quarta-feira, 23 de maio de 2012

A Fluorescência dos Minerais
 

Uma das propriedades mais interessantes dos minerais, embora exibida por apenas poucos deles, é a fluorescência. Além de ajudar na sua identificação, ela surpreende pelas cores inusitadas que leva ao mineral a mostrar.

Para entender o que é fluorescência, vejamos primeiro o que é luminescência.
Dá-se esse nome à uma emissão de luz temporária e com determinada coloração apresentada por certas substâncias quando estimuladas por calor, eletricidade, radioatividade, luz ultravioleta, luz infravermelha ou outra forma de energia, abaixo do ponto de incandescência. 

Os minerais podem apresentar vários tipos de luminescência. A triboluminescência, é a emissão de luz provocada por atrito; a termoluminescência é emissão de luz através do aquecimento do mineral; a fluorescência, através de uma radiação invisível. Esta última é a mais importante e mais útil na identificação de minerais.

A fluorescência ocorre porque, sob o efeito da radiação invisível, elétrons da substância absorvem energia e passam do chamado estado fundamental para o estado excitado. Ao voltar ao estado fundamental, eles liberam o excesso de energia na forma de radiação. Na fluorescência, esse processo ocorre em menos de 0,000.01 segundo.

Nas lâmpadas fluorescentes comuns, usadas em casa, por exemplo, o tubo de vidro é revestido internamente por um material à base de fósforo, que fica excitado com a radiação ultravioleta que surge quando a corrente elétrica ioniza o gás existente dentro da lâmpada. Essa excitação produz a luz visível. Os gases mais usados são o argônio e o vapor de mercúrio.


Fluorescência e fosforescência 

Se um mineral está em um ambiente totalmente escuro, obviamente fica invisível, aos nossos olhos, porque quando vemos um objeto na verdade o que vemos é a luz que dele emana, seja luz gerada por ele mesmo, seja aquela gerada por outra fonte, mas por ele refletida.

Se esse mineral receber uma radiação invisível, como luz ultravioleta, luz infravermelha ou raios X, é de se esperar que continue invisível para nós, já que essas radiações não são visíveis. Mas, isso não acontece se ele for fluorescente. Nesse caso, o mineral fica iluminado, com uma cor que é típica para cada espécie e que, muitas vezes, é bem diferente de sua cor em luz visível. Cessado o efeito da radiação, ele volta a ficar invisível. Fluorescência, portanto, é uma luminescência de cor variável, emitida por uma substância enquanto está sob efeito de uma radiação invisível. 


Em alguns casos, depois de cessado o efeito da radiação invisível a luminescência persiste ainda por algum tempo, que pode ser de apenas alguns segundos. Nesse caso, diz-se que o mineral é fosforescente. Fosforescência, portanto, é um caso particular de fluorescência. Todo mineral fosforescente é também fluorescente, mas o contrário não é verdadeiro. 

A duração da fosforescência depende muito da temperatura. Quando provocada por luz ultravioleta, dura até 1 min. São fosforescentes minerais como willemita, calcita, fluorita e diamante. A palavra fluorescência vem de fluorita, porque foi nesse mineral que o fenômeno foi descoberto. Outros minerais fluorescentes são diamante, zircão, fluorita, willemita, safira amarela e calcita. 

Para observar a fluorescência dos minerais, costuma-se empregar luz ultravioleta de 2.500 ângstrons (comprimento de onda curto) ou de 3.500 ângstrons (comprimento de onda longo). 

Usos da fluorescência 
Identificação de minerais 

 Lâmpada de luz ultravioleta.
A fluorescência é útil, na Geologia, de duas maneiras. A primeira e mais usual é na identificação de minerais. Para tanto, utiliza-se principalmente a luz ultravioleta de comprimento de onda longo, fornecida por lanternas. Este modelo fornece tanto luz ultravioleta quanto luz branca, de modo que se pode trabalhar no escuro sem necessidade de ficar levantando para acender e apagar a lâmpada que ilumina o ambiente ou sem precisar empregar uma luminária de mesa.

A fluorescência isoladamente não é um método seguro para identificar um mineral ou uma gema de qualquer natureza, mas é particularmente útil na identificação de rubi sintético, pois no rubi natural a fluorescência é mais fraca e a fosforescência não aparece. 

Gemas duplas ou triplas, ou seja, aquelas obtidas pela colagem de duas ou três peças de materiais diferentes (naturais ou não) podem também ser identificadas por fluorescência, pois um dos materiais é às vezes fluorescente enquanto o outro não é. A safira sintética mostra, sob luz ultravioleta de comprimento de onda curto, uma fluorescência branco-azulada ou esverdeada que é rara nas safiras naturais. A safira amarela, se for fluorescente, certamente é natural. O diamante, quando fluorescente, costuma exibir cor azul-clara sob luz ultravioleta. 

A calcita costuma ter fluorescência e fosforescência em cor laranja a rosa
Calcita em luz natural. 
Calcita em luz ultravioleta.

A willemita pode mostrar forte fluorescência em cor verde, além de fosforescência e triboluminescência
Willemita em luz natural.
 Willemita em luz ultravioleta.


A fluorita, onde se descobriu a fluorescência, mostra-se fortemente fluorescente em azul-violeta e é também termoluminescente 
 Placa polida de fluorita em luz natural.
 A mesma placa em luz ultravioleta.

A opala mostra também notável fluorescência Uma opala cinza-azulada fica com viva cor verde-maçã em luz ultravioleta.

