segunda-feira, 16 de julho de 2012


A força da mineração brasileira

A Perspectiva Otimista da Mineração no Brasil

O Brasil detém um dos maiores patrimônios minerais do mundo e é um importante produtor e exportador de minérios de alta qualidade. Essa é a razão pela qual a mineração é uma das forças da economia brasileira.

A Indústria da Mineração é um dos responsáveis pelo saldo positivo da balança comercial brasileira e as perspectivas para esta atividade econômica são extremamente otimistas para as próximas décadas. 

Fonte: Ibram
Reflexos da demanda internacional e políticas internas sobre o mercado de aço.






O ano de 2011 foi muito positivo para o setor de mineração, com um crescimento real no volume de exportação e aumento de dois dígitos em receitas, devido ao aumento do preço da commodity no mercado internacional. O setor é extremamente importante, pois representou nada menos do que 16.3% da pauta de exportação do Brasil.


O governo expôs uma perspectiva de crescimento do PIB brasileiro acima de 4%, o que parecia mais uma “esperança” do que uma real análise do cenário. A tentativa era de manter a confiança do mercado.


O ano de 2012 iniciou com forte redução de 20% nas exportações de minério, devido às chuvas em Minas Gerais no mês de Janeiro. As chuvas certamente influenciaram esses resultados, mas não foram uma variável independente para identificar o real motivo da queda das exportações, uma vez que os meses seguintes não apresentaram uma retomada da atividade e tiveram um resultado 16% menor que em 2011.


O mercado da commodity somente apresentou uma leve melhora em Maio, com aumento de 7% em relação a Abril, porém, o resultado ainda está distante do mesmo mês em 2011, devido à forte redução dos preços, como resultado da queda da demanda na Europa e, consequentemente, da China.


O real problema repousa na forte queda da demanda por aço nos mercados mais ricos e dinâmicos do mundo, como a Europa, América do Norte e na China.


Os investimentos em infraestrutura na China estão chegando ao limite, com milhares de imóveis vazios em cidades “fantasmas” criadas com recursos do enorme pacote de investimentos aprovado em 2008. Ainda assim, o governo chinês está convencido que para manter o crescimento econômico é necessário continuar investindo em infraestrutura, apesar do novo projeto impulsionar a inflação e afetar negativamente suas exportações do país.


Um eventual crescimento da demanda interna da China seria um fator positivo para as exportações brasileiras, não seria suficiente para suprir a diferença negativa gerada pela forte queda da demanda da Europa e Estados Unidos.


As medidas de austeridade econômica promovidas por países europeus para controlar seus gastos afetarão os investimentos governamentais e continuarão mantendo os gastos com infraestrutura em baixa.


Outro setor que apresentou queda nos principais mercados foi o automobilístico, que também influencia a demanda por aço.


Por isso, algumas medidas do governo brasileiro para incentivar a economia podem favorecer o setor de aço do país. Recentemente, o governo reduziu o IPI para incentivar o consumo de automóveis e aumentou o imposto para carros importados. Também foi feita uma redução nos juros para impedir um recuo maior da atividade econômica no setor de construção. Como reflexo dessas medidas heterodoxas, é possível prever uma melhoria de curto prazo na demanda por aço, mas um planejamento de longo prazo é essencial, uma vez que a economia européia não apresenta sinais de recuperação.


Um dos fatores que contribuem para a falta de competitividade dos produtos brasileiros é a incapacidade de investir em inovações, devido à alta carga tributária.


Alternativas de longo prazo poderiam ter como base a tão sonhada reforma tributária, que tornaria os produtos brasileiros, desde commodities aos produtos de alto valor agregado, mais competitivos e promoveria maior dinamismo no mercado interno brasileiro.


Os últimos anos de crise econômica internacional trouxeram grandes desafios aos setores mais dependentes de exportação na economia nacional, dentre eles as commodities e produtos de aço. A atuação do governo se faz essencial para manter o crescimento ou, ao menos, reduzir os impactos externos sobre esses segmentos. Por isso, o governo brasileiro tem intervido frequentemente com medidas paliativas, mas para que a economia possa ter um crescimento sustentado, medidas de longo prazo serão necessárias, incluindo políticas horizontais para diversificação da pauta de exportação, fortalecimento do mercado interno e aumento da competitividade dos produtos brasileiros.
Fonte: www.engenhariademinasnews.com
Rodrigo Leite é colunista e analista internacional

sábado, 14 de julho de 2012


O que é mineração longwall?


Mineração longwall é uma técnica de exploração subterrânea altamente produtiva de mineração de carvão. Máquinas longwall consistem em múltiplos tosquiadores de carvão montados em uma série de suportes hidráulicos auto-avançados de teto.


