segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Importações de minério de ferro se acumulam nos portos chineses

 
Estoques de minério de ferro importados nos portos aumentaram 1,86 milhão de toneladas a partir das 102,53 milhões de toneladas da semana passada. 


Os estoques de minério de ferro continuaram se acumulando em 25 grandes portos durante a semana encerrada em 3 de setembro, devido às perdas registradas pelos produtores de aço chineses nos primeiros sete meses do ano, de acordo com o último relatório sobre os preços do minério de ferro, divulgado pela Xinhua nesta terça-feira. 

A maioria das companhias siderúrgicas não quer encher seus armazéns com a matérias-prima, pois a demanda dos setores de imóveis e manufatura, os clientes primários da indústria, continua fraca em meios a atual desaceleração econômica. 

"No curto prazo, o mercado de minério de ferro continuará sofrendo com a superabundância e a tendência para baixo parece irreversível", disseram analistas da Xinhua no relatório. 

As companhias siderúrgicas chinesas registraram uma queda notável nos lucros no primeiro semestre do ano, e o lucro total do setor diminuiu 49,4% em termos anuais chegando a 6,64 bilhões de yuans (US$ 1,05 bilhão), segundo dados do Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR). 

A produção de aço bruto da China cresceu 2,1% anualmente, para 419,46 milhões de toneladas, enquanto as importações de minério de ferro aumentaram 9,1% para 424,88 milhões de toneladas no período de janeiro a julho, segundo dados da CNDR. 

O preço do minério de ferro caiu cerca de 40% em termos anuais, para US$ 99,6 por tonelada no final de agosto, segundo dados da Steel Index. 
Embaixada da República Popular da China no Brasíl 
Fonte: Engenharia de Minas News
Onde estão os maiores depósitos de ouro

Cientistas teorizaram que rios, fontes termais e outras fontes de água são responsáveis por grandes depósitos de metal preciosa na região de cerca de 3 bilhões de anos.



Embora muitos dos depósitos de metais preciosos e ouro que estimularam a corrida do ouro no passado estejam em regiões remotas, algumas das maiores minas de ouro do mundo ainda geram grande produção anualmente. 

A Bacia de Witwatersrand, na África do Sul é, talvez, o grande responsável pela maior parte da produção de ouro. Outros grandes depósitos de ouro são valorizados pela enorme quantidade de metal precioso que produzem e, por vezes, pelo valor do ouro que produzem, ou por ambas as razões. As seguintes áreas incluem algumas das minas de ouro e também as mais valorizadas: Muruntau, Grasberg, Natalka, Olympic Dam, Sukhoi e Sierra Nevada. Algumas dessas regiões mais promissoras permanecem, em grande parte, ainda inexploradas.

Como os pesquisadores estimam que quase metade de todo o ouro extraído desde o século 20 foi proveniente da Bacia de Witwatersrand, na África do Sul, este leito do mar pode apenas manter a distinção de maior depósito do mundo de ouro. Apelidado de "The Strand", a bacia mede cerca de nove milhões de hectares. Um pedaço considerável da vasta extensão permanece inexplorado. Os cientistas teorizaram que os rios, fontes termais e outras fontes de água são responsáveis por grandes depósitos de metal preciosa na região, que podem ser de 3 bilhões de anos.

Embora a quantidade de ouro produzida em Witswatersrand seja impressionante, o local realmente não tem o título de maior mina do mundo em área total. Este prêmio especial vai para a mina Grasberg, na Indonésia. As quantidades de ouro produzidas lá não são tão altas se comparadas a alguns concorrentes, mas o ouro extraído é muito valioso.

Olympic Dam
Mina de Olympic Dam

A Mina de Muruntau reivindica o posto de maior mina de ouro aberta no mundo. Como uma mina a céu aberto, a escavação não requer tunelamento. Este depósito monstruoso é verdadeiramente um oásis do deserto: o deserto de Kyzilkum fica no Uzbequistão. Descoberto em 1955, o depósito de ardósia e quartzo rende ouro suficiente para marcá-lo como um dos empreendimentos independentes mais bem-sucedidos do país.

A Olympic Dam da Austrália é também uma das cinco maiores minas de ouro em termos de produção. Esta área ganhou destaque em 2007. Além do ouro, a Olympic Dam também é abundante em cobre e urânio.