 Opala cinza em luz natural.
 Opala cinza mostrando fluorescência em verde.

O âmbar mostra-se azul-esverdeadoado ou amarelo-azulado na mesma luz
 Âmbar em luz natural.
Âmbar em luz ultravioleta.


Abaixo mostram uma chapa de ágata polida que foi tingida, adquirindo cor rosa. Sob radiação ultravioleta, ela fica nitidamente alaranjada.

Ágata polida em luz natural.
 Âmbar polida em luz ultravioleta.

Sendo os corais formados de carbonato de cálcio, como a calcita, também eles exibem fluorescência, como  abaixo

Coral branco com intensa fluorescência em azul.
 Coral branco com intensa fluorescência em violeta.



Prospecção mineral 

Lâmpada de mineralight.
A outra aplicação da fluorescência é na prospecção mineral. Uma área onde se suspeita haver minerais de valor econômico que se sabe ser fluorescentes é percorrida à noite com uma lâmpada de luz ultravioleta. Quando ela incidir sobre os minerais procurados, estes ficarão iluminados.

Para este fim, emprega-se muita a lâmpada conhecida comercialmente como Mineralight. Há vários modelos e em um deles, muito usado em prospecção mineral, a energia é fornecida por uma bateria de proximadamente 15 x 50 x 4 cm que pode ser presa à cintura do prospector. A lâmpada fica embutida numa peça de plástico de 20 x 6 x 5 cm aproximadamente, ligada por um fio à bateria.
Fica disponivel para doawlond o livro: Noções de Prospecção e Pesquisa Mineral para Técnicos de Geologia e Mineração, da Editora do IFRN, de  autoria dos professores Mário Tavares de Oliveira Cavalcanti Neto e Alexandre Magno Rocha da Rocha. O intuito é oferecer um material único e com foco na formação de técnicos em Geologia e Mineração. Façam bom proveito!








O livro Mineração & Município, base para planejamento e gestão dos recursos minerais, do  IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas, reuni as informações básicas referente ao aproveitamento de recursos minerais, direcionando-as preferencialmente ás administrações públicas municipais, com o objetivo de contribuir na otimização do exercício de suas competências e atribuições na gestão deste importante setor econômico, de forma a integra-lo adequadamente no processo de desenvolvimento socioeconômico do município e região. 


terça-feira, 22 de maio de 2012

Mais um garimpeiro morre em acidente na Serra de Carnaíba (BA)
Há um mês, cinco trabalhadores do garimpo morreram na mesma região.Jovem morreu após cair de uma altura de cerca de 120 metros.


O jovem de nome Diego Felix, 20 anos, morreu na tarde de segunda-feira (21), na Serra de Carnaíba, a 20 km do município baiano de Pindobaçu, região norte da Bahia, ao cair de um carro usado no garimpo. De acordo com o delegado substituto do município, Delmar Bittencourt, a vítima caiu de uma altura de aproximadamente 120 metros e seu corpo não tinha sido retirado do local até o fim da manhã desta terça-feira (22).

"Ele teve uma queda livre, ainda estamos apurando se foi erro do operador ou se foi falha no equipamento. Informações iniciais de testemunhas sinalizam que ele usava equipamentos de segurança, mas ainda estamos apurando", diz o delegado.

O apoio do Corpo de Bombeiros de Juazeiro foi solicitado para fazer o resgate do corpo, que está submerso na água, de acordo com Bittencourt. Equipes da polícia civil e da perícia foram deslocadas para a região do acidente.
Há um mês, no dia 21 de abril, cinco trabalhadores morreram em um garimpo também localizado na Serra do Carnaíba. Na ocasião, os trabalhadores morreram depois que o cabo de aço que sustentava um equipamento partiu e eles caíram cerca de 150 metros, o equivalente a um prédio de 50 andares. De acordo com o delegado Delmar Bittencourt, as causas do acidente ainda estão sendo avaliadas e o relatório da perícia está na fase final de elaboração.
Acidente em garimpo na Bahia (Foto: Imagem/TV Norte)
Ao norte do estado, a Serra da Carnaíba concentra uma das maiores reservas de esmeralda do Brasil. São quase 100 garimpos. O trabalho de extração das pedras preciosas é considerado de alto risco porque geralmente é feito de forma improvisada, sem as condições mínimas de segurança. Alguns garimpeiros usam pequenas cadeiras para descer, também sustentadas por cabo de aço.
Fonte: G1/portal Jaguarari 

Lamentamos o fatídico acidente e esperamos que os órgãos fiscalizados intervenham afim de salvaguardarem a integridade física desses garimpeiros. Extração mineral deve ser realizada se, e somente se, de forma segura e racional.
Mais de 370 quilos de explosivos são furtados em Contagem, diz empresa
De acordo com a mineradora, dado foi apurado por peritos da Polícia Civil. Corporação disse que divulgará detalhes da investigação nesta terça (22).

A Mineração Bela Vista (MBV), que foi invadida por criminosos nesta segunda-feira (21), informou que 374 quilos de explosivos e 272 unidades de iniciadores foram furtados da empresa, localizada em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a mineradora, os dados foram apurados por peritos da Polícia Civil, que estiveram no local. A corporação, entretanto, não confirmou os números e disse que os detalhes da investigação vão ser divulgados nesta terça-feira (22). Informações preliminares da Polícia Militar (PM) davam conta que cerca de cem quilos de dinamite haviam sido levados.