Todo o processo é mecanizado. Máquinas longwall para mineração medem cerca de 240 metros de largura e 1,5 a 3 metros de altura. Mineiros extraem "painéis", blocos retangulares de carvão tão grandes quanto a própria máquina de mineração e com comprimento de 3.650 metros.


Tosquiadores maciços cortam carvão a partir de uma face da parede, que cai em um transportador de correia para remoção. Conforme a máquina avança ao longo de um painel, o teto para trás no caminho do mineiro entra em colapso.



Grandes máquinas são usadas nesse processo de mineração de carvão


Esse método de mineração foi introduzido pela primeira vez nas décadas de 1950 e 1960. Hoje, responde por mais da metade de toda a produção de carvão nos Estados Unidos. Em um determinado dia, um sistema de mineração típico por longwall é capaz de extrair entre 10.000 e 30.000 toneladas (9 a 27 milhões de quilos) de carvão a partir de um painel. A desvantagem principal desta técnica muito produtiva é um investimento inicial proibitivo - máquinas de mineração longwall normalmente custam entre 5 e 15 milhões de dólares.

A mineração desse tipo substitui o histórico “quarto-e-pilar", segundo o qual “quartos” subterrâneos de carvão são extraídos manualmente e pilares são deixados para suportar o "telhado" da mina para que os mineiros possam trabalhar com segurança.


Nas regiões de mineração mais profundas do que 300 metros abaixo da terra, o método quarto-pilar e torna-se bastante caro, porque o tamanho dos pilares necessários para suportar a parte superior da mina é muito maior, o que significa que boa parte do carvão não pode ser extraída a partir deles. Sistemas de longwall tornam possível a mineração em profundidade.


Às vezes, a metodologia é considerada destrutiva ou insegura para o meio ambiente, porque faz com que a terra acima do painel minado afunde. Isto pode danificar as reservas de água subterrânea, estruturas na superfície e pode causar erosão do solo.


A realização de levantamentos geológicos cuidadosos, no entanto, pode ajudar a melhorar esses problemas. Os avanços tecnológicos continuam a fazer a mineração longwall cada vez mais eficaz, portanto ela será responsável por uma parcela crescente da produção mundial de carvão.
Fonte: Flávia Saad

sexta-feira, 13 de julho de 2012


Grupo EBX: Ouro - de volta às origens 

Excelente vídeo, bem explicativo, sobre a nova mina do grupo EBX na Colombia. Retratando como foram as pesquisas, qual será o metodo de lavra até a parte de beneficiamento do ouro extraido da mina, vale a pena conferi!

 

Buraco mais fundo da Terra começará a ser perfurado

Rumo às profundezas da Terra


Desde meados do século 20, os geólogos têm realizado furos cada vez mais profundos na crosta terrestre, tanto na terra quanto nas profundezas do oceano.


Embora os estudos de sismologia e geologia venham se aprimorando, nada pode substituir uma observação direta das partes mais íntimas do nosso planeta. Contudo, os pesquisadores ainda não conseguiram chegar nem perto do manto.


Talvez eles consigam agora, conforme entra em ação um plano ousado cujo objetivo é alcançar o interior viscoso do nosso planeta.


Veja abaixo como tem sido esta saga em busca da observação das profundezas da Terra.

Primeira tentativa: Projeto Mohole, Baja California 




Na década de 1950, cientistas norte-americanos tentaram fazer perfurações para obter amostras do manto, depois que um grupo de geólogos reunidos em um bar chegou à conclusão de que valia a pena tentar.

Eles chamaram a ideia de Projeto Mohole.


A perfuração começou na costa da Califórnia, mas o projeto foi cancelado por um ainda jovem Donald Rumsfeld, depois de atingir apenas 183 metros da superfície.

Mais profundo em terra: Kola Superdeep Poços, Rússia 





Desde então, as perfurações têm ido muito mais fundo.


O mais profundo poço do mundo em terra alcançou 12.262 metros da superfície, em uma região remota do noroeste da Rússia.


Ainda assim, isto é apenas cerca de um terço do caminho até o manto, porque a crosta continental tem dezenas de quilômetros de espessura.

Maior furo: Sakhalin-I, Rússia 





Em 2011, a companhia petrolífera Exxon Mobil alegou ter feito o maior furo de sondagem do mundo, com 12.345 metros.


Tudo certo, só que o poço não foi perfurado verticalmente, ou para baixo. O objetivo era a extrair petróleo mais perto da superfície, e não alcançar o manto.