No Hemisfério Ocidental, uma das regiões mais tradicionais de minas de ouro repousa na Califórnia. Apelidado de filão, por causa de suas veias abundantes de ouro, este depósito rico é especificamente localizado na cordilheira de Sierra Nevada. Desde a sua descoberta em 1850, a região produziu centenas de toneladas de ouro.

Outras grandes áreas para extração de ouro também entraram em destaque desde o século 20. A Sukhoi, depósito de ouro da Sibéria, é uma área de cúpula, sendo vigiada de perto pelo governo local. Sua descoberta é resultado de novos métodos geológicos de mineração. Um investimento pesado também elevou as atividades de mineração e perfuração em áreas próximas da mina de ouro russa Natalka.
Fonte: site manutenção & suprimentos 
Respeito ao limite de carga em caminhões traz redução de custos para empresas de mineração


Sindibritas e Agabritas iniciam campanha de conscientização do setor para evitar o excesso de cargas nos caminhões

O Sindicato da Indústria da Mineração, de Brita, Areia e Saibro do Rio Grande do Sul (Sindibritas) e a Associação Gaúcha dos Produtores de Brita, Areia e Saibro (Agabritas) deram início a um trabalho de conscientização no setor para a importância de respeitar os limites de carga nos caminhões. A inspiração vem de empresas associadas que decidiram aplicar com rigor o controle e acabaram reduzindo despesas.

- Recebíamos diversas multas porque estávamos infringindo a legislação carregando mais do que era permitido. Depois disso, resolvemos que íamos seguir à risca. No primeiro momento imaginamos que os caminhoneiros particulares, principalmente, iam querer aumento no valor da carga transportada. Porém houve o movimento contrário porque todos perceberam que havia um desgaste menor no veículo e menos risco de acidentes - explicou o gerente da empresa Sultepa, associada da Agabritas.

O tema está presente na Resolução No 258, de 30 de novembro de 2007, do Código de Trânsito Brasileiro. Conforme o Artigo 4º a fiscalização de peso dos veículos deve ser feita por equipamento de pesagem (balança rodoviária) ou, na impossibilidade, pela verificação de documento fiscal.

- Com a nossa frota constatamos uma redução no consumo de óleo diesel, pneus e menos manutenção dos veículos. Além de não gastarmos com as multas, percebemos uma redução de aproximadamente 20% nos gastos considerando óleo diesel, pneus e outros equipamentos de manutenção - completou Ademir.

Na fiscalização de peso dos veículos por balança rodoviária será admitida à tolerância máxima de 5% (cinco por cento) sobre os limites de pesos regulamentares, para suprir a incerteza de medição do equipamento, conforme legislação metrológica.

O veículo somente poderá prosseguir viagem depois de sanar a irregularidade. Quando o peso verificado estiver acima do Peso Bruto Total (PBT) ou Peso Bruto Total Combinado (PBTC) estabelecido para o veículo, acrescido da tolerância de 5% (cinco por cento) é aplicada multa somente sobre a parcela que exceder essa tolerância.

As multas são direcionadas tanto para o transportador como para o carregador. Por isso o Sindibritas e Agabritas decidiram reforçar a campanha de conscientização junto à seus associados.

Sindibritas

O Sindicato da Indústria da Mineração de Brita, Areia e Saibro do Estado do Rio Grande do Sul - Sindibritas recebeu o Certificado de Registro Sindical do MTE em 16 de dezembro de 2010 com o objetivo de coordenar, proteger e representar a indústria de mineração do RS. Tem como missão defender os interesses da categoria patronal, estimular a competitividade e promover a livre iniciativa. Além disso, busca celebrar convenções coletivas de trabalho respeitando limites éticos e cooperando com o governo e com a sociedade em nome do desenvolvimento sustentável.