Em nota, a MBV também afirmou que cumpre todas as condicionantes determinadas pelo Exército para o armazenamento dos explosivos e que vigilantes particulares armados fazem a segurança do material. A empresa também afirmou que se colocou à disposição das autoridades policiais para colaborar com as investigações.

O crime
De acordo com a PM, os suspeitos arrombaram dois depósitos da MBV onde estavam os materiais. Ainda segundo os militares, em apenas um dos locais havia 3,3 mil quilos de explosivos. A polícia informou que o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi informado sobre a ocorrência para analisar se há perigo de explosão.

De acordo com a PM, além de peritos da Polícia Civil, uma equipe do Exército estive no local durante a manhã para fazer um levantamento sobre o tipo e a quantidade de artefatos furtados. Até as 18h45, nenhum suspeito havia sido preso.

Reunião
Na próxima semana, a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), a Polícia Militar e a Polícia Civil vão se reunir para discutir estratégias de prevenção e enfrentamento ao furto e roubo de explosivos em Minas Gerais. De acordo com a Seds, representantes do Exército Brasileiro, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e de empresas mineradoras também serão convidados para a reunião.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

HUMOR: Somente os "bons" alunos irão entender 

P.S. : E aí, entendeu? Deixe seu comentário.
Mineração: a nova fronteira econômica da Bahia
 

A Bahia já teve muitos ciclos de crescimento econômico, alguns alavancados pela expansão da fronteira agrícola outros pela industrial. Mas no atual quadro da economia baiana uma nova fronteira econômica começa a se expandir de forma acelerada – a fronteira da economia mineral. 

A Bahia já é o quinto maior produtor mineral do país e são tantos os investimentos que a cada dia se anunciam no setor e tantas são as jazidas descobertas que em breve o estado vai se transformar na quarta maior província mineral do país. 

Para se ter uma visão desse potencial mineral basta dizer que a Bahia já é o segundo maior produtor de níquel do país e que em poucos anos, com a entrada em operação da Bamin, será uns dos principais produtores de ferro do mundo. A entrada em produção da mina de Níquel em Itagibá, a maior descoberta nos últimos dez anos na América Latina, e a entrada em produção, a partir de 2013, da mina de Ouro de Santa Luz e da mina de maior teor do mundo de Vanádio, em Maracás, vão fazer da Bahia o quarto maior estado produtor de minérios do Brasil.

Além disso, a Bahia é o maior produtor de urânio, barita, cromo, magnesita, talco e salgema e o terceiro maior de Cobre e tem produção de bentonita, fosfato e zinco. Estão previstos a entrada em operação de minas de bauxita e de outros bens minerais e investimentos estão sendo feitos na produção do cromo da Ferbasa e no cobre da antiga Caraíba Metais.

Novas descobertas estão sendo realizadas, a exemplo de outras jazidas de ferro, de uma reserva de potássio, matéria-prima para a produção de fertilizantes, na região do Recôncavo e das chamadas terras raras: tálio e neodímio na região de Barreiras. O fato é que as empresas privadas descobriram a Bahia, pois mais de 50 licitações de blocos de áreas da exploração mineral foram feitas últimos cinco anos. Dados do Instituto Brasileiro de Mineração indicam que os investimentos em mineração na Bahia devem alcançar US$ 6,7 bilhões até 2015, o que corresponde, aproximadamente, a 10% do total de investimentos previstos pelo setor para todo o País.

Em relação ao PIB baiano, a participação mineral ainda é pequena, equivalendo a 3 % do produto estadual, sendo que 55% desse montante corresponde à extração de petróleo e gás natural e o restante é gerado por uma pauta de mais de 35 bens minerais.

Esse PIB mineral deve crescer nos próximos anos e acima da média estadual. O fato é que a Bahia tem na atividade mineral uma nova fronteira econômica, por isso torna-se fundamental acelerar as obras de infraestrutura, ferroviária e portuária, indispensáveis para dar suporte a essa atividade.
Fonte: Bahia Econômica
Votorantim Metais é segunda empresa brasileira que mais investe em exploração mineral no Brasil
A empresa, que aportou R$ 100 milhões em novos projetos em 2011, estará presente no exmin, em Ouro Preto, de 20 a 23 de maio


Uma das empresas que mais investe em exploração mineral no Brasil, a Votorantim Metais irá apresentar seis projetos no 5º Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral, que será realizado de 20 a 23 de maio em Ouro Preto (MG). Em 2011, a Votorantim Metais investiu R$ 100 milhões em projetos do setor, passando a ocupar a segunda posição entre as empresas brasileiras que mais aportam recursos em pesquisa de novas jazidas no Brasil e no exterior.

“O empreendedorismo, aliado aos valores de solidez e ética corporativa, sempre caracterizou a atuação da Votorantim Metais ao longo da sua história, fazendo com que a empresa se destacasse nacional e internacionalmente na abertura de novas fronteiras de exploração mineral”, afirma o diretor de Exploração Mineral da empresa, Jones Belther.

Durante o Simexmin, a Votorantim Metais irá apresentar seis projetos, dos quais três são brasileiros: Alumina Rondon (PA), Santa Maria (RS) e Aripuanã (MT). Os demais estão localizados no Canadá (Murray Brook) e no Peru (Shalipayco e Bongará). A empresa tem escritórios de exploração mineral em São Paulo - Brasil, Mendoza - Argentina, Bogotá - Colômbia, Lima - Peru, La Paz - Bolívia, Toronto - Canadá e o mais recente escritório está localizado em Johannesburgo (África do Sul) com o objetivo de avaliar projetos e futuras parcerias no continente africano para níquel, zinco, cobre e carvão. Os países de maior interesse são: Tanzânia, Zâmbia, Namíbia, Moçambique, e Botswana.