Mais próximo do manto: Buraco 1256D, Costa Rica 






Aquele que mais próximo chegou do manto até hoje foi o furo de sondagem 1256D, perfurado por cientistas ao largo da costa oeste da Costa Rica. Ele atinge 1.507 metros abaixo do fundo do oceano.


É o mais próximo do manto porque estima-se que a espessura da crosta terrestre neste ponto esteja entre 5 e 5,5 km, uma das mais finas de toda a Terra.


Apesar disso, ele não é o buraco mais profundo na crosta oceânica.


Esse título vai para outro buraco, chamado 504B, no leste do Pacífico, que alcança 2.111 metros abaixo do fundo do mar. Ele está mais longe do manto porque, nesse ponto, a crosta é mais grossa.

A caminho do manto: Projeto Mohole 



Está tudo pronto a bordo do navio japonês Chikyu para começar a perfuração. Os geólogos estão agora embarcando em um dos esforços mais ambiciosos de exploração na história das ciências da Terra: uma missão para coletar um punhado de rochas do manto.
Uma broca a bordo do navio japonês Chikyu irá penetrar na crosta em um de três locais possíveis: Baja Califórnia, no Havaí ou na costa da América Central. O projeto foi batizado de Mohole, em homenagem à ideia inicial, nascida da coragem de um grupo de amigos na mesa de um bar.

Quem sabe, desta vez, não surja outro burocrata para desligar a broca a meio caminho.
Na Vale, 55 projetos esperam licença Ambiental do Ibama
 


O Valor teve acesso a um levantamento detalhado dos processos ambientais envolvendo os empreendimentos da Vale. A mineradora tem hoje 55 projetos que aguardam sinal verde do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Só no setor ferroviário, há 27 empreendimentos da companhia em compasso de espera, que envolvem obras em 10 mil quilômetros de malha ferroviária. Entre eles, está a duplicação de 625 quilômetros da Estrada de Ferro Carajás, principal rota de escoamento de minério de ferro da empresa, entre os Estados do Pará e do Maranhão.

Falta de licença ambiental barra 55 projetos de expansão da Vale
Na atividade-fim, a mineração, há 15 processos de licenciamento para serem concluídos. No setor portuário, duas licenças estão pendentes, além de um processo para obras de dragagem e outro de rodovia. Outros nove processos são ligados a setores diversos.

Neste ano, a Vale obteve 15 licenças ambientais. No ano passado, 13 e em 2010, só 9. Procurada pelo Valor, a empresa informou, por meio de nota, que "o licenciamento ambiental tem sido o principal risco para o desenvolvimento de projetos". Em seu balanço financeiro, a mineradora alega que tem enfrentado "alguns obstáculos para implantar o seu portfólio de ativos de classe mundial", tendo o licenciamento ambiental como um dos principais entraves.

O ônus da lentidão, no entanto, não pode ser atribuído apenas ao Ibama. Segundo Vania Somavilla, diretora-executiva de recursos humanos, saúde e segurança, sustentabilidade e energia da Vale, a companhia fez uma revisão no método pelo qual desenvolve seus processos de licenciamento e estabeleceu "mecanismos internos de controle e suporte". Entre as iniciativas, está a criação de um "guia de boas práticas de licenciamento ambiental", com regras que apontam as necessidades específicas de cada tipo de projeto. Além disso, a Vale criou um comitê executivo de meio ambiente.

Para Gisela Forattini, diretora de licenciamento ambiental do Ibama, é preciso qualificar as autorizações que o instituto tem emitido. Há duas semanas, por exemplo, deu licença a um projeto de R$ 40 bilhões. "Autorizamos a maior mina de ferro do mundo", disse Gisela.Fonte: Valor Econômico

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Literatura - Clivagens do Coração 
 
      CAPÍTULO II - Terremotos da Paixão


O relacionamento entre o quartzo e microclina estava como o mineral halita: totalmente instável. Bastaria uma solução de ataque ou mesmo uma simples reação de hidrólise para abalar o sistema cristalino daquele decadente amor. A princípio, a paixão entre ambos era como um hábito cúbico: perfeito e tenaz, fazia inveja aos casais mineralógicos daquele diápiro. Agora era como um hábito micáceo: tão frágil que num escorregar de dedos se desfazia.


A razão para essa instabilidade amorosa que nem a série de Goldich poderia explicar eram os boatos de infidelidade do quartzo. A microclina custou a acreditar em tais rumores, mas ao flagrar seu amado silicato olhando com voluptuosidade para uma granada seu mundo caiu. Depois de se acabar em rios de lágrimas iônicas, entrou numa intensa discussão com seu parceiro, que entre uma desculpa esfarrapada e outra deixava sua imagem mais distorcida que a organização interna de um amorfo.


