapiraca, Igaci e Craíbas, com dois terços do minério no município de Craíbas.

Desenvolvimento completo

O projeto vai fortalecer a indústria, o comércio e o transporte, proporcionando um desenvolvimento completo na região, assegurou o governador Teotonio Vilela Filho. "Será um desenvolvimento integrado fixando o homem no campo produzindo e gerando emprego e renda", completou o governador. No período da construção, o projeto vai oferecer 1.200 empregos diretos.

O vice-governador José Thomas Nonô, que preside o Conselho Estadual do Meio Ambiente, explicou que a obra vai causar o mínimo impacto possível ao meio ambiente. Será proporcionada pelo governo do Estado energia segura e constante, além da construção da nova adutora por meio de uma Parceria Pública Privada (PPP), cujas obras já foram iniciadas. A adutoria deverá fornecer água para Arapiraca e região por um período de 20 anos.

O cobre nacional vai substituir o produto importado do Chile e do Peru e será importante para a economia de Alagoas e do Brasil, destacou o governador. De acordo com os técnicos da Mineradora Vale Verde, serão processados 20 mil toneladas dia de minério utilizando água sem tratamento para fazer separação. Essa água será recuperada, segundo os técnicos.

A exploração da Vale Verde vai impulsionar o transporte rodoviário, ferroviário e marítimo no Estado e vai fazer fluir a produção com segurança para o grupo empreendedor. Para garantir mão de obra qualificada, foram proporcionados pela Mineradora Vale Verde 40 mil horas de treinamento, capacitando cinco mil pessoas em inúmeras atividades profissionais.

Indicadores


Vilela destacou que o governo do Estado está revertendo os indicadores cruéis do Estado que passou um período de 30 anos sem receber empreendimentos de grande porte. De acordo com o governador, só a Braskem proporcionou um investimento de um bilhão em Alagoas. Ele ressaltou também a implantação de hotéis e a construção do Canal do Sertão, que vai trazer o Rio São Francisco para o Sertão, tornando uma região um "Eldorado" na produção frutas, legumes e hortaliças.

A mineradora vai gerar cerca de 3.500 empregos entre diretos e indiretos em Alagoas, com um investimento aproximado de R$ 1 bilhão. A unidade industrial já tem recursos minerais para produzir pelos próximos 18 anos.

No encontro em Craíbas, foi apresentado o cronograma de execução das obras, que foi discutido com o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Luiz Otavio Gomes, em reunião na cidade de Washington (EUA), no mês de novembro deste ano. A Vale Verde trabalha com a perspectiva de iniciar a construção da unidade no início do segundo semestre de 2013.


A mineradora pode ser considerada mais uma grande conquista da atual gestão de governo. A empresa vai expandir um segmento muito importante dentro da economia e empregará centenas de pessoas na Região Metropolitana do Agreste [RMA] fator que garante a desconcentração dos investimentos”, declarou o secretário Luiz Otavio Gomes.

O encontro em Craíbas, contou com a presença do prefeito de Craíbas Edielson Leite, prefeito eleito de Girau do Ponciano Fábio Aurélio, prefeito eleito de Lagoa da Canoa, Álvaro Melo, secretário de Estado da Articulação Política, Rogério Teófilo, representante da Governadoria do Agreste, Francisco Azevedo, vereadores por Arapiraca, Josias Albuquerque e Tarcizo Freire, ambos do (PSD), além do vereador eleito por Arapiraca Fabiano Leão (PSDB).


fonte:Tribuna Hoje
Buriti dos Montes terá exploração de opala


A Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Tecnológico (Sedet) anuncia para 2013 a exploração de novasminas de opala no Piauí, além da cidade de Pedro II, o município de Buriti dos Montes apresenta potencial para extração do minério.

As pesquisas foram realizadas em parceria com empresa pública Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). “Teremos a entrada de mais uma cidade na exploração da opala, Buriti dos Montes, onde, hoje, acontece apenas na cidade de Pedro II. O que foi feito através da Finep”, explica o secretário Warton Santos

Buriti dos Montes apresenta grande potencial para exploração de opala. A cidade fica localizada a 180 quilômetros de Pedro II, atualmente única cidade no Brasil onde existe exploração da pedra.

Dentre outros projetos da Sedet, para o ano de 2013, está a implantação de secadores solares móveis, a serem utilizados para a secagem das folhas de carnaúba para obtenção de cera. “Com a utilização dos secadores solares poderemos ampliar nossa capacidade de exportação de cera de carnaúba em cerca de 30%”, afirma Warton Santos.

fonte: Portal Piauiense de Notícias

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Maior depósito de carbono da Terra está no núcleo



Maior depósito de carbono da Terra

Usando simulações computadorizadas, geólogos acreditam ter solucionado um mistério de longa data: o que pode explicar a densidade do núcleo da Terra?

As simulações mostram que o núcleo da Terra contém entre 0,1 e 0,8 por cento de carbono.

Isto é de longe a maior reserva de carbono do planeta.

"Nós conhecíamos a densidade do núcleo, e sabíamos que o ferro e o níquel sozinhos não conseguiam explicar essa densidade," explica o professor Qing Zhu Yin, da Universidade da Califórnia em Davis. "Você precisa de algo mais leve".

O carbono era um dos principais candidatos a cumprir esse papel. Mas também poderia ser o silício, oxigênio, fósforo, magnésio, hidrogênio ou nitrogênio.

Natureza da Terra

Como mesmo o buraco mais fundo da Terra mal arranhará a crosta, Yin e seu colega Yigang Zhang, da Academia Chinesa de Ciências, foram para os simuladores.

"Nós trabalhamos com cerca de 260 átomos para tentar simular a formação da Terra," explica Yin. "Nós atribuímos a cada um suas propriedades básicas e deixamos a mecânica quântica fazer seu trabalho no computador.

"Agora sabemos como explicar o déficit de densidade" do núcleo da Terra, garantem os geólogos.

Um conhecimento exato da influência do carbono ajudará a compreender melhor a idade da Terra e o momento exato da formação do núcleo no processo global de formação do planeta.

"Estamos falando sobre a compreensão da natureza da Terra," disse Yin. "Agora poderemos entender melhor os processos físicos e químicos envolvidos na formação da Terra."