Um dos principais projetos de exploração mineral da Votorantim Metais – Alumina Rondon - está instalado no município de Rondon do Pará, no Pará, a 200 quilômetros a leste de Marabá, onde parte dos recursos é uma parceria da Votorantim Metais com a mineradora Rio Tinto. O potencial da reserva da Votorantim Metais é de 1bilhão de toneladas de bauxita. Outro projeto importante no Brasil é Santa Maria, que apresenta forte sinergia com as demais unidades produtivas de zinco da Votorantim Metais. Localizada na Vila de Camaquã, no Rio Grande do Sul, o projeto é uma joint venture com a Mineração lamgold Brasil. O depósito mineral tem recurso de 14Mt e está localizado em uma bacia fértil para zinco, chumbo e cobre.

O terceiro projeto brasileiro que a Votorantim Metais irá apresentar no Simexmin é um dos maiores depósitos de zinco do Brasil. Localizado a 900 quilômetros de Cuiabá, o projeto Aripuanã possui além de zinco, os commodities chumbo, cobre, ouro e prata como subprodutos. O início da produção está previsto para 2015 e é uma joint venture entre Votorantim Metais e Karmin Exploration. Os recursos minerais do depósito são estimados em 35 milhões de toneladas, com potencial para extensões lateral e em profundidade. 

Simexmin
Promovido a cada dois anos pela Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira (Adimb), o Simexmin é um fórum de referência em exploração mineral que congrega a comunidade brasileira e internacional do setor para discutir os avanços e desafios da exploração mineral. As discussões envolvem temas técnicos, econômicos, políticos, legais e de financiamento. 

Sobre a Votorantim Metais
A Votorantim Metais é uma Empresa do Grupo Votorantim, um dos maiores conglomerados empresarias da América Latina. A Companhia possui dezessete (17) unidades: onze (11) no Brasil, quatro (4) nos Estados Unidos, uma (1) na China e uma (1) no Peru. A Empresa é a maior fabricante de níquel eletrolítico da América Latina, líder no mercado brasileiro de alumínio e uma das cinco maiores produtoras de zinco do mundo. Esta sinergia reforça a posição da Companhia como segunda maior empresa brasileira de metais básicos, com faturamento de R$ 8,9 bilhões em 2011 e aproximadamente 10 mil funcionários. 
Fonte: Assessoria de Imprensa Votorantim Metais
Fernanda Bolzan

domingo, 20 de maio de 2012

Avanço reduz número de ciclos na abertura de galerias subterrâneas 
O estudo fez uma avaliação do comprimento da perfuração, melhorias das taxas de avanços e na qualidade das escavações no desenvolvimento das galerias da Mineração Caraíba

Vencedora do 14º Prêmio de Excelência Minero-metalúrgica Brasileira da revista Minérios & Minerales na categoria Lavra Subterrânea, com o trabalho intitulado “Aumento da produtividade no desenvolvimento de galerias”, de autoria de Alexandre Magno Kalil Miranda, engenheiro de minas; e Pedro Yamaguchi de Souza, engenheiro de minas junior; a Mineração Caraíba iniciou as operações da mina subterrânea em 1986 e a produção de cobre em 1990. A mina subterrânea produz 80.000 t/mês de minério e desenvolve 750 m/mês de galerias. Atualmente, a lavra é realizada em mina subterrânea e em minas a céu aberto. Na mina subterrânea são desenvolvidos poços, rampas e galerias para extração do minério de cobre sulfetado. O nível de produção mais profundo está na cota -522 m. O projeto de aprofundamento limita-se à cota -1280 m.

A mina subterrânea da Mineração Caraíba produz 80.000 t/mês de minério e desenvolve 750 m/mês de galerias