A granada em questão era um almandina, um mineral isométrico que esbanjava sensualidade com sua forte coloração arroxeada. Era praticamente perfeita: suas faces eram tão planas e lisas que mais pareciam esculpidas por um exímio artesão, formando um cristal dodecaédrico único naquela rocha. De certa forma, essas características deixavam a microclina ao mesmo tempo despeitada e atenta, tomando as devidas preucações para que o quartzo não se deixasse levar pelas propriedade físicas e químicas de um tentador silicato.


- Muito bem, quartzo - disse a microclina - eu posso não ser isométrica, mas sou triclínica com muito orgulho. Tenho eixos tortos e desiguais, eu sei disso, mas também tenho uma coisa que aquela "silicata" não tem e nunca terá: um belo par de clivagens! Clivagens estas que arrancam suspiros de muitos feldspatos por aqui!


- Por favor, microclina, poupe-me desse mineralodrama... Não vamos por em pauta hábitos, sistemas cristalinos ou qualquer outra propriedade física ou química! Nada disso vem ao caso! Estou cansado de suas suspeitas ridículas e infundadas. Nossa relação está insustentável: acho melhor acabarmos por aqui mais uma vez!


- Eu te imploro: mais uma vez a separação não! O que há de errado comigo? O meu sistema cristalino? Minha cor verde não te agrada? Ah, já sei! São minha estrias... Eu juro que vou tirá-las, farei um processo de exsolução ou qualquer outra coisa, mas por favor, não se vá! Eu te amo!


Quando o quartzo fez menção de responder à microclina, um forte tremor de terra abalou o diápiro, fraturando-o em uma de suas laterais. Um enorme bloco rochoso despencou de um formação, dispondo-o bem em frente a ele. Depois de um ruído grave proveniente do terremoto, aquele local ficou em profundo silêncio. A dinâmica interna da Terra tinha reservado um novo destino para aqueles minerais...
 Fonte: Geoboteco.com

Mulher mais rica do mundo ganha cerca de R$ 1.300 por segundo


Australiana é herdeira de mineradora de ferro 
 Australiana é herdeira de mineradora de ferro
Gina Rinehart, a australiana que foi considerada a mulher mais rica do mundo pela revista Business Review Week, é a herdeira e executiva da Hancock Prospecting, mineradora de ferro responsável inclusive por parte da prosperidade de seu país. Segundo reporta a BBC News, a multibilionária não liga para roupas, cavalos ou eventos da alta sociedade. Rinehart trabalha sete dias por semana e 24h por dia pelo negócio que lhe rendeu uma fortuna pessoal de quase R$ 59 bilhões. Estima-se que o rendimento da bilionária seja de cerca de R$ 1,3 mil por segundo.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Mineroduto vai ligar Grão Mogol à Bahia
 O projeto faz parte do investimento de cerca de R$ 3,6 bilhões, que inclui a produção de 25 milhões de toneladas de ferro




Será construído um mineroduto com extensão de 490 quilômetros para levar o minério de ferro de Grão Mogol, Região Norte de Minas, até o Porto Sul, em Ilhéus (BA). O mineroduto será implantado pela Sul Americana Metais (SAM), subsidiaria da Votarantim Novos Negócios (VNN), uma das empresas que investem na exploração mineradora na região.

Para viabilizar o uso da água no processo produtivo e no mineroduto, a empresa vai construir uma barragem no Rio Vacaria (Região de Salinas), um investimento de R$ 80 milhões. A SAM vai implantar o Projeto Vale do Rio Pardo, que prevê a produção de 25 milhões de toneladas de minério de ferro por ano no município mineiro. O investimento é de cerca de R$ 3,6 bilhões, com possibilidade de um acréscimo de R$ 600 milhões, de acordo com o governo de Minas.

Nesta semana, executivos da SAM se reuniram com os secretários de Estado de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas, Gil Pereira, e de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, a fim de discutir a formalização de um protocolo de intenções entre o governo e a empresa do Grupo Votorantim. A assinatura do documento deve ser feita em 12 deste mês.

Desde as primeiras notícias sobre os investimentos na exploração das reservas de minério de ferro no Norte de Minas, começou uma discussão em torno do transporte do produto – se ele seria feito por ferrovia ou mineroduto.


O próprio governo do estado chegou a anunciar a elaboração de um projeto da construção de um ramal ferroviário, ligando Grão Mogol e Salinas até um ponto mais próximo da Ferrovia Centro Atlântica, possivelmente no município de Monte Azul.