Agabritas

A Associação Gaúcha dos Produtores de Brita, Areia e Saibro - Agabritas - foi fundada em 27 de maio de 1980 e ao longo dos anos tem trabalhado pela união das empresas mineradoras, no desenvolvimento de parcerias, promovendo os seus interesses e objetivos comuns. A entidade atua com foco na comunicação eficaz com os principais órgãos de competência do setor, buscando atender as necessidades dos associados. As atividades são norteadas com o foco na preocupação ambiental e no desenvolvimento econômico e social.


sábado, 8 de setembro de 2012

Mineração é parte da solução ambiental para a economia verde




A poucos dias da Rio+20, governos, indústria, academia e sociedade se preparam para debater sobre estratégias globais que conduzam o maior número possível de nações a adotar o conceito ainda pouco conhecido criado pela ONU: "economia verde". O novo modelo busca equilibrar o uso dos recursos naturais ao avanço dos negócios e do bem-estar, sem maiores riscos às espécies e aos ecossistemas.

Dimensionar as implicações sociais e econômicas no âmbito de um desenvolvimento que almeja a sustentabilidade será um desafio extra. 

As mudanças climáticas e a eficiência energética serão alguns dos focos centrais, determinantes para atingir o objetivo ainda conceitual da ONU. Uma avaliação que será apresentada em workshop exclusivo sobre o tema, em 18 de junho, certamente causará surpresa na conferência: qualquer que seja o caminho a ser seguido, a mineração e os bens minerais terão papel estratégico na transição para a "economia verde". 

Existe uma interdependência entre as atividades de mineração e as de geração, armazenamento e transmissão de qualquer tipo de energia. Muitas das soluções para ampliar a eficiência nessa área passam obrigatoriamente pela maior disponibilidade de minerais. As mais conhecidas fontes de energia alternativa, como as placas solares e as células fotovoltaicas, também dependem de minérios. 

São produzidas com silício. Outros exemplos são as turbinas eólicas e as baterias de carros híbridos que demandam diversos minerais. Muitos deles de difícil obtenção, como é o caso das chamadas "terras-raras" -grupo de 17 minerais raros que têm despertado tanta polêmica devido ao domínio chinês sobre sua produção. Outro ponto a ser apresentado na Rio+20 é que para suprir a demanda de energia cada vez maior será preciso rever as alternativas nucleares.

 O uso de minerais como o tório (Th) aponta para a possibilidade de usinas nucleares com emissões e resíduos nulos e elevada segurança. Ao mesmo tempo em que a mineração será capaz de contribuir decisivamente para viabilizar a eficiência energética com base em matrizes "limpas", a atividade poderá se beneficiar do seu próprio curso. 

Afinal, muitos de seus processos produtivos são eletrointensivos. Entre os ecos produzidos pela organização da Rio+20, chilenos e brasileiros programam seminário internacional em setembro, na Bahia, que vai ampliar o debate e propor ações que permitam à mineração exercer seu papel fundamental na solução que viabilizará a "economia verde". RINALDO CÉSAR MANCIN é diretor de assuntos ambientais do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).  
 Fonte : Ibram . Texto Publicado no Jornal Folha de São Paulo
MBAC investe US$ 1,2 bi para explorar fosfato e terras-raras



Para atingir um nível de produção anual de 1,5 milhão de toneladas de superfosfato simples (SSP, um adubo à base de fósforo) até 2016, a MBAC Fertilizer - companhia canadense liderada por brasileiros - vai investir US$ 1,2 bilhão nos próximos anos no Brasil. O aporte ainda crescerá com a exploração de terras-raras (conjunto de dezessete elementos que, hoje, desafia mineradoras de todo o mundo).

São três os novos projetos da empresa localizados na região do Mapito (Maranhão, Piauí, Tocantins e parte da Bahia), a nova fronteira agrícola do País. Uma das plantas, a oeste de Minas Gerais, contempla a extração das terras-raras.

Trata-se da operação de Araxás (MG), onde estima-se que três milhões de toneladas de óxidos do tipo estão incrustados no solo, e com alto teor de pureza: acima de 5%. "Essa é uma das maiores reservas do mundo", afirmou ao DCI o presidente da MBAC, Roberto Busalto Belger - embora, depois, tenha reconhecido que, nesse mercado, "cada empresa anuncia que a sua mina é a maior".

E os anúncios têm acontecido com frequência mensal, segundo o executivo, que dirigiu a Bunge Fertilizantes e acumulou trinta anos de experiência nos segmentos de mineração e adubos.

"Há três anos, não se falava em terras-raras. Mas a China, que produzia e exportava 90% desses elementos, na expectativa de internalizar a própria tecnologia, cortou suas exportações. Então, o mundo todo passou a buscar novas fontes das matérias-primas", contextualizou Belger.