A metodologia Plan Do Control Act (Pdca) - Planejar, Executar, Controlar e Agir – utilizada para desenvolvimento do trabalho, foi criada por Walter A. Shewhart na década de 30, popularizada por Willian Edwards Deming na década de 50 e utilizada pela Mineração Caraíba no controle e melhoria de processos. Por ser um modelo dinâmico, Pdca é uma ferramenta que oferece vantagens como a resolução de problemas críticos, estabelecimento de metas de melhorias, redução de custo, aumento de produtividade, melhor qualidade dos produtos e melhor prazo de entrega.
A etapa do desenvolvimento é a atividade mais importante de uma mina subterrânea, essencial para a perenidade do empreendimento. É pelo desenvolvimento de galerias que se pode alcançar o minério em maiores profundidades, a uma taxa de avanço por tempo dimensionado de acordo com os recursos mecânicos que se dispõe. O objetivo deste trabalho é aumentar a produtividade do desenvolvimento em 5%.
O estudo fez uma avaliação do comprimento da perfuração, melhorias das taxas de avanços e na qualidade das escavações do desenvolvimento das galerias. Para este estudo foi colocado em operação um equipamento de perfuração da Atlas Copco, o jumbo Boomer E2C, com o sistema de gerenciamento eletrônico denominado RCS (Rig Control System).
No entanto, os indicadores como Mttr, Mtbf, custo por metro perfurado, custo por metro avançado e taxa de penetração, que representaram o desempenho do novo jumbo, também foram avaliados.
Devido às escavações das galerias do desenvolvimento atingirem grandes profundidades e sofrerem muitas interferências das tensões, existe a necessidade de executar uma robusta contenção. Atualmente, o ciclo operacional é composto por 12 turnos, nos quais 35% representam as etapas de contenção. Com isso temos um ciclo produtivo longo, tornando lenta a taxa de avanço das galerias. Atualmente, os equipamentos perfuram 3,7 m de comprimento, avançando em média de 88% a 92% em cada ciclo. Com esse avanço e para uma meta de 750 m, são necessários 230 ciclos. Para esse estudo foi utilizada uma perfuração de 5,2m, 40% maior.
Dos resultados obtidos, além do aumento da produtividade na perfuração, o mais evidenciado pela operação de mina é a possibilidade de se realizar menos ciclos para o alcance das metas estabelecidas. A relação do número de ciclos, com rendimento dos fogos para variados comprimentos de furo, pode ser visualizada na tabela 1.
Utilizando a mesma eficiência do comprimento da lança 3,7 m para a lança 5,2 m, o número de ciclos necessários para se alcançar a meta de 750 m chega a 66 ciclos a menos, que para a situação atual, na qual são necessários a realização de 8 ciclos por dia, representa um ganho em aproximadamente 8 dias a menos de operação. O resultado é um rendimento de 90%, chegando a 160 ciclos.
A mudança nos fogos causará também alteração nos tempos das novas etapas e, consecutivamente, do novo ciclo produtivo estabelecido, devido à fatores como: um furo mais comprido demandará mais explosivos, o que teoricamente, refletirá em um maior tempo no carregamento; um maior volume desmontado demandará mais tempo de limpeza das frentes; uma maior área exposta demandará de mais tempo na operação de batimento de choco; uma maior área exposta demandará uma linha a mais de tirantes, o que refletirá em um tempo maior na operação de atirantamento; uma maior área exposta demandará mais concreto projetado, com tempo maior na operação de projeção de concreto; a quantidade de material gerado na reflexão da concretagem e no batimento de choco será maior e a operação de raspagem do piso também se dilata.
Outra diferença entre os equipamentos é o Sistema de Gerenciamento Eletrônico denominado Rig Control System (RCS) que é um sistema modular, composto por sensores, cabos, processadores e softwares para gerenciamento de informações dos processos de perfuração e/ou carregamento e transporte.

Planta 3D da mina

Uma vez inserido no equipamento, o plano de perfuração é reconhecido e a máquina executa os furos de acordo com o que foi definido. A alta precisão na execução da perfuração é fundamental no controle de overbeak, underbreak e fragmentação no desmonte de cada frente.
Com o controle computadorizado do sistema de perfuração, parâmetros são definidos no display do equipamento, considerando diferentes níveis de acesso. O sistema de diagnóstico de falhas integrado possibilita a detecção e correção de falhas através do display na cabine do equipamento.
Foram medidos os tempos de perfuração (Tperf), carregamento (Tcar), limpeza (Tlimp), batimento de Choco (Tsc), atirantamento (Tatir), projeção de concreto (Tcon), raspagem (Trasp), marcação de frente (Tmc), como apresentado na tabela 2.
A dilatação evidenciada no tempo do ciclo 2 (32%) indica uma clara tendência de ganho em produtividade na adoção da segunda metodologia para desenvolvimento. Para uma mesma distância, um menor número de ciclos significará um menor deslocamento de máquinas para as frentes, o que no caso de uma mina subterrânea com alta movimentação de caminhões fora de estrada na rampa será crucial para o rendimento das operações e da produção em geral.
Outra realidade das práticas de escavação de túneis se refere ao interrompimento das operações unitárias, que são quase sempre interrompidas e realizadas no turno seguinte, quando não há tempo disponível. Dessa forma, desconsiderando os tempos de setup e deslocamento das máquinas (os mesmos para as duas análises), se faz necessário montar o arranjo das operações unitárias do desenvolvimento ao longo dos turnos, considerando dados como duração de um turno: 6 horas (360min); tempo perdido na troca de turno: 2 horas (120min); tempo de deslocamento das máquinas: 0 min; operação inicial: limpeza das frentes (pois as detonações só ocorrem na troca do turno).
Um desenvolvimento de grande porte é muito sensível às perdas e ganhos em produtividade. Esta porcentagem representa 34 turnos (8,5 dias) a menos de trabalho utilizando a segunda metodologia, isto sem considerar os tempos de deslocamento evitados, que impactam negativamente em diversos aspectos como o engarrafamento na rampa, improdutividade das máquinas, perda de capacidade produtiva (aumento do tempo fora do ciclo), maior número de setups, maior consumo de acessórios de detonação, consumo de combustível e desgaste de máquinas.
Outro fator importante é o índice de suficiência de reserva, pois com uma maior velocidade no desenvolvimento pode-se antecipar a liberação das reservas e aumentar a produção anual do empreendimento.
Em 2011, foram desenvolvidos 6.492 m de galerias, liberando 754.809 t de minério sulfetado da mina subterrânea. Isso representa 116,27 t de minério liberado por metro desenvolvido. Com isso, se houver um incremento de 5,44% no desenvolvimento, representará um acréscimo de 353,16 m de galerias, ou a liberação antecipada de 41.061,05 t de minério sulfetado.

Aumento da velocidade no desenvolvimento pode antecipar a liberação das reservas e aumentar a produção anual da mina

Conheça os autores do projeto


Alexandre Magno Kalil Miranda – Graduado em Engenharia de Minas pela Universidade Federal da Bahia e Pós-Graduado – Especialização em Escavações de Túneis – pela Universidade Federal da Bahia. Pós-Graduação - MBA em Gestão de Pessoas – Instituto Brasileiro de Pós-Graduação e Extensão IBPEX.