Também surgiram especulações em torno da construção do mineroduto, para que a exportação pelo porto que está sendo construído em Ilhéus. A preocupação era de como conseguir água para o escoamento pelo mineroduto, tendo em vista que os municípios da região enfrentam a carência hídrica.


Um problema que a SAM promete resolver com a construção da barragem no Rio Vacaria, que também servirá para atender os pequenos agricultores da região. “Além do empreendimento, serão atendidos 500 propriedades rurais com área até 2 hectares de irrigação”, afirma Dorothea Werneck.


O prefeito de Salinas, José Antônio Prates (PTB), considera que a construção do mineroduto é uma boa alternativa para viabilizar a saída do minério de ferro da região. “O meu sonho mesmo era a construção de uma ferrovia, para que pudesse ser usado também o transporte de cargas e de passageiros. Mas não tenho nenhuma objeção ao mineroduto”, assegura.

“Existe a preocupação em relação a questão da água. No entanto, se a empresa está se propõe a construir a barragem, ela mesmo vai garantir o fornecimento de água e estará dando uma contribuição para a região”, diz o prefeito de Salinas. Ele defende que a mineradora também venha indenizar os proprietários das áreas por onde passar o mineroduto.

“A empresa tem obrigação com o desenvolvimento sustentável e social da região”, acrescenta Prates, que entende que os prefeitos da região também devem ser convidados para a assinatura do protocolo de intenções com a SAM, visando à implantação do empreendimento.
Fonte: Estado de Minas
Amarillo apresenta resultados de perfurações em projetos de ouro no RS




A júnior canadense Amarillo Gold divulgou nesta segunda-feira (9) o resultado dos últimos furos do atual programa de perfurações do prospecto Butia, parte integrante do projeto de ouro Lavras do Sul, na cidade gaúcha de mesmo nome. Dois anos atrás, a mineradora apresentou estudo independente que revelou que o prospecto tinha reservas indicadas de 215 mil onças de ouro e reservas inferidas de 308 mil onças de ouro.


O anúncio de hoje não revela uma nova estimativa de recursos para o prospecto todo, cobrindo apenas 12 dos 23 novos furos em Butia, um dos 19 prospectos do projeto. Os destaques foram: o furo LDH-220, que intersectou 55 metros com 2,06 g/t de ouro; o furo LDH-217, com 36 metros a 1,05 g/t de ouro; e o furo LDH-224, com 4,7 metros a 15,46 g/t de ouro. As mineralizações foram encontradas desde a poucos metros da superfície até profundidades superiores a 100 metros. No total, a Amarillo já perfurou 20.245 metros em 70 furos no prospecto Butia.
Fonte: O Geólogo

terça-feira, 10 de julho de 2012

Dia do Engenheiro de Minas.


Engenheiro de Minas. Uma profissão que vai muito além do que explorar minério de ferro. O profissional desta área pode trabalhar em vários ramos, como enorme abrangência, desde centros de pesquisa a cimenteiras, além de ser um dos poucos autorizados a trabalhar com explosivos. No dia 10 de julho comemora-se o Dia do Engenheiro de Minas.


Em nome de todos os alunos do Curso Técnico em Mineração, Andorinha - BA/CETEP os nossos mais efusivos parabéns a estes grandes profissionais.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Mulheres ganham espaço na mineração 


 


Mão de obra feminina na Vale cresce 28% em 2011; elas são 12,3% dos funcionários da maior mineradora do país. Com avanço da tecnologia, estigma do setor como trabalho somente para homens vai ficando para trás.

Quando ingressou no curso de engenharia de minas, na Universidade Federal da Paraíba, Lúcia Oliveira, 36, tinha duas colegas de turma, mas foi a única mulher a receber o diploma. 

Da Paraíba, mudou-se para o Pará e, há dez anos, empregou-se num projeto de cobre da Vale, onde hoje é gerente de planejamento de mina, com uma equipe de 53 pessoas -90% homens. 

De lá para cá, ela conta que a realidade mudou muito: o estigma da mineração como um trabalho exclusivamente masculino começa a cair por terra e mais e mais mulheres buscam um emprego no setor. "Tinha até o mito que mulher dava azar em mina. Isso já não existe mais." 

Em 2011, a força de trabalho feminina da Vale cresceu 28%, acima da expansão total do número de empregados (7,4%). Apesar de ganharem espaço nos quadros da empresa, elas ainda representem só 12,3% do total -em 2009, eram 10%. 

O crescimento ocorreu em todas as categorias profissionais, inclusive em cargos de gerência e mesmo nos de operação. Um exemplo é da operadora de motoniveladora (equipamento pesado que nivela o solo) Leidiane Fernandez, 30. 