Quilos valem toneladas

As terras-raras destinam-se à fabricação de produtos tecnológicos, como telas de computador e catalisadores de combustão. "São essenciais para dois tipos de indústria: a de tecnologia verde e a de alta tecnologia, que demandam baixos volumes com alto valor agregado, isto é, quilos que valem toneladas", ilustrou Belger.

Uma "cesta-básica" contendo mil quilos de terras-raras vale, em média, US$ 50 mil. Entretanto, apenas um quilo de alguns desses elementos pode custar até mil dólares. "O mercado existe, mas não é tão grande. Tem potencial de crescimento porque abastece indústrias do presente e do futuro", definiu o especialista.
O desafio atual das empresas que trabalham com terras-raras, no Brasil, é separar o óxido da matéria-prima, ou seja, a purificação dos elementos. A indústria brasileira está convidando especialistas japoneses, coreanos e europeus para desenvolver a aplicação fabril das terras-raras, segundo Belger. "O problema não é o tamanho da reserva, mas o controle da tecnologia", explicou.

Questionado sobre o quanto a MBAC investirá em sua planta de terras-raras, lá em Araxás, Belger calou. "Existe um potencial de valor muito grande, e os investidores, sem dúvida, estão muito interessados nesse potencial", disse em seguida.

Terras fosfóreas

Nessa mesma mina - localizada no Triângulo Mineiro, ao lado da maior operação de fosfato da Vale -, a MBAC prepara terreno para também extrair, a partir de 2016, a matéria-prima do adubo SSP, cuja função é fazer raízes se prolongarem - algo de uso tipicamente brasileiro, em função dos tipos de solo encontrados no País.
Mas Belger não revela os números de tal projeto. Por outro lado, entra em detalhes a respeito das outras duas plantas de fosfato, ambas em fase de preparação, da companhia: em Arraias (TO) e Santana (PA).

Os negócios fazem parte de um amplo plano de investimentos: US$ 18,9 bilhões até 2016, liderados por Vale e Petrobrás, para desenvolver a cadeia brasileira de fertilizantes (que ainda depende, a nível de 70%, da importação de matérias-primas).

Em Arraias, a exploração das minas de fosfato começarão em novembro. "A terraplanagem já foi feita para a duplicação, entre 2016 e 2017, para chegar a uma extração de um milhão de toneladas por ano", acrescentou Belger. O investimento total previsto para a planta é de US$ 400 milhões.

Já em Santana, o volume de exploração anual deve chegar a 500 mil toneladas de fosfato no final de 2015, tendo recebido aportes de US$ 650 milhões. "A pureza do fosfato, em Santana, é praticamente o dobro do de Arraias", detalhou o chefe das operações. 400 mil toneladas de fertilizantes de alta concentração e 100 mil toneladas de sal mineral, para nutrição animal, também deverão ser extraídos anualmente do local.

"As regiões têm as mesmas características estratégicas: localizam-se na nova fronteira agrícola do Brasil e têm acesso ao Mato Grosso, que é o maior consumidor de fertilizantes do País."

Elemento K

A MBAC também passará a sondar, ainda neste ano, reservas de potássio em Anebá (AM).

Vale registrar que os principais macronutrientes utilizados na fabricação de fertilizantes (mais especificamente, nas formulações NPK, que são os adubos utilizados em larga escala) são nitrogênio, fósforo e potássio.
Declarado celeiro do mundo, o Brasil importa 92% do potássio e 50% do fosfato que consome.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Empresa de mineração vai investir R$ 450 milhões em Goiás

O governador Marconi Perillo e o secretário de Indústria e Comércio, Alexandre Baldy, assinaram protocolo de intenções com o diretor-presidente da CPX Goiana Mineração S.A., Rodrigo Lara, nesta tarde, no Palácio das Esmeraldas. A CPX planeja investir R$ 450 milhões no Estado de 2013 a 2015 na produção de cimento no município de Formosa, Região Nordeste de Goiás, com a geração de 2,9 mil empregos. O secretário Alexandre Baldy disse que o Governo do Estado vem mantendo contato com o Grupo Silvio Santos para a possível instalação de um Centro de Distribuição e uma fábrica da Jequiti Cosméticos.
Fonte: Goiás Agora
Minério do Seridó Potiguar será exportado para China
Barco japonês Nord Sincere estará em Natal e levará o minério para Ásia.