Pedro Yamaguchi de Souza - Graduado em Engenharia de Minas pela Universidade Federal da Bahia e Formação White Belt.


Para Baixar o projeto “Aumento da produtividade no desenvolvimento de galerias” 

sexta-feira, 18 de maio de 2012


RARIDADE


Se alguém te perguntasse de qual mineral se trata a foto acima, qual você arriscaria? Não... Não era o que você estava pensando: essa belezinha é nada mais nada menos que um espinélio com hibonita! A raridade foi encontrada no município de Piatã, na Bahia, por um garimpeiro apelidado Dida, com 20 anos de experiência na área. Depois de pesquisas feitas por universidades brasileiras, entre elas UFBA e UNICAMP, ficou constatado: é o único do mundo. 
NÚMEROS:
- 14 cm de altura
- 23 cm de diâmetro
- 405 gramas

Abaixo vídeo da Reportagem com o garimpeiro que encontrou a mineral raro 

 
Fonte: Geoboteco

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Mina de Itataia - CE fica para 2015, admite INB
Licença ambiental e obra da adutora, sem previsão, atrasam produção de urânio e fosfato em Itataia



Considerado o maior projeto das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), as minas de urânio e fosfato de Itataia, no município sertanejo de Santa Quitéria, ainda esperam o licenciamento ambiental e a liberação de recursos para construção de uma adutora. A expectativa da INB é de um atraso de, no mínimo, um ano e meio no cronograma. Segundo o presidente da instituição, Alfredo Tranjan Filho, o início da operação, prevista inicialmente para fim de 2013, ficou para julho de 2015. Ele apresentou o projeto ontem durante o 7º Fórum CIC de Debates, uma iniciativa é do Centro Industrial do Ceará (CIC), em parceria com a Fundação Ulysses Guimarães, e o apoio do Diário do Nordeste.

O atraso, explicou Tranjan, ocorre por conta do licenciamento ambiental, que está sendo refeito. O consórcio Santa Quitéria, formado pela INB e Galvani, recomeçou o processo em 2009, após questionamentos do Ibama e do Ministério Público Federal (MPF). As empresas desistiram de tentar reverter a decisão judicial, que suspende a licença antes expedida pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). Agora, o licenciamento das usinas será de responsabilidade apenas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que exige novos Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima). Antes, cabia ao Ibama o licenciamento da usina de urânio. E à Semace, a licença da exploração de fosfato.

EIA/Rima em fevereiro

Segundo Tranjan, o EIA/Rima será entregue em fevereiro do próximo ano. "O cronograma segue em comum acordo entre INB e Conselho Nacional de Energia Nuclear (Cnem) no intuito de reduzir o tempo para licenciamento", disse. "A melhor expectativa é que a operação da mina comece em julho de 2015, o que prevê tempo para estudos e análises do licenciador, respostas das empresas ao questionamento". Mas a realização de audiências públicas podem atrasar o cronograma.
Os recursos para a adutora serão liberados somente com o licenciamento ambiental.

Estrutura

Com investimento de R$ 700 milhões, oriundos da Galvani, que vai extrair o fosfato para produção de fertilizantes, a receita líquida da produção será entre US$ 300 milhões e US$ 500 milhões por ano. A produção começa em 1.100 toneladas por ano de urânio até 2020. Depois, cresce para 1.500 t/ano. No caso do fosfato, a produção inicial será de 240 mil toneladas por ano até 2020, quando subirá para 280 mil toneladas/ano. Ao apresentar estes números, Tranjan garantiu: "Este é o projeto mais importante da INB".

A mina de Itataia, localizada a 252 quilômetros de Fortaleza, é a maior do Brasil. Através do fosfato, a mina vai impulsionar a produção de fertilizantes agrícolas e nutrição animal.

A única usina de urânio em operação hoje no Brasil situa-se em Caetité, na Bahia, e produz 400 toneladas por ano. A expectativa é que está usina dobre sua produção em 2015. Juntas, Caetité e Itataia, irão abastecer as usinas nucleares no Brasil, sendo que duas estão funcionando (Angra I e II), uma está em construção (Angra III), outras quatro serão anunciadas.
Fonte: Carol castro reportagem 
Meio ambiente e garimpeiros urbanos


Garimpeiros urbanos procuram metais preciosos em celulares e outros componentes eletrônicos 

A escassez de metais têm forçado, desde tempos imemoriais, a raça humana a buscá-los cada vez mais intensamente para suprir as necessidades tecnológicas. No rastro da máxima de Lavoisier – nada se cria, nada se perde, tudo se transforma – a busca pelos metais fundamentais para as novas tecnologias, criou um novo tipo de garimpo. 

Com a disparada no preço dos metais, uma nova modalidade de garimpo ganha adeptos pelo mundo. Trata-se da procura por ouro, prata, cobre e diversos outros metais preciosos incorporados aos circuitos eletrônicos do celular. Metais recuperados são reutilizados em novos componentes eletrônicos; metais preciosos são derretidos e vendidos. O ouro e outros metais preciosos podem ser derretidos e vendidos como para joalheiros e investidores, ou de volta aos fabricantes.

“Os metais podem ser preciosos ou comuns, mas queremos reciclar todo o possível”, disse Tadahiko Sekigawa, presidente da Eco-System Recycling, subsidiária da Dowa Holdings.