"Sempre gostei de dirigir caminhões. Comecei com caminhão-caçamba e fiz treinamento para outras máquinas. Mas confesso que fui atraída também pelos melhores salários e pela estabilidade no emprego", afirma ela, cuja meta é dirigir os imensos caminhões-fora-de-estrada, usados para movimentar volumes gigantescos de terra em minas a céu aberto. 

Para o consultor José Mendo, o avanço tecnológico e a automação dos equipamentos abriram espaço para as mulheres na mineração. "Os sistemas são hidráulicos ou computadorizados. Antes, só um homem forte conseguia manobrar um caminhão." 

Mendo diz que o fato de os salários na mineração serem mais altos do que em outras ocupações típicas de mulheres (como as de comércio e serviços) também atrai o público feminino. 

Até agora, diz a Vale, o crescimento da presença feminina na companhia foi espontâneo. Mas a mineradora começa a trabalhar num programa para qualificar e ampliar a mão de obra feminina.

PRESIDÊNCIA GLOBAL

A Anglo American já faz isso e contabiliza 37% de mulheres entre seus empregados na área de minério de ferro no país. No mundo, elas são 14% da força de trabalho da companhia -a mais "célebre" é a presidente global, Cynthia Carroll. 

Em 2013, quando o projeto Minas-Rio (mina, mineroduto e terminal portuário no porto do Açu, norte fluminense) entrar em operação, a companhia pretende contratar mais 300 mulheres, das 1.200 vagas previstas.

"O objetivo é mapear, atrair e manter a mão de obra feminina. Preferimos mulheres para cargos como o de operador de usina de beneficiamento e soldador. Elas têm mais habilidades manuais e uma atenção mais concentrada do que a dos homens", afirma a gerente de RH do projeto, Claudiana Silva.

Ibama fecha garimpo ilegal de cassiterita em São Fêlix do Xingu 
 


EMBARGO

Responsáveis pela exploração ilegal foram multados em R$ 783 mil

O Ibama interrompeu mais um garimpo clandestino, desta vez de cassiterita, na Vila Taboca, em São Félix do Xingu, no sudeste do Pará. No local, os agentes apreenderam duas retroescavadeiras (avaliadas em R$ 1,3 milhão), motos, bombas hidráulicas, geradores de energia, máquinas de solda, entre outros equipamentos. Os responsáveis pela exploração ilegal do minério ainda foram multados em R$ 783 mil e tiveram as áreas de lavra embargadas. Há menos de 15 dias, um garimpo clandestino de ouro foi desativado em Cumaru do Norte, também no sudeste do estado.

A equipe do Ibama, com apoio da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Pará, chegou à Vila Taboca no final de junho e permaneceu dez dias na região, com a operação Soberania, até interromper os danos ambientais provocados pelo garimpo e retirar todo o maquinário apreendido. Na ação, os fiscais se surpreenderam com a estrutura e o alto valor das máquinas usadas na extração irregular. "Não era um negócio amador, de gente sem recurso, como normalmente se vê nos garimpos ilegais. Pelo contrário, havia maquinário moderno, caro e estruturas de impressionar", disse o coordenador da operação, o analista ambiental Leonardo Tomaz.

Os fiscais identificaram mais de cem áreas para a garimpagem da cassiterita, espalhadas em cerca de 500 hectares de área, onde o meio ambiente foi gravemente danificado. Entre os graves impactos ambientais observados estavam o deslocamento de grande quantidade de sedimentos para os rios da região, o assoreamento e a contaminação do rio Xingu. "Já podemos dizer que essa garimpagem matou o rio Pium", afirmou Tomaz. Além da fiscalização no garimpo, os fiscais vistoriaram empreendimentos madeireiros na Vila Taboca, onde apreenderam 170m³ de madeira em tora e serrada comercializadas ilegalmente.

sexta-feira, 6 de julho de 2012


Acreditar sempre! JC o magnata da mineração, um grande empreendedor


Bilionário brasileiro diz que sua força vem do cosmo


“Estou ligado ao divino, a essas forças aí,” João Carlos Cavalcanti, magnata brasileiro da mineração, disse ao estender o braço em direção ao lago coberto de lírios que fica atrás de sua mansão de US$15 milhões.

Uma brisa suave balançou sua barba branca. Cavalcanti, parado em seu píer, fechou os olhos por um segundo. Uma empregada de uniforme, uma das 15 de sua equipe de funcionários, se aproximou discretamente com aperitivos e drinques não-alcoólicos. Ela sabia que não devia perturbar um homem que medita três horas por dia e que se considera uma pessoa “mística”, cuja força vem do “cosmo” – quando ele não está colecionando carros de luxo, pinturas refinadas e outros brinquedos.