O ferro que vem do município de Cruzeta, que fica na região Seridó do estado, será exportado para a Ásia. O navio japonês Nord Sincere chega a Natal  e ficará na cidade durante cinco dias, pois é o tempo que vai durar o transporte do minério. Depois, vai viajar com destino a China. 

A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) quer evitar que o material, que pertence à empresa Susa Mineração, polua o meio ambiente e por isso que vai demorar dias para colocá-lo no navio.

Esse é o 1º carregamento de minério de ferro do ano e o 3º feito pelo Porto de Natal. O 1º carregamento deu-se em outubro de 2011, quando foram carregadas 31.012 toneladas e o 2º em dezembro de 2011, com carregamento de 35.054 toneladas.

Serão carregadas 30 mil toneladas de ferro e a operação do transporte dele acontece em várias etapas. Na primeira, o minério chega ao terminal portuário através de carretas e é armazenado na retroárea.

Em seguida, o material que vai ser exportado recebe inspeção de umidificação diária, para não se dissipar. Uma lona é posta para cobrir o mineral. Além disso, são colocadas telas externas no minério com, no mínimo, dois metros acima da altura da pilha.

A Codern também exigiu que as cinco esteiras, que vão transportar o ferro até os porões do navio, sejam totalmente cobertas.

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) foram convidados pela Codern e irão participar da operação de embarque de minério de ferro pelo Porto de Natal.
Mineração de carvão na China é a que mais mata no mundo 


Acidentes continuam acontecendo, apesar de medidas de segurança

Uma série de acidentes colocou em evidência os problemas do setor de mineração de carvão na China, país onde mais morrem pessoas na atividade. Isto, apesar de uma melhora de padrões de segurança em anos recentes.

Cerca de 76 pessoas foram mortas em três acidentes desde 13 de agosto, de acordo com a agência estatal de segurança do trabalho. Num dos piores acidentes de anos recentes, 45 pessoas morreram em uma explosão em uma mina na cidade de Panzhihua, na província de Sichuan, enquanto outras 14 morreram em uma explosão no domingo na província de Jiangxi.

A China é a maior consumidora e mineradora de carvão, e é onde mais pessoas morrem na extração. Isto reflete em parte a dificuldade de regulamentar 12 mil minas, e o fato de que os veios de carvão são muito profundos.

A maior consciência social sobre a segurança no local de trabalho e sobre o ambiente representa mais um desafio político para o Partido Comunista, que cada vez mais sofre pressões públicas por maior crescimento econômico. Na semana passada, a agência de notícias estatal Xinhua disse que 75.512 pessoas perderam suas vidas como resultado de acidentes do trabalho até o momento em 2012.

Analistas afirmam que a indústria do carvão está melhorando. Na região de Shanxi, as mortes em minas chegaram a 2.000 em 2011. Foram 3.876 em 2007, e quase 7.000 em 2002.

Os últimos acidentes ocorreram quase todos em minas relativamente pequenas, operadas por proprietários que prosperam ao satisfazer o gigantesco apetite chinês pelo combustível de usinas de energia e siderúrgicas, mas que individualmente são os maiores desafios para que Beijing coloque em prática regras de segurança. Analistas dizem que estas operações muitas vezes recrutam mão-de-obra não treinada e pagam com base em tonelagem, uma receita para desastres.

De acordo com a Associação Mundial de Carvão, a produção chinesa de 3.47 bilhões de toneladas métricas no ano passado representou 45% do total global, e quase 3.5 vezes mais que o resultado do segundo maior produtor, os Estados Unidos, informa o Wall Street Journal.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Cobre - Paranapanema 


Mais de 3 mil quilates de Opala já foram comercializados em 2012

 

A extração de pedras preciosas e ornamentais no interior do Estado do Piauí está em ritmo acelerado e o município de Pedro II continua sendo a menina dos olhos dos mineradores. Mais de três mil quilates certificados da Opala, pedra mais cobiçada do mercado foram comercializados para o exterior e o número continua a subir, já que a jazida encontrada no município supera os dois milhões de quilates. 