Uma tonelada de minério extraída de uma mina de ouro produz em média apenas 5 gramas do metal, enquanto uma tonelada de celulares descartados pode render 150 gramas ou mais, de acordo com estudo da Yokohama Metal, outra empresa de reciclagem de metais.

O mesmo volume de celulares descartados contém também cerca de 100 quilos de cobre e três quilos de prata, entre outros metais. Reciclar eletrônicos tem grande apelo no Japão, onde há escassez de recursos naturais para alimentar a bilionária indústria de eletrônicos do país. Os consumidores jogam dezenas de milhões de celulares e outros bens de consumo eletrônicos obsoletos no lixo a cada ano.

Brasil perde 11 toneladas de ouro por ano

O Brasil desperdiça, nos lixões e aterros do país, cerca de 11 toneladas de ouro por ano. Além disso, são perdidos mais 17 tipos de metais preciosos. Entre eles, a prata, o cobre e o zinco. Toda essa riqueza jaz, escondida, nas 500 mil toneladas de celulares, computadores e demais produtos eletrônicos descartados pelos brasileiros anualmente. Com tamanha fortuna inutilizada, os garimpos dos tempos modernos têm trocado a perfuração da rocha pelas montanhas de sucatas. Algumas empresas estrangeiras estão usando o lixo verde amarelo para abarrotar os cofres de dinheiro. Em todo o mundo, essa conta do desperdício chega a 1,1 milhão de quilos do metal dourado.


Em terras brasileiras, a mineradora belga Umicore trabalha com a recuperação de eletrônicos. Todos os anos, ela recebe 250 mil toneladas de 200 matérias-primas diferentes contendo metais preciosos. Apenas em 2009, o faturamento mundial da empresa foi de 6,9 bilhões de euros, o equivalente a R$ 15,4 bilhões. Se esses garimpeiros modernos estão lucrando alto com a nova modalidade de exploração, quem guarda o material também ganha. Milhares de lojas de informática o vendem para os empresários a R$ 3 o quilo. O técnico Antônio Matos não sabia dessa possibilidade de renda até que um representante de uma multinacional o procurou.

"Antes, eu descartava tudo no lixo comum. Agora, guardo. A cada dois meses, eles passam recolhendo. Em um ano, consigo estocar duas toneladas de peças de computador", relata Matos. Com a comercialização do que anteriormente era descartado, o técnico em informática aumentou seu faturamento anual em R$ 6 mil. "Não deixo perder mais nenhuma peça. Uma vez, eu até tentei raspar as partes de ouro de algumas placas de computador, mas é muito fininho e não deu certo", lembra.

A quantidade de ouro nos equipamentos é pequena e exige tecnologia de ponta para separar os metais preciosos do plástico e das resinas que formam os componentes eletrônicos. Ainda assim, é um negócio vantajoso. Uma tonelada de sucata tem 22,24 gramas de ouro, segundo estudos da Universidade de Tecnologia de Berlim. Já a maior mina do metal precioso no Brasil, localizada em Paracatu (MG), tem o teor de apenas 7 grama por tonelada de minério. Nos aparelhos telefônicos, essa quantidade é muito superior à encontrada no município mineiro: são 150 gramas para cada mil quilos de celulares.

Japoneses

Os japoneses são os que mais fazem o reaproveitamento do material. Atualmente, cerca de 50% de todo o ouro do país oriental é reciclado. "É quase um garimpo. A questão é que, além do ouro, você tira cobre e plástico. Ainda tem a resina, que não serve para nada e pode se transformar em um passivo ambiental. Para realizar essa reciclagem, tem de ser uma empresa de grande porte.
Fonte: O Norte/ Blog do Mesquita 

terça-feira, 15 de maio de 2012

Pesquisadores buscam implantação do Geoparque Seridó


Um grupo de pesquisadores da UFRN e do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) vem realizado um estudo técnico e diagnóstico para embasar a proposta de criação do Geoparque Seridó. A iniciativa toma como base o projeto nacional de criação de geoparques do CPRM, do Ministério de Minas e Energia.

Os pesquisadores cadastraram 25 geossítios em mapa para delimitação do Geoparque, que contemplará uma área com cerca de 6.000 km2, abrangendo territórios nos municípios de Cerro Corá, Lagoa Nova, Currais Novos, São Vicente, Florânia, Caicó, Cruzeta, Acari, Carnaúba dos Dantas, Jardim do Seridó, Parelhas, Bodó, Tenente Laurentino Cruz e São José do Seridó.


Região do Açude Gargalheiras, em Acari, fará parte do Geoparque Seridó.


De acordo com o geólogo e pesquisador, Marcos Nascimento, do departamento de Geologia da UFRN, a iniciativa pretende estimular o desenvolvimento das atividades locais de forma sustentável. Apesar de toda diversidade geológica e biológica observada dentro da área destinada ao Geoparque Seridó, infelizmente são poucas as áreas que possuem alguma medida efetiva de proteção e de manejo sustentável.

Não há dúvida que a região Seridó do RN possui um grande patrimônio geológico, adicionado aos importantes aspectos biológicos, turísticos, culturais e históricos, que justificam a criação de um geoparque.

A região foi submetida, ao longo da história da Terra, a inúmeros processos naturais, que podem ser observados nas diversas formas de relevo, tais como serras e picos, ou exposições rochosas menores constituídas por granitos, gnaisses, mármores, quartzitos e arenitos.