 


Minutos depois, quando Cavalcanti subia a colina, atravessando seus jardins de inspiração tailandesa e indonésia e ornados com estátuas budistas, seu celular tocou. Era outro banqueiro ligando, este do Canadá, ansioso por fazer negócio com um dos mais novos bilionários brasileiros. Cavalcanti explicou que já tinha planos próprios de formar um “banco de mineração mundial” com a Merrill Lynch e levantar capital para projetos de exploração ao redor do mundo.

Essa é a vida do novo bilionário brasileiro – vida com a qual Cavalcanti sonhou desde os nove anos de idade e na época em que ele mergulhava em biografias de Henry Ford, John Jacob Astor e John D. Rockefeller.

Geólogo por formação, Cavalcanti – conhecido como J.C. – aplicou seus conhecimentos e considerável perspicácia na descoberta de reservas imensas de ferro e outros minérios. Hoje, ele possui um patrimônio líquido de US$ 1,2 bilhão, que o coloca entre os 20 homens mais ricos do Brasil. Antes do ano acabar, ele promete angariar US$ 1 bilhão em investimentos líquidos, valor que se juntará aos seus 39 carros, 10 casas e dois aviões.

Cavalcanti, 59 anos, pertence a um grupo emergente de mega-ricos no Brasil, cuja economia próspera deu ao País o terceiro lugar no crescimento do número de milionários no ano passado, atrás de Índia e China, segundo um estudo recente conduzido pela Merrill Lynch e Capgemini, uma grande consultoria. Ele está entre os novos ricos que se beneficiaram da alta de commodities como soja e minério de ferro.

O grupo também inclui Eike Batista, empresário do setor de minério e extração petrolífera, que tem patrimônio de US$ 6,6 bilhões, segundo a Forbes. Batista, que desistiu da faculdade e é ex-campeão em corridas de lancha, afirmou que se tornaria o homem mais rico do Brasil até o final do próximo ano.

Hoje, a lista de bilionários brasileiros ainda inclui banqueiros e industrialistas. O industrialista Antonio Ermírio de Moraes, presidente do Grupo Votorantim, que produz metais, papéis, cimento e eletricidade, é o homem mais rico da América do Sul, com uma fortuna estimada em US$ 10 bilhões.
Logo atrás dele está o banqueiro Joseph Safra, do Grupo Safra, um conglomerado de bancos e investimentos. A Forbes estima a fortuna de Safra em US$ 8,8 bilhões.

Não parecia muito provável que Cavalcanti, filho de um trabalhador ferroviário, se tornaria um bilionário. Ele passou a infância em uma casa rústica de dois quartos em Cacule, uma cidadezinha no Estado da Bahia. Aos 24, chegou à conclusão de que a Bahia era pequena demais para ele e foi trabalhar como consultor de uma firma alemã em São Paulo. Ele passava os domingos rodando vizinhanças de alto padrão, fotografando mansões no Morumbi e no Jardim Europa e admirando BMWs e Porsches nos showrooms.

“Sempre tive uma visão do que gostaria de ter,” disse ele.

Posteriormente, ele passou a prospectar minérios. Em 2003, o dinheiro para sustentar sua exploração estava se esgotando e ele resolveu vender uma casa de praia e um apartamento para levantar fundos. A aposta deu retorno em 2004, quando ele descobriu uma reserva imensa de ferro em seu Estado natal. Outros geólogos já haviam desistido da área; a gigantesca companhia de mineração Vale, proprietária de uma reserva nas proximidades, deixou o depósito de ferro passar despercebido, disse Cavalcanti.


Ele conta que descobriu a reserva quando dirigia pelo local à noite em uma caminhonete com tração nas quatro rodas e usando um mapa antigo de 1937. De acordo com publicações da indústria de mineração, Cavalcanti acabou vendendo a reserva, que contém pelo menos 1,8 bilhão de toneladas de ferro, a um minerador indiano, Pramod Agarwal, por cerca de US$ 360 milhões. Ele não contesta a história.

“J.C. nasceu empreendedor,” disse João César de Freitas Pinheiro, diretor-assistente do Departamento Nacional de Produção Mineral. “Ele tinha uma visão de que o mercado iria melhorar e esperou pelo momento certo para explorá-lo”.

Desde então Cavalcanti está celebrando. Ele disse que seus 39 carros, incluindo uma Ferrari, Maserati, Porsche e duas BMWs, valem cerca de US$ 1 milhão. Seu amor por carros também abarca alguns clássicos americanos, como a picape Ford de 1959, estacionada em sua residência na Bahia.



Atualmente, ele está negociando a compra de uma exclusiva Mercedes McLaren, no valor de US$ 1,4 milhão. (Apenas três brasileiros têm uma McLaren, ele disse, um deles sendo Batista).

Em dezembro passado, ele e sua mulher, Renilce, 55, se mudaram para uma casa que parece ter saído de “O Vento Levou.” Renilce exibiu sua coleção de obras de arte, estimada em US$ 3 milhões, que preenche três paredes de sua mansão com apenas pintores brasileiros, incluindo Ismael Nery e Flavio de Carvalho. O paisagista brasileiro Gilberto Elkis projetou os jardins esculturais da casa por US$ 1 milhão.

Cavalcanti recentemente comprou um Hawker 900 por US$ 15 milhões, com um alcance maior que o seu Learjet, para viagens sem paradas à Europa e aos Estados Unidos.



Filho de imigrantes, Cavalcanti disse que estava construindo uma casa na Toscana, de onde veio sua família. Esta será sua 11ª residência.

Mesmo com tanto luxo, Cavalcanti se descreve como uma alma disciplinada que abriu mão da vida de playboy há muito tempo em busca de uma existência profundamente espiritual. Ele não bebe nem fuma e descreve o futebol, paixão da maioria dos brasileiros, como “perda de tempo.” Ele também disse que detesta Carnaval, marca de Salvador.

Ele conheceu Renilce, em um casamento de família quando tinha apenas 12 anos. Ele e a mulher compartilham a paixão pelo estudo de gurus espirituais. A biblioteca de sua residência em Salvador está repleta de livros de autores como Joel S. Goldsmith, o cientista cristão americano.

Com sua barba grossa, cabelos brancos ondulados e seu hábito de falar com os olhos fechados, Cavalcanti parece se enquadrar na Nova Era. Em sua casa em Salvador, ele costuma meditar às três da manhã, sentado em uma cadeira budista no jardim com os braços estendidos ao som de músicas suaves. Às vezes seu gato Felicidade se junta a ele.


Cavalcanti e Renilce dizem que todos os seres vivos devem ser protegidos. Ele afirma ter rejeitado um negócio com um empresário de minério, em 2004, após o homem ter esmagado uma formiga com o punho em um restaurante de Salvador. “Disse que não queria mais fazer negócio com ele,” Cavalcanti conta. “Ele achou que eu fosse louco”.

Ele planeja se tornar um grande filantropo, como Warren Buffett e Bill e Melinda Gates. Os Cavalcanti têm uma fundação de proteção a animais abandonados, que conta com 2 mil cães e 500 gatos até agora. Cavalcanti também planeja construir um hospital para o tratamento de câncer infantil.

A despeito de seus bens materiais, ele disse que no fundo continua sendo um explorador. ele decidiu que era hora de retornar à mineração e sair em busca de mais depósitos minerais.

“Preciso descobrir novas reservas que irão gerar mais riquezas e empregos,” ele disse. “Preciso voltar às raízes de J.C. no País”, afirmou.
Fonte: Alexei Barrionuevo
Tradução: Amy Traduções

Vale é a melhor de mineração de 2012
Com novo CEO, a Vale registrou o maior lucro já embolsado por uma companhia de capital aberto no país 



Mina da Vale, em Carajás: empresa deve aumentar sua atuação na região com o projeto de Serra Sul

As mudanças na Vale foram grandes em 2011. Celebrada pelo mercado, a gestão de Roger Agnelli à frente de uma das maiores companhias do país chegava ao fim. No seu lugar, entrava Murilo Ferreira. Apesar da turbulência que acompanhou a transição, a empresa e o executivo têm o que comemorar: escolhida por EXAME como melhor companhia mineradora de Melhores e Maiores 2012, a Vale registrou no ano passado um lucro de 15,3 bilhões de dólares, o maior já alcançado por uma empresa de capital aberto no país.

Não há dúvidas sobre o gigantismo da Vale, que detém uma parcela de 72% do mercado nacional de minérios. Em 2011, as margens de venda da empresa bateram em 42%, só perdendo para os 51% da mineira Namisa. Há de se considerar, contudo, o tamanho das companhias: enquanto a Vale vendeu 36 bilhões de dólares no mesmo período, a cifra da Namisa foi de 1,3 bilhão.

Os números impressionam, mas a companhia quer mais. O objetivo é elevar a produção para 460 milhões de toneladas de minério de ferro até 2017, crescimento de mais de 40% sobre os níveis do ano passado.

A expansão deverá se assentar sobretudo no projeto de Serra Sul de Carajás, no Pará. Com investimento de 16,5 bilhões de reais, as operações no local devem entrar em funcionamento na segunda metade de 2016.