Apenas a produção de quartzito está deficitária, pois a indústria sofreu uma queda em função da crise mundial. A região de Pedro II abriga uma série de cooperativas que trabalham na obtenção da pedra. 

Segundo o superintendente do Departamento Nacional de Pesquisa e Mineração no Piauí (DNPM), Evaldo Freitas Lira, a atividade poderia ser potencializada se as cooperativas parassem com a cultura extrativista e tivessem uma maior visão mercadológica. "Muito se perde com o garimpo artesanal. Eles poderiam valorizar mais o produto se mudassem a lógica de extração",afirma o superintendente do DNPM. 

Já a cidade de Gilbués está extraindo diamantes a todo vapor. 

"Como os maiores compradores da pedra eram os países europeus, houve uma queda substancial de mais de 50% na exportação do mineral. O que é uma pena, pois o mercado nacional não consegue suprir a demanda", aponta o superintendente. 
Fonte: Portal O Dia

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Máquinas baratas da China e Coreia invadem as minerações brasileiras



A profusão de marcas chinesas e coreanas na Equipo Mining, a feira de máquinas e equipamentos para mineração realizada na semana passada em Santa Luzia, mostra o apetite dos fabricantes daqueles países pelo mercado brasileiro. China e Coreia, que há alguns anos tinham participação praticamente nula no segmento de máquinas para mineração, hoje participam, respectivamente, com 13,7% e 3,5%, segundo dados da Associação Brasileira de Máquinas (Abimaq).

Segundo o diretor regional da entidade, Marcelo Veneroso, China e Coreia são, em grande medida, responsáveis pelo aumento das importações de equipamentos para mineração de 52,2%, na comparação dos volumes do primeiro semestre com o mesmo período de 2008.

Preços

Para o professor de economia chinesa do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Roberto Dumas, a tendência é de que esses volumes aumentem progressivamente em função do preço das máquinas asiáticas, que podem ser até 60% menores que os de similares fabricados no país. Ennio Crispino, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei) acrescenta que a a realidade dos custos de produção, muito inferiores na Ásia, não deverão mudar no curto prazo.

Concorrente direta dos chineses e coreanos, a empresa New Holland, do Grupo Fiat, teve que investir em tecnologia e diferenciais competitivos para garantir participação de mercado. O diretor comercial da empresa na América Latina, Marco Borba, diz que, além de preço, qualidade é determinante para o fechamento de vendas.

Participação

Segundo Borba, a New Holland não perdeu participação de mercado e mantém inalterado seu programa de investimento de US$ 600 milhões na construção da nova planta de equipamentos para construção e mineração em Montes Claros. A expectativa, de acordo com o diretor comercial, é que a nova empresa produza cerca de 9 mil máquinas ao ano, a mesma quantidade fabricada em Contagem.
Fonte: Hoje Em Dia
Codelco monitora em tempo real as operações nas minas e plantas de Chuquicamata


Plataforma de TI montada em Santiago, numa central de operação remota, dialoga com as equipes no campo em vídeoconferência, monitora parâmetros críticos das plantas e permite tomadas de decisão imediatas



Parece ficção científica do famoso seriado de TV Jornada na Estrelas, mas é pura realidade. Honeywell, através da divisão Process Solutions, trabalha há cinco anos com a Codelco na implementação da tecnologia ROC — sigla em inglês de Operação e Colaboração Remota, interligando em tempo real, com um conjunto de tecnologias de TI para imagem, voz e dados, a sede central ao seu mais importante complexo de mineração de cobre, a 1.650 km ao norte Chuquicamata. Aproveitando essa mesma infraestrutura, também encontram-se interligadas as operações de El Teniente e Andina, a 80 km de distância.

Os técnicos mais experientes da sede da Codelco em Santiago podem dialogar em videoconferência com as equipes dos níveis operacionais diversos nas minas e plantas, enquanto acompanham os parâmetros de operação dos processos de concentração do minério de cobre, bem como o desempenho das frotas de lavra e transporte. As anomalias fora de padrão podem ser discutidas em tempo real e as decisões tomadas em conjunto entre as chefias de campo e a sala de operação remota, instalada na sede da mineradora, eliminando demoras e atacando problemas antes que evoluam para falhas críticas que afetem o nível de produção ou gerem custos de manutenção.

Anomalias fora de padrão podem ser discutidas em tempo real entre chefias de campo e a sala de operação remota

A Codelco tomou conhecimento dessa tecnologia num relatório da Alcoa, a primeira mineradora que adotou essa abordagem há cerca de 10 anos, quando desenvolveu a implantação de uma sala de operação e controle remoto na Austrália, que comanda juntamente com as equipes locais as refinarias de alumínio naquele país, no Suriname, e a da Alumar, em São Luís, no Maranhão. O projeto ROC envolve um processo amplo, que ultrapassa o mero fornecimento de soluções de automação, iniciando-se por uma avaliação do conjunto de operações da planta, seus parâmetros variáveis, o consumo de insumos, os gargalos potenciais, e a cadeia de comando dos encarregados e supervisores que tomam as decisões.

Os resultados alcançados pela Alcoa convenceram a Codelco da abrangência dessa plataforma tecnológica e ela formou com a Honeywell a empresa Kayros -- para desenvolver essa solução para as suas minas e plantas e ofertá-la em seguida ao mercado, de modo que possa ser refinada ao longo do tempo. O contrato de três anos acaba de ser renovado entre as duas empresas.

Fundição em Chuquicamata

Como um elemento fundamental do ROC é a colaboração entre os operadores e supervisores envolvidos, todos os stakeholders da cadeia de operação de Chuqui, El Teniente e Andina, nas minas e plantas e na sede, foram mobilizados (e “convencidos”) a atuar como uma única equipe, derrubando as barreiras que isolavam as competências individuais, a favor das metas da mina ou planta. Os combativos sindicatos mineiros chilenos também se convenceram de que essa tecnologia permite gerar mais produção por homem hora, preservando os empregos — e no final das contas, contribuir na ampliação da vida útil dos depósitos de cobre da Codelco.

Outro ganho obtido pela Codelco foi a retenção dos técnicos experientes, que após um período de anos nas minas localizadas na região desértica de Atacama podem regressar a Santiago e continuar prestando serviços na empresa, através da central remota de operação instalada na capital. Com essa plataforma tecnológica, ficou mais fácil revezar as equipes operacionais entre as minas e a sede.

A estatal chilena investiu US$ 125 milhões nessa primeira fase e as economias geradas já superaram esse valor, com ganhos na produção e nos custos operacionais. Para se ter uma ideia dessas cifras, a Codelco produziu em 2011 1796 mil tm de cobre, como líder global nesse metal, e teve vendas brutas de US$ 17,5 bilhões.


O simulador que cria acidentes “reais” em 3D

Não é um game e o player não morre e não é eliminado. O simulador de acidente criado em conjunto pela Honeywell e a Virtualis italiana funciona como uma plataforma com infraestrutura incorporada, onde o cliente insere uma planta em 3D da sua instalação e os parâmetros funcionais dos seus sistemas industriais.

Aí o simulador pode encenar um acidente, como o choque de uma escavadeira com uma tubulação de gás líquido, na tela gigante em 3D. A partir daí o volume vazado é calculado e visto em tempo real, o tamanho da poça no solo, os alarmes soando — o vazamento esvazia um reservatório e eleva perigosamente a pressão no sistema, que pode ser lido no painel de controle do simulador. Um inspetor de campo, humano, usando um dispositivo wireless, entra na simulação e dialoga com a sala de controle. Uma válvula é fechada, cortando-se o vazamento e um bypass é acionado para aliviar a pressão no sistema.

Neste momento, uma faísca incendeia a poça de gás liquido, junto do inspetor. O sensor mostra a elevação rápida da temperatura no foco e sua vizinhança e um gráfico revela o grau de queimadura sofrido pelo inspetor.

Essa pequena demonstração do simulador mostra sua capacidade em reproduzir cenários variados de acidentes, para treinamento de equipes operacionais em plantas petroquímicas, refinarias ou plataformas off-shore.

A próxima geração do Experion

A Honeywell lançou em junho passado a nova geração da plataforma Experion Process Knowledge System (PKS Orion), que traz dois importantes avanços: é o 1º sistema de processo industrial que usa a tecnologia Universal Channel para configurar remotamente sistemas de processos e segurança, sem a necessidade de hardware adicional; e ele vem acompanhado de uma solução de virtualização que compreende um pacote completo de hardware, software, guia, melhores práticas, treinamento e suporte. Atende a certificação ISA99, com os mais rigorosos padrões de ciber-segurança.

A tecnologia Universal Channel simplifica a engenharia e a configuração durante a fase de projeto, o que pode reduzir em até 30% os custos da instalação. Mudanças imprevistas e tardias que costumam provocar atrasos e custos adicionais podem ser feitas via acesso remoto, ao invés de manipular o hardware no campo. Nas plantas existentes, as soluções de virtualização Experion reduzem os custos de gerenciamento do ciclo de vida ao permitir upgrade de hardware, sem interromper sua operação.

sábado, 1 de setembro de 2012


HUMOR: Somente os "bons" alunos irão entender

Fonte: geologiadepressão
Histórico, resultados e expectativas da Companhia de Ferro Ligas da Bahia - FERBASA


 

Fonte: Ferbasa.com.br

Rondônia explora menos de 10% das reservas de ouro do Estado


A Amazônia tem contribuído significativamente na atividade de extração e transformação mineral realizada em todo território brasileiro. E é com os olhos voltados a dar maior visibilidade à produção do extrativismo mineral familiar na Região Norte e debater as políticas públicas para o setor que Porto Velho vai sediar o 1° Congresso Internacional de Mineração e Garimpagem Sustentável na Amazônia (CIMIGS). O evendo de 7 a9 de Setembro, no auditório do ILES/ULBRA na capital rondoniense.

Os minérios mais extraídos na Amazônia são, em primeiro lugar, o ferro. O metal chegou a corresponder, em 2008, a 35,2% da produção nacional. Em segundo lugar vem à alumina (bauxita), com 17,6 % do total. O alumínio aparece em terceiro, com 15,1%, e o cobre fica na quarta posição, com 11,3%. Ainda em 2008, a extração do nióbio colocou o país em primeiro lugar no ranking internacional, em segundo com a extração de ferro, manganês e alumínio (bauxita), e em quinto com o caulim e o estanho.

Garimpo em Rondônia

Nas décadas de 60 a 80, o Estado viveu um auge de grande desenvolvimento econômico no setor. Com a abertura da BR-364, a região ficou relativamente bem, quanto ao aspecto financeiro, mas sofria com a atividade explorada de forma clandestina e manual. Em 1970, o Governo Federal proibiu a lavra manual na província estanífera de Rondônia, de acordo com a Portaria nº. 195, determinando que a exploração das jazidas fosse mecanizada, por meio de empresas.

A primeira mina de cassiterita descoberta em Rondônia se localizava no rio Machadinho, no ano de 1955. Em 1973, no auge da extração do minério, chegou-se a tirar até 7,3 mil toneladas. Neste período, a produção de Rondônia correspondeu a 80% do produzido no país.

De lá para cá, pouca coisa mudou. O modelo atual de exploração mineral ainda é artesanal e familiar. Com o apoio das cooperativas, os profissionais extraem apenas uma pequena parcela do potencial existente no Estado, o que representa resultados inferiores a 10%, apesar de estudos técnicos ligados ao setor comprovarem que há forte concentração de ouro na região.

Atualmente a cooperativa dos Garimpeiros, Mineração e Agroflorestal (Minacoop), cooperativa de Garimpeiros do Rio Madeira (Coogarima) e a cooperativa de Garimpeiros do Amazonas (Cogam), contam com 1.498 profissionais atuantes. Esses números representam famílias que fazem circular mensalmente em Porto Velho cerca de R$ 13 milhões. A atividade gera uma renda média de mais de R$ 8 mil por família.

Preocupação com o Meio ambiente

As cooperativas encaram como desafio principal a desconstrução do atual modelo imposto pelo capital, com subordinação do Estado, e a construção de outra possibilidade de aproveitamento de forma racional dos recursos minerais na Amazônia. A maior preocupação é com a degradação do meio ambiente. A forma como a prática é feita tem gerado grandes prejuízos como crateras, matas devastadas, águas poluídas e outras sequelas, provavelmente irreversíveis.
Por: Suelen Viana
Fonte: Portal Amazonia