Abaixo Reportagem do Good News, Rede TV, No Geoparque do Seridó - Rio Grande do Norte  


segunda-feira, 14 de maio de 2012

LITERATURA: POEMA METAMÓRFICO
Por Nelson Jr

Como um granulito de emoções,
Forjado nas catazonas do meu ser,
Tenho junções tríplices de sensações.
E como um blastomilonito,
Nos planos de falha do meu reverso viver,
Sinto-me cisalhado, triturado,
Esperando feito uma fratura profunda
Um metassomatismo a me varrer.

Mas não sou um reles anquimetamorfismo.
Não sou coisa, coisinha, nem coesita.
Não estou grávida, prenha, tampouco prehnita.
Não ficarei corno, nem cornubianito.
O certo é que sou como um tectito,
Que nos problemas e astroblemas acadêmicos
Está sempre FUNDIDO...

Oh, intrusões que emanam do âmago de libertinagens graníticas!
Aquece-me com seus amenos 600 ° C!
Banha-me com seus voláteis!
"Hornfelsa-me", abriga-me em suas estupendas aureólas!
Recristaliza-me em mármore puro!
"Xenotilize" mágoas de peridotitos do meu viver!

E numa crise de anatexia profunda,
Por entre voláteis de luxúria,
De um modesto granulito um migmatito passo a ser.
Leucossoma de felicidades...
Melanossoma de amarguras...
Mas o paleossoma, intacto,
Não nega o meu humilde protólito.
Pois de um simples magma eu vim
E um pífio sedimento, por fim, torna-me-ei...
Fonte: GeoBoteco 
Sustentabilidade na mineração: O legado e a gestão do fechamento de uma mina


 

Por André Winter

Conversando com muitos profissionais da mineração, sempre observo que há uma falta de entendimento sobre a relação do conceito de sustentabilidade com a mineração, principalmente quando este está ligado à empresa e o seu longo prazo de atuação. 

Em geral, os mineradores pensam por projetos e empreendimentos pontuais. Para aumentar a eficiência operacional, as grandes empresas e seus profissionais focam o pensamento pontualmente na implantação ou operação de um único empreendimento. Essa prática, embora a mais eficiente em alguns pontos, cria muitos problemas. Começando pela não associação entre implantação e operação que pode levar a soluções não-práticas ou mais caras a longo prazo. Um segundo problema é a falta de compreensão desses profissionais sobre o todo e sobre o futuro da companhia. 

Os esforços recentes do IBRAM e de diversas companhias globais de mineração ao pensarem o fechamento de uma mina , desde sua concepção, refletem a gravidade desse problema. Uma mina é temporária, mas o mercado não. Quando uma mineradora pensa isoladamente, para os 10, 20 ,50 ou mais anos de operação de uma única mina, está ignorando o impacto que esse empreendimento terá na empresa como um todo ou mesmo na indústria de mineração da região ou do país. Como isso acontece? Através de impactos sobre a reputação, imagem, legislação ou acesso a recursos. 

Estatisticamente municípios mineradores possuem indicadores de desenvolvimento superiores à média, mas aqueles que viviam de uma mineração que se esgotou, possuem indicadores muito baixos de desenvolvimento. É esse cenário que todos temem: a criação de um passivo ambiental e social para a região após o fim da operação. As comunidades nesses locais tendem a rejeitar a mineração e ver os empreendedores com grande receio. 

Para evitar que isso afete não apenas a comunidade local como também a reputação da indústria, é preciso estar atento a alguns fatores críticos de sustentabilidade para a região: 

1. A comunidade anfitriã continuará existindo após o fechamento da mina. Sendo uma operação de curto prazo (menos de 10 anos), deve se considerar ações pertinentes para fortalecer o desenvolvimento local e minimizar os impactos socioambientais irreversíveis. Já para operações de longo prazo (acima de 10 anos) é interessante pensar em um plano de desenvolvimento integrado, em que a mineração participa como vetor de desenvolvimento industrial e possibilite uma futura diversificação econômica, bem como administre seus passivos ambientais responsavelmente. O caso da Alcoa em Juruti é emblemático na gestão desse legado. 

2. Uma operação deve estar alinhada com a estratégia de longo prazo da empresa. Percebe-se , então, que o que acontece na operação e em sua relação com a comunidade local têm impacto na reputação e imagem da empresa, podendo significar maiores facilidades ou dificuldades para implantar projetos em novos locais. Podem, também, representar uma redução na confiança e exigência dos stakeholders (governos, ministério público, sociedade local entre outros). 

A Sustentabilidade não é um assunto abstrato e utópico para as organizações, pelo contrário representa riscos e oportunidades para aqueles que pensam a longo prazo. A sociedade precisa da mineração. A mineração precisa ser feita com responsabilidade. 



André Winter é consultor em sustentabilidade, com mestrado em BTH, Suécia. Já atuou em projetos de mineração estabelecendo indicadores de sustentabilidade e planos estratégicos além de atuar com relatórios GRI para o setor.

domingo, 13 de maio de 2012

A rota do ouro e do diamante
No programa Caminhos da Reportagem, Tv Brasil, foi exibida na ultima quinta-feira (10)  a reportagem A Rota do ouro e do Diamante. contando como se descobriu o diamante – pedrinhas brilhantes que, na falta de conhecimento da população, eram usadas para marcar jogos de cartas, como tentos. Só quando amostras foram levadas a Portugal, se descobriu que ali tinha diamantes puríssimos. Vale a pena conferir, mais que tudo é o resgate da historia do Brasil colônia. Videos Abaixo: